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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Moonlight Mile - A última causa

Sinopse: Lembra-se de mim?», interroga, do outro lado da linha, a voz que arranca Patrick Kenzie do sono profundo. Uma voz feminina e uma frase em jeito de ameaça: «Encontrou-a uma vez. Volte a encontrá-la. Deve-me isso.» 

No dia seguinte, eis que ela surge de novo, no cimo das escadas do metro. Um rosto marcado pelo tempo e pela mão severa do destino. Um rosto que Kenzie não esperava rever. 

Há doze anos aquela mulher pedira-lhe que encontrasse a sobrinha Amanda, de quatro anos, que desaparecera. Os detetives privados Kenzie e Angie Gennaro tiveram sucesso, mas o caso deixou-lhes um amargo de boca: a menina foi devolvida aos cuidados de uma mãe negligente e alcoólica; e os raptores que, afinal, não queriam mais do que entregá-la a uma família que cuidasse bem dela, foram sentenciados a duras penas de prisão. 

Por isso agora que Amanda, com dezasseis anos, desapareceu novamente, Kenzie sente-se obrigado a investigar. Mais a mais porque também ele sabe o que é ter uma filha e o que um pai está disposto a fazer para a ver feliz. A sua investigação será o começo de uma viagem ao coração de um mercado sombrio, onde se traficam identidades e adoções. Um mundo onde o bem pode assumir os contornos do mal, e o mal camuflar-se de bem. Um precipício do qual é melhor não nos aproximarmos muito.


domingo, 24 de janeiro de 2016

Divulgação * Porto Editora


Sinopse: Em 1871, a Comuna de Paris, a mais nobre revolução que o mundo já conheceu, incendiou os corações e as ruas.

Élisabeth Dmitrieff é a enviada e representante de Karl Marx na capital francesa. Jovem, tão frágil quanto arrebatadora, recusa-se a amar algo ou alguém que não a revolução. Léo Frankel, revolucionário húngaro e também ele membro da Primeira Internacional, tem o sonho de construir um modelo ideal de sociedade sem exploradores nem explorados. Mas poderá o amor nascer na insurreição e sobreviver no coração da barricada?
Numa escrita apaixonada e de ritmo alucinante, combinando personalidades históricas como Louise Michel, Victor Hugo, Karl Marx ou Georges Clemenceau com personagens ficcionadas, Catherine Clément faz o retrato literário destes dias trágicos e gloriosos, «que começaram com a alegria e terminaram com o sangue», oferecendo-nos uma narrativa de esperança e de sonho, numa homenagem a todos cujas vidas foram tocadas pelo Génio da Liberdade.

Reviver a mais apaixonante revolução francesa 

A Porto Editora publica, a 1 de fevereiro, o mais recente romance de Catherine Clément, Amemo-nos uns aos outros, que retrata e desmistifica os tempos agitados da Comuna de Paris e cruza personagens ficcionadas com personalidades históricas como Karl Marx, Victor Hugo ou Louise Michel. No decorrer da narrativa, acompanhamos a emoção das batalhas e motins, a discussão de direitos há muito adiados, a instauração de um novo regime, e uma história de amor marcada pela revolução. Da longa obra de Catherine Clément, que conta com mais de 30 livros publicados, foi no romance histórico que a autora ganhou o seu grande protagonismo. No catálogo da Porto Editora estão já os romances Dez Mil Guitarras e A Rainha dos Sipaios.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Vinha do Anjo - Opinião

Opinião: Não lia Sveva desde há 4 anos talvez. Não sei bem precisar quando foi a ultima, e única vez, que li um livro dela. No entanto recordo-me muito bem, não só da história, mas sobretudo das emoções e sensações que o livro me transmitiu. Falo-vos de Baunilha e Chocolate, o único livro que li da autora e do qual ainda me recordo muito bem! Não consigo explicar porque motivo nunca mais voltei a esta escritora e olhem que não foi por falta de incentivos! Uma das minhas melhores amigas ama Sveva e está sempre a recomendar-me livros dela e eu, deixo sempre passar. Mas não tornará a acontecer, ai não não!
Mais uma vez obrigada à Porto Editora por me terem dado a oportunidade de regressar à escrita desta maravilhosa senhora. 

Neste livro acompanhamos a história de Angelica, que aos 35 anos de idade, aparenta estar realizada em quase tudo na vida. Angelica é casada, mãe e especialmente, uma empresária de sucesso num dos ramos mais complicados para uma mulher actuar. Por trás desta fachada de vida perfeita as coisas não são assim tão simples; no dia em que Angelica confirma as suas suspeitas face ao comportamento leviano do seu marido, vê-se envolvida num acidente de moto que a leva a conhecer o chef Tancredi, que promete mexer com muito mais do que tachos e panelas, na vida da empresária! É esta a base para este livro fantástico, que longe de ser apenas um romance, é uma verdadeira lição de vida, e já vos explico porquê. 
Aquilo que mais gosto na senhora Sveva, é a capacidade que ela tem de nos transportar para dentro da história e de nos fazer activar todos os 5 sentidos aquando da leitura dos seus livros. É como se estivéssemos mesmo lá, como se fossemos nós a comer os pratos do chef Tancredi, como se fossemos nós a sentir os cheiros, o calor e o frio, todas as sensações do mundo. Não acredito que esteja a generalizar quando digo isto, pois não sou a única pessoa que refere este aspecto acerca dos seus livros. Pois com a história de Angelica, passou-se isto mesmo. Acompanhamos a sua vida desde o começo, com um regresso ao passado, como forma de explicar o seu percurso, a sua forma de ser, as suas aventuras e os seus romances. O mesmo acontece para as personagens do Raffaelo e do Tancredi. Para os compreendermos, voltamos ao começo de tudo. Este aspecto fez toda a diferença na história pois tornou as personagens reais, dando-lhes uma solidez que nem sempre é habitual neste tipo de livro. Foram as experiências das personagens no passado que as levaram ao ponto em que estão e, são também as suas escolhas no presente que mais me marcaram enquanto leitora.  A autora criou um leque de personagens reais, facilmente identificáveis, com tantos defeitos quanto virtudes e cujas escolhas não irão agradar a todos. É importante referir também outro trio de personagens que certamente irá fazer rir à gargalhada os leitores. Os pais de Angelica e Sir Edward. Que trio absolutamente fora do comum. Tão estranhos mas ao mesmo tempo tão reais! É difícil de explicar... só mesmo lendo!
Acredito que talvez aquilo que vá deixar mais marcas nos leitores seja mesmo o final. Que final brutal! Completamente inesperado, longe de ser o final desejado, ou seja o final de contos de fadas, foi o mais adequado possível às personagens e às suas situações. Eu adorei!  Angelica é uma mulher lutadora, com garra, que cai e acaba sempre por se levantar, mas também o são aqueles que a rodeiam, pois representam no fundo, cada um de nós e a nossa capacidade intrínseca de sermos resilientes. Sveva não desilude e por esse motivo, este livro é uma verdadeira lição de vida. 




Sinopse: Longas filas de videiras estendem-se pelas colinas suaves de Borgofranco. Há dois séculos que a família Brugliani é proprietária daquele antigo burgo e das vinhas, tratadas com paciência para delas extrair vinhos preciosos e únicos. Aos 35 anos, Angelica é a herdeira da tradição e do património familiar. Mãe, esposa, empresária de sucesso: tudo parece perfeito na sua vida. Só ela sabe que por detrás daquela fachada se esconde um mundo sombrio, feito de mentiras - as do marido - e de sonhos pueris.
Numa noite, em que conduzia a sua moto e sentindo-se dominada pela amargura e pelas lágrimas, Angelica não se apercebe de que o carro à sua frente está a travar. O choque é violento, mas felizmente sem consequências graves, quer para ela, quer para o condutor do automóvel, Tancredi D'Azaro. Angelica não sabe ainda que aquele homem é um dos chefs mais aclamados em todo o mundo. E ambos ignoram que, depois daquele encontro fugaz, o destino voltará a entrelaçar os seus caminhos, suscitando a tentação de um novo começo. É então tempo de fazer escolhas, tendo em conta o peso do passado e as responsabilidades do presente - porque a vida é feita de sonhos e paixões.

Vinha do Anjo conta-nos a história envolvente de uma família e de uma tradição milenar, o retrato de uma protagonista fascinante no qual se revêem muitas das mulheres empreendedoras e corajosas que anonimamente constroem as nossas sociedades.

sábado, 12 de setembro de 2015

A Vinha do Anjo * e o espanto da Neuza | Divulgação Porto Editora



Como sabem, regressei ao trabalho depois de um ano inteiro parada. Como a maioria das educadoras de infância e professores, os meus anos não são de Janeiro a Dezembro, mas de Setembro a Agosto... foi um ano mau no geral mas bom em alguns aspectos, especialmente aqueles que dizem respeito ao blog e ao canal. Mas confesso que já estava a ficar meio doidinha. Mas regressei ao trabalho e já passaram duas semanas. Esta semana que passou foi particularmente puxada, especialmente a 5ª feira. Para vocês terem uma ideia, o ponto alto do meu dia foi uma criança me dizer o seguinte: "Neuza, posso ir por este coco na sanita?". Portanto já estão a ver certo? Cansada. Um cansaço bom, é verdade, mas ainda assim, cansaço. Quando cheguei a casa depois desse dia e me deparei com um pacote vindo da Porto Editora, toda a minha pessoa pulou de alegria! Não esperava! E quando o abri e vi do que se tratava... caiu-me tudo! Fique tão feliz! Recebi o novo livro da escritora Sveva Casati Modignani. Mal posso esperar por começar a ler e poder partilhar a minha opinião! Mais uma vez, obrigada à editora pela confiança! 


Sinopse: Longas filas de videiras estendem-se pelas colinas suaves de Borgofranco. Há dois séculos que a família Brugliani é proprietária daquele antigo burgo e das vinhas, tratadas com paciência para delas extrair vinhos preciosos e únicos. Aos 35 anos, Angelica é a herdeira da tradição e do património familiar. Mãe, esposa, empresária de sucesso: tudo parece perfeito na sua vida. Só ela sabe que por detrás daquela fachada se esconde um mundo sombrio, feito de mentiras - as do marido - e de sonhos pueris.

Numa noite, em que conduzia a sua moto e sentindo-se dominada pela amargura e pelas lágrimas, Angelica não se apercebe de que o carro à sua frente está a travar. O choque é violento, mas felizmente sem consequências graves, quer para ela, quer para o condutor do automóvel, Tancredi D'Azaro. Angelica não sabe ainda que aquele homem é um dos chefs mais aclamados em todo o mundo. E ambos ignoram que, depois daquele encontro fugaz, o destino voltará a entrelaçar os seus caminhos, suscitando a tentação de um novo começo. É então tempo de fazer escolhas, tendo em conta o peso do passado e as responsabilidades do presente - porque a vida é feita de sonhos e paixões.

A Vinha do Anjo conta-nos a história envolvente de uma família e de uma tradição milenar, o retrato de uma protagonista fascinante no qual se revêem muitas das mulheres empreendedoras e corajosas que anonimamente constroem as nossas sociedades.

Disponível a 30. 9. 2015


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Hey hey!

Alo alo, ainda aqui estou!
Esta semana tem sido meio caótica. Está muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e não tem sido fácil manter as coisas actualizadas. E eu detesto ficar sem publicar no blog ou na página do face, assim como no canal. De qualquer da formas, vou aproveitar que hoje consegui dar aqui um pulo para vos colocar a par de algumas novidades!
A primeira novidade é.. estou sem o meu computador. Há mais de 2 meses que ele anda meio aparvalhado.. vai tendo umas paragens cerebrais volta e meia e é muito raro conseguir fazer alguma coisa nele. Daí ser mais complicado actualizar seja o que for. Eu e a tablete não nos entendemos... se não dá para comer não lhe sei mexer! Vou ver se resolvo o problema o mais rápido possível porque não posso ficar sem editar vídeos! 
A segunda novidade é que, vou mudar de casa! Obaaaa ! Para a zona que sempre quis, para a casa que sempre gostei e por um preço muito bom! O nosso crédito foi aprovado e agora é torcer para que o senhor avaliador seja um fofo! Isto significa que o mês de Agosto vai ser meio concorrido... entre caixas e isso. Já estão a ver o trabalho que vai ser empacotar livros e mais livros! Lindo!
A terceira novidade é que arranjei trabalho! Obaaaa ! Começo em Setembro, de volta aos meus piolhitos! Desta vez na sala dos 3 anos numa instituição que é uma casa para mim! E o melhor de tudo é que fica mesmo pertinho do tal senhor que vende livros baratinhos hihihihi a desgraça!!!
E a quarta e ultima novidade, e uma das que estou mais entusiasmada para partilhar, é que, o Mil Folhas passa agora a contar com o apoio da Porto Editora! Fui convidada para estabelecer parceria! Nunca me tinha acontecido e escusado será dizer que disse sim, qual noiva no seu dia especial! E pronto de novidades era isto que tinha para partilhar com vocês. Ainda não calcei o pé na praia este ano e por este andar vai ser difícil e, ah, ainda não recebi pagamento da Civilização Editora. Hunf até fica mal juntar duas editoras tão diferentes no mesmo post. Nhaca!
Há novidades desse lado para partilharem aqui com a je? Que andam a ler??


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Divergente - Opinião

Opinião: Desafio de Fevereiro: Ler um livro e ver a sua adaptação cinematográfica - check
Finalmente cumprido e finalmente chegada a hora de vos contar tudo o que achei sobre o livro. Vá talvez não tudo porque acho que não assimilei grande coisa. 

Então Divergente... mais uma distopia, mais do mesmo. Divergente desiludiu. Atenção que, e antes que pensem "ah lá tá ela esquisita de um raio sempre a criticar". Eu gostei de Divergente. Dei-lhe 3 estrelas MAS esperava muito mais. Não é um crime assim tão grande esperar muito de um livro certo?
O meu interesse por Divergente foi esmorecendo com o tempo e confesso que a vontade de o ler era muito pouca. Comprei o livro na feira do livro do ano passado, com esta capa maravilhosa (NOT) e, por pressão externa, comprei os restantes naquela do "ahh vou amar e depois não tenho para ler"... neste momento posso dizer que, não sei se quero continuar a ler a trilogia. É verdade que gostei, mas tenho tanta coisa mais interessante para ler e tendo em conta que já sei como a coisa acaba, bahh. Já para não falar nas críticas da generalidade do pessoal, que diz que os próximos livros são uma cagada em três actos!
Gostei tanto da história que nem a vou resumir. Por favor leiam a sinopse que diz tudo e assim passo já para à parte porreira das opiniões que é a de poder malhar num livro à vontade! "ahh bolas Neuza, mas disseste que tinhas gostado". Sim minha gente, gostei, mas vamos por partes.
Esta história não me trouxe nada de novo. Podem argumentar que o conceito das facções é inovador, e eu digo-vos que a primeira coisa que me ocorreu quando li sobre as facções, foi as casas em Hogwarts. Nada a ver certo? Talvez, se não houvesse mais pessoas a pensar assim. A apresentação ao mundo em si é igual a 0. Detesto quando numa distopia não há explicação aparente para o porquê das coisas serem como são. Odeio. Fico pior que estragada. Divergente é desses livros... começa e nós já nos vemos envolvidos na coisa sem uma explicação. São gostos pessoais, eu não gostei. Sei que, nos próximos livros há um esclarecimento sobre este aspecto mas caramba, custava muito ter inserido a coisa neste?
Em termos de personagens... mhe... sabem o que é mhe? Nem carne, nem peixe (que agora que não como nem de um nem de outro, me parece a expressão mais parva do mundo). Não me encheram as medidas. Not even one. A nossa Tris é patética, os colegas na facção irrelevantes e o Four... enfim... gato, jeitoso e tal, mas por favor... o que foi que o rapaz viu nela??? Que mania que os autores têm de criar miúdas tolinhas por quem o rapaz mais hot do pedaço morre logo de amores. Xiça. Not cool! 

Mas vamos ao enredo, ao conteúdo da coisa, que é o mais importante. Passamos o livro todo a acompanhar a integração da Tris nos Intrépidos e a acompanhar o crescer do seu romance com o Quatro. E é isto. Lá para o fim há uma troca de tiros muito porreira que foi o que salvou o livro para mim. As ultimas 50 páginas caíram do céu e valeram ao livro 3 estrelas.
Depois da leitura vi o filme. Gostei muito mais do mesmo e temos aqui um caso em que a adaptação ficou melhor que o livro (na minha modesta opinião). Menos drama, menos romance e mais Quatro. E é isto... não tenho muito mais a acrescentar a esta opinião. Gostei maaaas, foi tremido. Sei que há por aí fãs, por isso digam-me tudo!

Sinopse: Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem. Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la. 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Segredos do Passado - Opinião

Opinião: Com as festas esta opinião foi ficando para trás e com o frio que se faz sentir hoje, nada melhor que ficar na caminha (com os gatos) a actualizar o blog. Foi leitura de Dezembro e talvez a melhor forma de dar por terminado o ano.
Segredos do Passado, foi um livro que sempre quis muito ler, graças à Cata, do Páginas Encadernadas. Ela refere tantas vezes este livro nos seu vídeos, que, quando o vi à venda na Feira do Livro, tive de o trazer. E escusado será dizer que as expectativas criadas em torno deste livro, eram enormes!
Segredos do Passado conta-nos uma história de amor e amizade em torno de duas crianças. A Claire e o Roan. Oriundos de mundos muito diferentes (menina rica, amada e feliz; menino pobre, negligenciado e triste) desde cedo são obrigados a permanecer afastados um do outro. Mas quanto mais os tentam afastar, mais eles se aproximam. Aos poucos a Claire acaba por conseguir conquistar a confiança do Roan, e por conseguinte, o Roan conquista a família da Claire. Quando tudo parecia correr bem, algo de muito grave acontece, que vai mudar o rumo da história e afastar as duas crianças.
Passam-se 20 anos até que os dois se tornam a reencontrar, altura em que muita coisa vai vir à tona. Muitas revelações, segredos e emoções.
No geral, gostei muito deste livro. A escrita da autora é envolvente, simples e cativante. Apesar de a história não primar pela originalidade não deixa de ser bonita e bem construída. Gostei muito da forma como a autora escreve sobre família e claro adorei o final. Ainda que o twist no fim me tenha surpreendido (até certo ponto) a ultima parte da história perdeu gás. Pelo menos para mim. No entanto é uma leitura que recomendo aos fãs do género. Não é um livro lamechas, tem o seu Q. de drama e amor e uma escrita que nos prende. Ganhou 4 estrelas no goodreads e deixou-me mais curiosa com A Doçura da Chuva. E desse lado, já alguém leu Deborah Smith?

Sinopse: Filha de uma respeitada família de Dunderry, na Geórgia, Claire Maloney era uma menina caprichosa e mimada, mas isso não a impediu de travar amizade com Roan Sullivan, um rapaz feroz, órfão de mãe, que vivia numa caravana com o pai alcoólico. Nunca ninguém conseguiu compreender o laço que unia as duas crianças rebeldes.
Mas Roan e Claire pertenciam um ao outro¿ até à violenta tarde em que o terror tomou conta das suas vidas e Roan desapareceu.
Durante vinte anos, Claire procurou o rosto do seu amor de infância por entre a multidão. Durante vinte anos, esperou ansiosamente uma carta e sobressaltou-se a cada toque do telefone. No entanto, quando Roan surge novamente na sua vida, a alegria de Claire não é completa, pois ao contrário do que se afirma o tempo não apaga todas as feridas.
Algumas permanecem ocultas, prestes a reabrir-se ao mais pequeno incidente. Que segredos do passado envenenam o presente e minam o futuro?

sábado, 3 de maio de 2014

A Filha do Papa - Opinião

Opinião: Eu ia começar esta opinião a dizer-vos que este livro me custou apenas 5 euros, mas acho que não vale a pena ser mázinha hihihi :) passemos a coisas sérias!
De Luís Miguel Rocha, já tinha lido A Mentira Sagrada, à coisa de 3 anos. Honestamente, lembro-me de alguns pormenores importantes da história, mas já não me consigo lembrar com exactidão qual era o cerne da coisa. No entanto, lembro-me muito bem que na altura adorei o livro. Tinha sido a minha estreia em leituras do género, mais para o policial e ainda por cima com misturadas da igreja que eu adoro ler.
Portanto, quando vi sair A Filha do Papa, fiquei muito curiosa. Não era um livro que estivesse em Wishlist, mas foi um achado que eu não quis ignorar. E foi assim que o livro me veio parar às mãos.
Neste livro tornamos a acompanhar o padre Rafael. Ai padre padre... serei só eu que o imagino assim como aqueles padres giros dos calendários do Vaticano??? :) Já me estou a perder... acompanhamos o padre Rafael, e a Sara, em mais uma fantástica aventura pelas tramas e podres do Vaticano. Não vou estragar-vos a leitura revelando muito sobre a história, apenas vou realçar alguns aspectos que considerei positivos e os negativos.
Como aspecto negativo, tenho de realçar o facto de no inicio da história nos serem apresentadas de supetão imensas personagens, todas com nomes semelhantes e todas aparentemente importantes. Tornou a leitura confusa e até a coisa começar a entrar nos eixos, foi difícil perceber quem era quem na trama. Por outro lado, quando a coisa começa a compor-se as coisas mudam de figura e tudo começa a fazer sentido. A escrita é fluída, cativante, e o tema, pelo menos para mim, muito interessante. Porque apesar de ser ateísta, estes assuntos da igreja interessam-me muito. Acho que nunca nos podemos afirmar uma coisa ou outra, sem conhecimento de causa, e sem alguma exploração dos temas. E apesar de ser uma obra ficcional, tem muitos fundos de verdade.
No entanto, achei o final um bocadinho rebuscado. A forma muito rápida como as coisas se compuseram, em alguns momentos, não me fez sentido, e tornou-se confuso. De repente, uma personagem fofinha passa a má, e isso não é necessariamente uma coisa negativa, mas foi algo que não esperava, o que é uma coisa boa. LOOL
Sei que podemos esperar mais do Rafael e da Sara, porque o fim assim o sugere. Só espero que no próximo livro, as coisas finalmente se componham ou mando o padre giro Rafael, dar uma curva ao bilhar grande!
Para quem nunca leu Luís Miguel Rocha, recomendo!!!

Sinopse: Será o anti-semitismo a verdadeira razão para o Papa Pio XII não ter sido beatificado?
Quando Niklas, um jovem padre, é raptado, ninguém imagina que esse acontecimento é apenas o início de uma grande conspiração que tem como objectivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano - a filha do Papa Pio XII.
Rafael, um agente da Santa Sé fiel à sua Igreja e à sua fé, tem como missão descobrir quem se esconde por detrás de todos os crimes que se sucedem e evitar a todo o custo que algo aconteça à filha do Papa.
Conseguirá Rafael ser uma vez mais bem-sucedido? Ou desta vez a Igreja Católica não será poupada?

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Um erro Inocente - Opinião


Opinião: Terminei ontem mais um livro da autora Dorothy Koomson e mais uma vez não fiquei desiludida. 

Não tinha grandes expectativas relativamente a esta leitura, uma vez que nunca tinha lido nada acerca do livro e portanto, fui sem saber o que me esperava.
Que cena... ainda agora estou de boca aberta, de cada vez que me lembro do final daquele livro. 
Este livro conta a história de 2 raparigas. A Serena e a Poppy. Ambas se vêm envolvidas com um homem, que, sem querer estragar-vos a coisa, vai mudá-las para sempre!
Já vem sendo hábito na escrita da Dorothy, que ela ande a saltar de personagem em personagem. Ou seja, cada capitulo é narrado por uma personagem principal, neste caso as duas raparigas. Gostei muito mais de ler os capítulos da Poppy do que os da Serena. De qualquer forma todo o livro está muito muito bem escrito, e depois de A Praia das Pétalas de Rosa, que foi o meu livro preferido da autora, este vem logo depois!
Desengane-se quem, como eu, pensava que este é um livro leve. Não é... de todo. Tive que parar algumas vezes a leitura, para logo a seguir retomar, porque não conseguia parar. Não foi fácil de ler, por motivos pessoais, mas, li, e gostei muito, apesar de o final, não ter a conclusão que eu esperava, foi bom!
E portanto ficam a faltar-me 2 livros da autora !!! :) e por aí? Mais alguém leu Um Erro Inocente, e quer comentar?

PS: Com isto, esqueci-me de dizer, que : e vai mais um!!! Da lista obrigatória de livros a ler em 2014, já só faltam 5 !!!



Sinopse: Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas glamorosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de "As Meninas do Gelado".
Anos mais tarde, tendo seguido percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos - e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno...
Emocionante e enternecedora, esta história fará com que nos perguntemos se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos.

sábado, 9 de novembro de 2013

Alma Rebelde - Opinião


Opinião: Ora bem... por onde começar. Caramba porque será que tantas das minhas opiniões começam desta forma tão indecisa??? 

Bom, vamos então partir do principio. No inicio da semana comecei por dar uma segunda oportunidade ao livro A rapariga que roubava livros. Queria, juro que queria mesmo muito ter-me sentido cativada por um livro que toda a gente parece gostar... mas não deu. Não estava destinado. Assim, numa manhã, em que já estava atrasada para o trabalho, peguei por impulso no livro Alma Rebelde, e.............. surpriseeeee não me arrependi! 
Alma Rebelde é um livro que se lê de um sopro! Conta a história de amor entre Joana e Santiago, ambos jovens muito à frente no seu tempo. Joana a clássica menina do séc. XIX obediente, oprimida, mas com uma centelha muito forte dentro de si. E Santiago, que de certa forma também é um menino clássico. Pelo menos nos romances! Cavalheiro, verdadeiro, amoroso, intempestivo e muito romântico. Um petisco naquela época =)
Houve apenas um aspecto que não gostei muito, que foram as interjeições constantes da Joana. Os oh e ah pelo meio só me davam vontade de lhe bater. Mas eram defeito da época e não da escritora. Por isso, cala-te e come Neuza!!! 
Apesar da Joana ser uma menina muito típica da época, lembrou-me outra personagem de outro romance que gostei muito, e que nada tem a ver com ela, sem ser talvez, pelo facto de serem ambas muito refilonas. Com a diferença que a Joana se continha mais. Lembra-me a Beatriz, da história Muito barulho por nada, de Shakespeare. Aposto que sou a única =)
Neste livro senti falta de uma coisa. Gostava que algumas coisas importantes que iam acontecendo tivessem sido descritas na altura em que aconteciam, e não sob a forma das reflexões da Joana. Isto porque, eu estava a gostar tanto de ler, que queria mais e mais!!! 
Acho que o maior elogio que posso fazer à querida Carla é que, hoje de manhã, assim que acordei, depois do xixi e de lavar a cara, fui ler. De noite sei que sonhei com a Joana  e com o Santiago, e por isso de manhã só queria ler. E li. Li até terminar o livro. E a vontade que ficou, foi de que não tivesse terminado! Queria mais, e quero mais. a história daqueles dois tem pano para mangas, ou tinta para mais livros! =)
Em suma bem sumida. Gostei mesmo muito!!! Parabéns Carla e tenha a certeza de que duas coisas não me vão escapar daqui para a frente. A primeira, será a compra do seu próximo livro! E a segunda será conhecê-la na feira do livro, visto que este ano não consegui!!! Fica prometido! 

Sinopse: “No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasia os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?”do inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.

Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.

Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se  os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?

domingo, 25 de agosto de 2013

Pedaços de Ternura - Opinião

Opinião: Consegui... algo em mim despertou quando esta tarde li na página do goodreads que estava 12 % atrasada no meu desafio! O pânico invadiu-me, o que foi o suficiente para pegar no livro e só largar quando acabou!


Ora o que tenho a dizer sobre esta história; nem eu sei bem para ser sincera. Esperava mais. Pronto. Depois de ler A praia das pétalas de Rosa é óbvio que esperava mais de qualquer livro da Dorothy. A expectativa é uma coisa tramada!

Caramba acho que tenho uma certa razão. Se num livro só ao fim de 200 páginas é que a coisa pega então é porque algo está errado com o livro! Gostei da história, mas faltou-lhe um bocadinho assim para me convencer. Termina tudo de uma forma muito hummm qual é a palavra, sei lá...aberta? Sem grandes conclusões a que chegar. Num universo paralelo gosto de pensar que a Kendra ficou com o Kyle. A amizade que os move, e aquele momento de partilha tão íntimo entre eles, é algo que me toca muito e com o qual me consigo identificar muito bem, por os mais diversos motivos. Não desvalorizando os temas que a autora aborda, a violação, o alcoolismo, entre outros, simplesmente não me convenceu. Nem o Lance como vilão foi convincente. 
Ah, outra coisa. Sou só a única que não acha piada nenhuma aos nomes dos capítulos? Torradas? A sério???
Portanto em que é que ficamos? Olha, leu-se. Custou mas foi, e agora já só consigo pensar na pilha de livros que tenho, e nas várias hipóteses que se seguem. Definitivamente vou manter-me longe da Dorothy por uns tempos. Ainda tenho Um erro inocente por ler, ,mas vou dar-lhe um tempo.

Sinope: Poderá um estranho curar o seu coração?

Kendra Tamale regressa a Inglaterra, fugindo de velhas mágoas e em busca de um novo começo. Conhece Kyle, pai de duas crianças e separado, de quem se aproxima, contra todas as suas expectativas.

Então, um terrível encontro com o passado obriga-a a enfrentar os seus fantasmas. Não consegue dormir, é despedida e a sua relação com Kyle e as crianças fica debilitada. A única forma de remediar a situação é confessar o erro terrível que cometeu há muitos anos atrás - algo que prometeu nunca fazer...


quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Praia das Pétalas de Rosa - Opinião

Opinião: Para mim, que li apenas 3 livros da autora, 4 com este, posso dizer com toda a força: Este é o melhor livro da Dorothy que já li, até hoje!!! É que arruma a Filha da minha melhor Amiga  num bolso! 

É que esta história, não se limita a ser uma bonita história de amor, ohhh não. Tem aquele Q de mistério que me faz trepar pelas paredes! Não consegui pousar este livro durante muito tempo!!! Temos personagens muito cativantes, das quais gostamos muito, outras nem por isso (como é o caso da estúpida da Bea) todas misturadas num enredo brutal!!! Sei que digo muito isto... mas adorei este livro! Adoro as reviravoltas, os "Nãooooooooooooooo" que este livro me fez exclamar! Até falei sozinha no autocarro!!! 


Tive imensa pena de não ter estado presente na feira do livro, nos dias em que a autora cá esteve!!! Tinha adorado!!! 





Como único ponto negativo... cá está outra vez aquela coisa do, protagonista "normal" com marido abrasador (branco) com melhor amiga (uma branca e má, e outra negra e toda boa). E que tal meterem um indiano pelo meio só para mudar um bocadinho as coisas!!! Porque é que ela não cria uma história que não tenha um triângulo amoroso??? Ou já tem??? Tenho de ler os restantes livros dela. Outra coisa... o inspector Wade!!! Fui só que que queria mais umas páginas no fim a dizer: 12 meses depois, Tami e Wade encontram-se durante uma corrida matinal. Epah isto prometia!!! Mas enfim... =) 

Sinopse: Todas as histórias de amor sofrem reviravoltas.

Depois de quinze anos de um grande amor e um casamento perfeito, Scott, marido de Tamia, é acusado de algo impensável. De repente, tudo aquilo em que Tamia acreditava - amizade, família, amor e intimidade - parece não ter qualquer valor. Ela não sabe em quem confiar, nem sonha o que o futuro lhe reserva. Então, uma estranha chega à cidade, para lançar pétalas de rosa ao mar, em memória de alguém muito querido e há muito perdido. Esta mulher transporta consigo verdades chocantes que transformarão as vidas de todos, incluindo Tamia que será obrigada a fazer a mais dolorosa das escolhas...

O que estaria disposta a fazer para salvar a sua família?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Filha da minha melhor Amiga - Opinião

Ok... eis o problema quando se tem demasiadas expectativas relativamente a um livro........................chega-se ao final.................... e..................... pufttt; vitória vitória acabou-se a história.
Concordo com tudo o que me disseram de positivo sobre o livro. É uma ternura, emocionante, comovente, lindo! Em nenhum momento me fez chorar baba e ranho! Até agora, acho que só os livros da Anna Mcpartlin o fizeram. 
Aparte o não me ter feito chorar (e eu pensava mesmo que ia verter uma lágrima), fez-me rir, e isso também é importante. Ninguém consegue ficar indiferente à sensibilidade de uma criança, às suas traquinices, sorrisos e lágrimas. 

Só que, encontrei mais pontos negativos neste livro do que positivos. Talvez por já ter lido 2 livros da autora antes deste, seja lá qual for a história, parecem-me todos iguais. A personagem principal, na minha cabeça, é sempre a mesma, e por mais voltas que lhe dê, parece-se sempre com a própria autora... serei a única? Depois, existe sempre a melhora amiga loira e gira, com problemas. E um ou dois rapazes para apimentar a coisa. Não gosto. A senhora Dorothy não consegue ter a genialidade que a Lesley Pearce tem, por exemplo! 
Mas aquilo que menos gostei, mesmo e a sério (uma pequena Teganice) foi o final. Pareceu-me demasiado rebuscado, súbito. "Ai, aqui me tens de volta, amo-te muito blah blah blah, nunca te esqueci", e acaba assim. Para mim não dá! Pronto, sou esquisita! 
Vejamos o que A praia das pétalas de rosas tem para oferecer. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

As horas distantes - Opinião

Opinião: Portanto, passado cerca de 27 dias, finalmente terminei as horas distantes. Não foi fácil. Nunca tinha lido nada da autora e por isso não consigo ter nenhum termo de comparação entre outros livros dela. Penso que li no goodreads que este era o pior livro dela. Mesmo assim, não penso que tão cedo irei sentir vontade de ler alguma coisa dela.

Ora vejamos, esta é uma história que na minha opinião tem tudo para ser uma grande história, mas que por conta das mil e duzentas palavras utilizadas para descrever um jardim, ou a chuva, ou o que for, perde o interesse. Claro que isto irá variar de pessoa para pessoa. Há quem viva para as descrições, mas eu não consigo. Preciso de mais acção e diálogo numa história para me sentir cativada! Há quem se queixe da história andar para trás e para a frente no tempo; isso não me incomoda. Também não me incomodou ler a história sob a perspectiva de cada personagem, aliás, até acho que torna as coisas mais interessantes. O que me incomoda, é ter de ler umas 10 páginas seguidas, por exemplo da Saffy, a divagar sobre um guisado no forno, ou sobre a roupa para lavar! 

E caramba, é impossível gostar daquele final! Que raio de conclusão aquela, que irmãs mais psycho!Sim, tudo acaba por encaixar e por fazer "algum" sentido, mas bolas!!!
 Enfim... uma boa história sem dúvida, mas que deixa muito a desejar! 

Sinopse: Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...

Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.
Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre.
No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A minha história com Bob - Opinião

Sinopse: A história real de como um gato mudou a vida de um homem.
Quando James Bowen encontra um gato alaranjado no prédio onde vive, não faz ideia do quanto a sua vida irá mudar. Lutando por sobreviver como músico de rua na cidade de Londres, a última coisa de que precisa é um animal de estimação. No entanto, incapaz de resistir ao animal doente, acolhe-o em sua casa. Quando Bob recupera a saúde, James deixa-o à porta do prédio, imaginando que nunca mais o voltará a ver. Todavia, Bob tinha outros planos. Dentro de pouco tempo, os dois tornam-se inseparáveis e as muitas aventuras que irão viver transformarão para sempre as suas vidas, curando lentamente as cicatrizes do passado atribulado de ambos. Esta é a história de uma amizade improvável e de como um gato vadio irá ajudar um homem a recuperar a sua autoestima e dar-lhe uma nova esperança quando o resto do mundo lhe parecia ter fechado as portas.

Opinião:  A minha história com Bob, é um livro de leitura leve. Já não é o primeiro livro que leio sobre um gato. Li a história do Dewey, e do Casper, e adorei, não fosse eu uma amante de gatos. Estava no entanto, à espera de uma história mais focada no Bob e não tanto no dono, e foi isso que tive. Trata-se mais da história de como o Bob ajudou o James, e não o contrário. Se bem que, vendo bem as coisas, o titulo fazia adivinhar isso... =)
Não há muito a dizer sobre o livro, uma vez que relata o dia a dia do James, as suas lutas para sobreviver, a forma como o Bob foi fundamental, e também se foca no facto de o Bob ter tocado a vida de muitas mais pessoas, como é comum neste tipo de histórias.
Se é amante de gatos, força! =)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Amor está no ar - Opinião


Sinopse:

Deixe-se levar pela magia do amor...

Depois de sair de Londres para seguir o seu desejo de mudar de vida, Ceri D'Altroy jura abandonar definitivamente as suas manias de casamenteira. Isto porque parece que a sua simples presença acaba por incentivar as pessoas que encontra pelo caminho a mudar de vida.

No seu novo emprego, conhece Ed que decidiu declarar o seu amor por uma mulher que o enlouquece; Mel e Claudine, dois amigos de longa data que resolvem iniciar um romance ilícito; e Gwen, a chefe de departamento que é uma fumadora compulsiva e esconde um segredo profundo e sombrio que só quer partilhar com a sua nova funcionária.

Quem entra em contacto com Ceri, nunca mais volta a ser o mesmo.
Será ela o Cupido dos tempos modernos?

Opinião:

Heis um belissimo exemplo de um livro cuja sinopse revela demasiado. O livro O Amor está no Ar, de Dorothy Koomson, conta a história de Ceri, uma mulher, prestes a entrar na casa dos 40 e ainda solteira. Ainda que as pessoas à sua volta consigam encontrar a felicidade, geralmente com a sua ajuda, ela não consegue ser feliz. Talvez o facto de viver secretamente apaixonada por um actor de televisão não seja grande ajuda.
Ceri, tem um dom, ou maldição, dependendo do ponto de vista. O dom de ajudar os outros a encontrar soluções para os mais variados problemas nas suas vidas, um pouco à custa da sua.
Com a ajuda da sua melhor amiga, Ceri descobre que................... (e é aqui que a sinopse estraga tudo)................. é o Cupido dos tempos modernos. Tchanannn

Da autora Dorothy Koomson, apenas tinha lido o livro Amor e Chocolate, que adorei. É bastante mais divertido, comparativamente a este. Divaguei demasiadas vezes na leitura do livro, tive de voltar atrás demasiadas vezes, há pouco diálogo e muita, muita conversa na 1º pessoa. E como eu sou uma pessoa de ou é 8 ou 80 (eu sei, é mau), gostei, mas, não adorei. 



domingo, 22 de abril de 2012

Todas as Cores do Vento - Opinião


Sinopse: «No mesmo prédio habitam um poeta, um judeu ortodoxo, um palestiniano, uma testemunha de Jeová e uma mulher agnóstica. E um gato. Cada um vive encerrado na sua masmorra, exceto o gato, que será testemunha das tensões, ódios, paixões e conflitos religiosos que surgirão entre os inquilinos. Num quotidiano tantas vezes mais absurdo do que seria de crer, gera-se o preconceito, as pequenas obsessões agigantam-se, e os personagens tornam-se sobreviventes de uma guerra contemporânea.

Todas as Cores do Vento constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa e forte, revelando a mestria de um escritor que já nos habituou ao seu olhar sobre o mundo: atento, inteligente, perspicaz e crítico.»



Opinião:


Este livro, é o exemplo concreto daquilo que eu digo sempre. Quando um livro me está a aborrecer, nunca o coloco de parte. 
Apesar de considerar que a leitura deve ser um prazer e não um sacrifício, penso sempre que mais à frente, de certeza que o livro valerá a pena. E este foi um desses livros.

Este livro conta a história de Herberto Brum, e da forma como a sua vida fica interligada à dos vizinhos, por uma série de acontecimentos, em que um dos elos em comum é o gato Napoleão. 

O autor apresenta-nos um rol de personagens interessantes, na medida em que são bem mais do que aquilo que aparentam. Ficaram muitas dúvidas sobre os comportamentos de algumas delas, e sobre as suas vidas. Cabe ao leitor usar da imaginação, para tentar entender os seus passados e motivações. 
Acho que vivemos cada vez mais isolados dos outros, cada vez mais fechados nas nossas vidas e problemas. Tenho a "sorte" (às vezes) de viver num prédio onde ainda há alguma relação entre vizinhos, porque não acredito que seja esta a prática comum hoje em dia. O que sabemos sobre quem mora na casa ao lado da nossa? 

Desconhecia este autor, e confesso que foi a capa que me levou a comprar o livro, e ainda bem que o fiz, porque não me desiludiu.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

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Começo a ficar um bocadito cansada de ler sobre Brás Cubas... 
Estou quase quase a terminar o livro Todas as Cores do Vento. Depois publico a derradeira opinião, sobre este livro de capa tão interessante


domingo, 1 de abril de 2012

Baunilha e Chocolate - Opinião

AutorSveva Casati Modignani
EditoraPorto Editora
ISBN 9789720042798
Dimensões 15,5 x 23,5 cm
Nº Páginas 464                         

Sinopse: O que se passa com Penelope e Andrea após dezoito anos de um casamento quase perfeito? A baunilha e o chocolate já não combinam? Impossível! Desde sempre, apesar do contraste de cores e sabores, fizeram uma mistura fantástica, como algumas uniões afectivas, que vão aguentando, aguentando, como que levadas por um vento milagroso. Mas o vento, às vezes, deixa de soprar… Inesperadamente, Andrea revela-se protagonista de inúmeras escapadelas mal escondidas e o seu comportamento, por vezes, é tão infantil e egoísta que Penelope decide oferecer-lhe um presente: deixá-lo sozinho a lidar com os três filhos e com as inúmeras tarefas domésticas, que até agora pesavam única e exclusivamente sobre os seus ombros. Quanto a ela, refugia-se na casa da família em Cesenatico. A separação revela-se, para ambos, um desafio cansativo e, por vezes, angustiante, mas a verdade acabará por vir ao de cima: o amor que os uniu continua vivo...

Opinião

Quando fui a casa da Ana naquele fim de semana solarengo, fiquei a conhecer a sua vasta biblioteca e o seu belíssimo armário de arquivo! Nunca pensei que no meio de tantas obras fosse descobrir esta, que sempre quis ler! Baunilha e Chocolate! A Ana emprestou-me a sua edição já velhinha e usada, gasta pelo tempo, e eu coloquei-a na estante, em lista de espera. E finalmente peguei nele. E posso dizer, que foi uma delicia do inicio ao fim.
A Penelope, apesar das suas inseguranças, é uma mulher muito forte e bela. O seu marido Andrea, apesar de lindo, é muito inseguro. Os filhos são completamente doidos varridos, não fossem eles fruto de uma relação conturbada. E Mortimer.... absolutamente amoroso. Mais do que um amante, é um dos amores da vida de Pepe.  
Gosto de livros que me deixam a pensar durante muito tempo nas coisas. Com a taxa de divórcios a aumentar em Portugal a um ritmo alucinante, não seria o caso de todos os casais lerem este livro? É tudo muito lindo quando nos casamos, e tal, mas a verdade, é que à mínima coisa, à primeira dificuldade, as pessoas desistem, sem compreenderem que o casamento é um 2º emprego, no qual se tem de dar o litro!
Quantos casamentos não terminam porque alguém traiu? Traição, é nas nossas cabeças motivo mais do que suficiente para terminar uma união. Mas terá mesmo que ser? Não haverá mesmo forma de recuperar as coisas com algum esforço e dedicação? Fica a pergunta no ar. Seria capaz de perdoar uma traição?
Esta, foi a minha estreia com Sveva Modignani e certamente que irei ler mais livros dela!