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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sebastian Bergman, a personagem que eu amo odiar

Nas ultimas semanas, tenho-me dedicado a ler uma série policial que estava em espera há muito. A série Sebastian Bergman. Trata-se, como já referi, de um policial sueco que segue a vida do psicólogo criminal Sebastian e da sua equipa de investigação, enquanto tentam resolver vários crimes que vão surgindo. Podia ser mais um policial banal, mas não é. 
Foram várias as vezes em que vi pessoas a comprarem esta série com a trilogia de Erik Axl Sund. Parem...por favor. Não tem nada a ver. É como comparar sardinhas com lulas. Confesso que inicialmente, antes de ler os livros pensei sim que poderia haver alguma relação especialmente pelo facto da personagem principal ser de nome Bergman. Pensei logo que se tratava de uma cópia descarada do outro. São diferentes. A trilogia da Rapariga Corvo é mais intensa a nível psicológico, nem a considero um policial sequer. Esta série é mais focada noutros aspectos, é menos brutal, mas igualmente viciante. 
Mas para mim, a diferença maior são os Bergmans das histórias. Se antes tínhamos uma Victoria Bergman por quem fui capaz de sentir alguma empatia, com Sebastian a coisa já não é assim. Que merda de homem. É que não gosto dele nem um bocadinho, nem sequer nos momentos em que se mostra efectivamente mais vulnerável e verdadeiro. É um porco, odioso, nojento, mas que não consigo parar de ler e adorar. 
Em poucos dias li os dois primeiros livros e já comecei o terceiro. Estou viciada. E se O Homem Ausente, terminar como os livros anteriores têm terminado, vou desesperar por um quarto livro o quanto antes. Sim, são assim tão bons. 


quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Rapariga de Antes - Opinião

Opinião: Não sei exactamente por onde começar esta opinião; talvez comece por dizer que esperava um bocadinho mais do livro. O trabalho de marketing em torno do mesmo, a divulgação e, o facto de saber que foi um livro mega disputado levaram a que as minha expectativas fossem elevadas. Ainda que não tenham sido completamente defraudadas, não era isto que esperava. Começo já por dizer o típico, gostei, mas. 
Thrillers psicológicos são o tipo de livros que mais gosto de ler. Adoro a forma como, regra geral, nos prendem, nos manipulam as ideias e no final nos surpreendem. Têm por norma a capacidade de nos fazer soltar exclamações ao longo da leitura e de nos arrancarem o tapete debaixo dos pés várias vezes. Em A Rapariga de Antes, isto aconteceu, mas apenas 1 vez, o que para mim diz muito sobre o livro.
Escrito a duas vozes, acompanhamos o percurso de Emma, a rapariga de antes, ao mesmo tempo que vivemos o presente de Jane, que vai tentando descobrir o que aconteceu com a anterior inquilina do nº 1 de Folgate Street. Geralmente gosto bastante de livros que mostram duas perspectivas diferentes da mesma história. Aqui, no entanto, as histórias das personagens fundem-se, e são de tal forma semelhantes, que acabei por me sentir algumas vezes confusa sobre quem estava a ler. Não gostei da Emma nem um bocadinho e fiquei feliz por no decurso da história, se ir verificando que a Jane era diferente. Mais forte, mais autónoma, o que contribuiu para o final que teve. E que final. Até à ultima página pensei que ela fosse tomar decisões erradas, mas surpreendeu-me. Fiquei fã dela e dos tomates que mostrou ter ao fazer frente a um tirano. Também achei inteligente a forma como a autora faz referência à rapariga de antes, bem no final, quando se refere à Isabel. Para um recém mamã como eu, foi enternecedor. 
Edward, outra personagem principal é absolutamente odioso e na minha opinião, nada cativante. Acho que talvez um dos aspectos que me fez não adorar este livro, tenha sido a personagem dele. Detesto personagens do estilo macho alfa, que acham que podem e mandam sempre que lhes apetece. Isto, aliado ao facto de o livro ter uma forte componente sexual, deixou-me meio mhe. Não me interpretem mal. É porreiro ler uma boa cena de sexo. Mas quando o protagonista é um homem obsessivo a roçar o doente mental, detesto. 
Acho que o que eu quero mesmo ler, é um thriller em que a vitima seja um homem! Cansada de clichés a rodear as mulheres. Não somos todas vitimas, não somos todas fracas e nem todas ficam com as pernocas a tremer perante um homem giro. Ainda assim, acho que aquilo que mais gostei foi do ambiente em torno da casa, que acaba por ser em si só, como que uma personagem individual. Teria sido interessante se no final o verdadeiro culpado de tudo e tal, fosse a casa. A tecnologia a virar-se contra nós seria muito mais credível e interessante de se ler, do que o típico homem controlador. Merecia mais acção, mais violência e sem dúvida, melhores diálogos. 

Sinopse: «Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»
O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.
EMMA: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…
JANE:Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço —e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.
Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A Rapariga de Antes.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Wayward Pines #Caos - Opinião


Opinião: Não me importa que ainda faltem X meses para o ano acabar e que isso signifique que ainda tenho muitas leituras pela frente. A trilogia Wayward Pines, como um todo, foi a melhor história que li este ano e nada vai chegar aos calcanhares da mesma.
Vamos fazer um breve resumo de tudo aquilo que ficou para trás. No primeiro volume, W.P. Paraíso, acompanhamos constantemente o nosso detective Ethan Burke, enquanto tenta desvendar e compreender porque é que está naquela cidade e o que é que se passa com tudo à sua volta, visto que nada parece ser verdadeiramente normal. No final, assistimos ao seu quase estado de conformidade com a situação em que se encontra; é aquilo, e nada mais há a fazer. Só que não. Passamos para um segundo volume, A Revolta, em que descortinamos mais alguns aspectos da cidade, mas sobretudo dos seus habitantes, com especial atenção a um grupo especifico de pessoas, que ainda que não saibam exactamente o que é que se está a passar, não se conforma com a situação em que vive. Também mergulhamos mais um bocadinho na vida pessoal do detective e da sua esposa, onde nos vão sendo dadas algumas pistas sobre um terceiro individuo. Como já vos tinha dito antes, o 2º volume termina de uma forma abrupta, num total Oh meu deus (não necessariamente com estas palavras) que nos faz querer o terceiro e ultimo livro, para ontem. E que livro...e que livro.
A conclusão de Wayward Pines, Caos, não podia ter sido mais brilhante. Ainda que conheça algumas pessoas que sentem que este volume foi o que menos gostaram, honestamente para mim, estão os 3 ao mesmo nível. Não houve nada que não tivesse gostado nesta trilogia. Não existem altos e baixos, apenas picos. De emoções, de sensações, e talvez o livro que tenha uma carga emocional maior, seja mesmo o ultimo. Não só pelas situações que acontecem, causadas pelo final do 2º livro, mas também pelo desfecho perfeito que o autor deu à história. Em Caos podem definitivamente contar com uma narrativa mais sangrenta e gráfica, mais emotiva e mais expectante. Não dá para parar de ler, porque precisamos mesmo de saber o que é que vai acontecer. Será que vai ser o fim para todos? Será que é assim que acaba? Num banho de sangue e tristeza onde assistimos à morte, uma a uma, de cada um dos habitantes? Não...não pode ser assim. Não pode ser só assim e, de facto, não foi. Quando nos aproximamos do fim, e começamos a perceber a que conclusões o nosso detective, agora responsável pela cidade, chega, percebemos que o autor tenta dar uma profundidade e ética diferentes à história. 

Existe uma personagem na trama, que longe de ser principal ou de ter um papel importante na mesma, acaba por ser quem dá ao Ethan a ideia base para tentar solucionar o problema da cidade. É na forma como o detective opta por lidar com a mesma, que percebemos a tal profundidade e romantismo nas ideias do autor. Quando terminamos de ler a única frase existente no epílogo do livro, percebemos que a história pode levar um de dois rumos: ou a ideia romântica do detective resultou, ou nada mudou e portanto, o futuro é triste e previsível. Já para não falar, que de facto poderia haver um 4º livro (pode sempre haver mais) que nos mostrasse se o Ethan tinha razão, mas também que nos mostrasse todas as dificuldades pelas quais as personagens teriam de passar. Não vai haver um 4º livro, pelo menos dito pelo autor, mas sabem que mais? Também não faz cá falta. Este final foi perfeito, foi aberto e deixa muito espaço à consideração de cada um. Deixa espaço para a reflexão sobre aquilo que cada um pensa e, sobre se as ideias do detective foram ou não boas e se resultariam num contexto real.
Acabo como de costume, a mandar-vos ir ler esta trilogia. É perfeita para qualquer altura do ano, porque se lê a correr. Levem-na para a praia e vão ver que vão dar por vocês, sem saber exactamente onde é que estão.

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Sinopse: Passaram três semanas desde que Ethan Burke chegou a Wayward Pines. Os residentes desta cidade não comandam as suas vidas. Mas Ethan descobriu o surpreendente segredo do que existe além da cerca eletrificada que rodeia Wayward Pines e que a protege do assustador mundo exterior. O último volume da trilogia Wayward Pines - agora também série de sucesso na Fox - vai mantê-lo preso até à última página.  

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Wayward Pines # Revolta - Opinião



Opinião: Pode esta trilogia ficar ainda melhor? Pode..oh se pode! Se o primeiro livro tinha sido absolutamente genial, esta continuação tira-nos o tapete de debaixo dos pés e ainda nos dá um murro no estômago. Resumindo, matou-me um bocadinho.
Partimos para o 2º volume de Wayward Pines mais ou menos de onde ficamos no 1º. Ethan Burke é agora um ex agente do FBI e, passa a assumir o papel de Xerife da cidade. Até aqui tudo bem, ou não tivesse este novo cargo, algumas funções para as quais o nosso detective não se sente preparado. Afinal de contas ele sabe a verdade. O primeiro livro termina de uma maneira súbita, em que ao fim de várias páginas de suspense, finalmente descobrimos, juntamente com o nosso detective, o que é que se passa em Pines assim como no mundo para lá da cerca. Não é bonito. Não é nada bonito. É chocante e inesperado e Burke vê-se obrigado a lidar com uma data de questões morais que o vão desafiar a todos os níveis. 
Nesta Revolta as coisas ficam ainda mais feias, mais complicadas e mais interessantes. O melhor mesmo é que termina num cliffhanger daqueles! É habitual dizermos, quando terminamos um livro, que precisamos da continuação com urgência. Mas geralmente o tempo passa e acabamos por ler outras histórias. Neste caso não é exagero dizer que é obrigatório ler a continuação para ontem. A continuar assim, Wayward Pines arrisca-se a ser a melhor trilogia que irei ler este ano! Bem escrito, bem estruturado e personagens cativantes que nos obrigam a uma leitura non stop. 
Da minha parte posso dizer, que já me atirei de cabeça ao 3º e ultimo volume e que espero que seja tão bom quanto os anteriores. Até agora, simplesmente 5 estrelas!

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Sinopse: Aninhada entre montanhas perfeitas, a idílica cidade de Wayward Pines é um paraíso... se esquecermos a vedação electrificada e o arame farpado, os franco-atiradores que vigiam tudo permanentemente e a vigilância atenta que detecta cada palavra e cada gesto. Ethan Burke viu o mundo do outro lado. Ele é o xerife da comunidade e um dos poucos que conhecem a verdade
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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Wayward Pines # Paraíso - Opinião

Opinião: Se este não foi um dos melhores livros que li este ano, matem-me já! Esta coisa de ler menos livros que o habitual está a ter as suas vantagens. Se nos outros anos por esta altura, já teria lido cerca de 30 ou mais livros, este ano a coisa anda pelos 11. Mas quando se diz por aí que quantidade não é qualidade também é verdade. Dos 11 livros que li este ano nenhum levou 2 estrelas ou menos no Goodreads, o que comparado com o ano passado, é um grande feito. Quer dizer que tenho gostado de tudo aquilo que me tem passado pelas mãos (inclusive o bolo de chocolate que comi antes de ontem).
Wayward Pines foi uma das compras da Feira do Livro deste ano. Não sabem o gozo que me está a dar despachar as leituras de tudo aquilo que comprei por lá, que não foi muita coisa. Mas hei...5 comprados...1 lido. Não é mau. Andei durante mais de 1 ano a evitar a leitura deste livro por achar que se tratava de um policial. De onde foi que retirei esta ideia? Da sinopse. Folgo em saber que não fui a única pessoa a ser induzida em erro. Até à tarde em que, num daqueles momentos de zapping pela tv, me cruzo com a apresentação da nova temporada de Pines, que passa na Fox. E tudo dentro de mim pulou de felicidade quando dou de caras com criaturas estranhas e com um cenário muito semelhante aqueles criados por Justin Cronin. Vai daí, toca de mandar mensagens ao pessoal livrólico a perguntar mais coisas sobre este livro. As amigas foram unânimes na mensagem: "Lê Neuza, é a tua cara". E pronto. Uma pessoa vai à Feira do Livro e dá nisto. 2 livros comprados na Suma, mas isso fica para outro post.
Sobre Wayward Pines. Que livro fantástico. Sabem aqueles livros em que soltamos umas quantas asneiras porque não estamos a entender nada do que se está a passar, mas ainda assim não conseguimos parar de ler? É destes. Uma mistura perfeita de thriller com ficção cientifica com distopia com sal e pimenta e tudo para ser brutal. Andamos a história toda às voltas e voltas com o nosso agente secreto, a temer por ele, a sofrer com ele, a soltar exclamações em locais públicos, sempre que lhe acontecia alguma coisa e, acreditem que lhe acontece muita coisa mesmo, para no final ficarmos simplesmente de queixo caído. Foi sem dúvida dos finais ou das revelações, mais surpreendentes que já li num livro. A forma como a história nos vai sendo revelada, muito a conta gotas, serve para nos prender à leitura e nos fazer ler a um ritmo frenético. No final ficam imensas dúvidas sobre o que vai acontecer a seguir, mas não só. Foi um livro que me deixou com imensas dúvidas a nível de ética, de sentido, de evolução... ahhh bolas quero tanto falar com alguém sobre Pines!
Agora vem a pior noticia... na feira... não comprei o 2º volume da trilogia. Tenho o 3º porque me ofereceram, mas e o 2º? Nop. Sabem bem que todos os anos compro demasiados livros e que uma das coisas que queria começar a evitar fazer, era comprar trilogias completas sem ler pelo menos o primeiro livro. Falho sempre em concretizar isto. Desta vez lá aguentei, comprei só o primeiro e agora olha, lá terei eu de continuar a feira do livro no site da wook, porque ficar sem ler Pines, nem pensar. Mais uma vez, não se deixem enganar pela sinopse curtinha, pelo agente secreto e pelo mistério em torno do mesmo. Este livro é 5 estrelas e vale bem a pena ler. 

 
Sinopse: O agente secreto E. Burke chega a Wayward Pines com a missão de encontrar dois agentes que desapareceram. Logo ao chegar, sofre um violento acidente e acorda no hospital: sem documentação, sem telemóvel, sem a pasta. À medida que a investigação avança, as dúvidas são numerosas e inquietantes. Burke afasta-se cada vez mais do mundo que pensava conhecer e do homem que pensava ser. 

Até que esbarra numa dúvida aterradora: será ele capaz de sair dali?

sábado, 28 de maio de 2016

A Livraria dos Finais Felizes - Opinião

Opinião: Provavelmente um dos livros mais desafiantes que li este ano. Não que tenha lido muitos, mas se tivermos em conta que li um calhamaço de mil e tal páginas, dizer que este menino de 500 foi exigente, é dizer muito. Mas a verdade é mesmo esta. A Livraria dos finais felizes, foi um dos livros mais bonitos que já li mas também um dos mais puxadotes. Houve vários momentos em que senti que estava a ler dois livros diferentes, mas já lá vamos.
Este livro conta-nos a história de Sara, uma jovem sueca que dá início a uma troca de correspondência com uma velhota americana. As duas partilham o amor pelos livros e, para além de trocarem cartas onde se dão a conhecer, passam também a trocar os ditos. A Sara envia, por exemplo policiais nórdicos, e a Amy, alguns clássicos americanos. A amizade entre as duas evolui de tal forma que Sara se vê a ser convidada para ir passar férias à pequena localidade de Broken Wheel. Como a própria sinopse indica, quando ela lá chega, depara-se com uma situação totalmente inesperada e que vai dar inicio a todo um novo rumo na história. 

Dizer que este livro é perfeito para todas aquelas pessoas que gostam de ler, é dizer pouco. É-o de facto, mas também é muito mais. Uma verdadeira lição sobre como objectos tão simples como livros, podem de facto ajudar as pessoas em momentos de grande aflição. Gostei muito desta história mas poderia dizer que se encontra claramente dividida em duas partes. Numa primeira fase de leitura, acompanhamos a Sara os seus devaneios, os dilemas morais com que se depara e todas as suas dúvidas. Tornou-se por vezes massudo, pelo menos para mim. No entanto, do nada, o livro assume um tom mais leve e romântico, o que acabou por o salvar. Há quem tenha preferido o contrário, portanto este livro dá para os dois lados. A escrita é linda e com algum nível de profundidade que me espantou. Não esperava. Especialmente porque tinha este livro em wish (mas em inglês) há algum tempo e pela capa americana, sempre julguei que se tratasse de um livro super divertido. Tem os seus momentos, mas é muito mais do que isso.   
É um livro que fala sobre livros. Que nos dá a conhecer novos autores e que nos desperta a curiosidade face a várias obras. Dá realmente vontade de pegar em N histórias depois de ler este e, acabamos a dar por nós a pensar na frase que figura na capa do mesmo. Há sempre um livro para cada pessoa e uma pessoa para cada livro, algo assim. E é isto que a nossa personagem faz. Abre uma livraria e acaba por ir conhecendo as pessoas através dos livros que lhes dá e vice versa. Só houve uma coisinha que não apreciei tanto. Pelo facto de ser um livro que fala de outros livros, nomeadamente alguns clássicos, houve uma situação em que fui completamente spoilada sobre uma história, que por acaso figura na minha estante como um dos livros que mais quero ler. Fiquei não só a saber o cerne do enredo como o final em si. Passei-me claro. Mas depois também é aquela cena... são clássicos caramba... lê mas é e cala-te. Resumindo e baralhando, recomendo obviamente a todos os livrólicos que por aí andam, mas vão preparados, que a leitura não é assim tão fácil quanto isso. Mas o final compensa, ahh se compensa.

Sinopse: Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores 

amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores, que a fazem viver sonhos, viagens e paixões. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel. A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro. E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e, talvez, um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas gente, mas de grande coração, encontrará amizade, amor e emoções para viver. E finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Pacto #1 - Opinião

Opinião: Começo esta opinião por dizer que passadas algumas horas desde que terminei a leitura deste livro, ainda me sinto meio apanhada de surpresa pelo simples facto de ter realmente gostado daquilo que li. Se acompanham o blog com regularidade, sabem que eu e romances eróticos não nos damos bem. Temos assim uma relação de ódio-ódio. Ainda não houve um único livro dentro do género que eu tenha gostado, no entanto, verdade seja dita: o que é que eu já li, que se enquadre no género e que eu não tenha gostado? 1 livro. Apenas 1 livro e foi o suficiente para classificar todo um género como fraco. Não preciso de relembrar que esse livro foi as 50 sombras de cóco e que o odeio de morte com todas as forças do meu ser. Acho que aquilo que tenho dito que não gosto é da forma como determinadas cenas são retratadas pelos autores em diferentes livros de diferentes géneros. Como por exemplo em Outlander. O que que este livro fez, foi obrigar-me a dar um dedinho à palmatória, porque na realidade gostei bastante dele.
Estamos perante um livro New Adult com uma forte componente erótica mas que não é o foco principal da história. Talvez isso tenha ajudado ao facto de ter gostado tanto. Acompanhamos duas personagens principais que, como o próprio nome do livro indica, fazem um pacto que os compromete a ajudarem-se um ao outro com diferentes objectivos. Ambos têm um passado conturbado que, longe de ser novidade neste tipo de histórias, ajuda a dar alguma profundidade à leitura. Hannah é uma menina certinha e Garrett um bad boy, no entanto, as coisas não são assim tão preto no branco e também os papeis se podem inverter de vez em quando. Gostei muito da forma como o Garrett ajuda a Hannah a soltar-se e a confiar mais, não só nas pessoas, mas também no meio que a envolve. Mas gostei principalmente da forma como a Hannah, sem realmente se aperceber, acaba por ajudar o Garrett em mais que uma forma.
Não estamos perante um livro mega elaborado, super dramático e com uma grande carga emocional. Mas somos antes confrontados com um livro muito fácil de ler, muito simples a nível de escrita e com uma construção de história que faz sentido. Este ultimo aspecto foi aquele que mais gostei. A escrita é aquilo que se esperaria de um romance New Adult. Alguns palavrões pelo meio, algum calão que em algumas situações me desagradou; sempre que leio coisas como o meu pau isto ou aquilo, dou por mim a perceber que me estou a tornar uma careta de 30 anos e tenho de me forçar a lembrar, que as personagens do livro estão nos 20 e que para além disso, são americanas. Que me perdoem o juízo de valor... mas a sério... ler estes livros ou ver um filme sobre uma qualquer faculdade americana e os seus jovens e festas de fraternidades é quase a mesma coisa. Mas neste caso a história foi bem construída. Não temos o típico amor instantâneo ou os habituais dramas de filme. 

Temos uma relação que começa com bastante indiferença, avança para a amizade e culmina num romance hot hot hot, capaz de nos fazer ler compulsivamente até às 2 da manhã. Acordei por volta das 8, após ter sonhado com as personagens e, atirei-me imediatamente à leitura do livro. Por volta do meio dia tinha terminado.
Não tenho na realidade, melhor elogio que este a fazer ao livro em si. É uma leitura viciante que dá início a uma nova série que espero, sinceramente, que seja publicada pela Suma em Portugal. Já sei que o foco dos restantes livros irá ser nas personagens que rodeiam a Hannah e o Garrett, mas honestamente, se forem tão aditivos quanto este, nem me importo muito. 



Sinopse: Hannah Wells encontrou finalmente aquela pessoa. Segura e confiante em todas as outras facetas da vida, enfrenta uma série de receios e inseguranças no que toca a sexo e sedução. Se quiser prender a atenção da sua nova conquista terá que sair da zona de conforto... Mesmo que tal signifique ter que aturar o arrogante e infantil capitão da equipa de hóquei... E vai ser tão bom. 


Ser jogador de hóquei profissional foi tudo o que Garrett Graham sempre quis, mas as notas de final de formatura ameaçam deitar por terra este sonho, pelo qual tanto tem lutado. Se ajudar uma morena, muito gira e cheia de sarcasmo, a fazer ciúmes a outro lhe garantir a posição na equipa, que seja! Mas um inesperado beijo leva-os às cenas de sexo mais incríveis das suas vidas, e não vai levar muito tempo até que Garrett perceba que fingir não será o caminho... Terá, sim, que convencer Hannah de que o homem que ela procura se parece em tudo com Garrett. Elle Kennedy é autora best seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Escreve romances de suspense e eróticos contemporâneos. Heroínas fortes e sensuais, e heróis sexy e musculados são marca dos seus livros, temperados com muito «calor» e alguns perigos, pelo que já conquistou um vastíssimo público leitor

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pura Coincidência - Opinião


Antes de mais é importante explicar o porquê do livro Pura Coincidência constar das leituras feitas para o projecto Boohoo.
Se viram o vídeo de leituras sabem, que este livro não constava da tbr do horror. Não é um livro claramente de terror, nem contém aspectos do género fantástico pelo que, à partida não faria sentido constar da mesma. No entanto, e à medida que fui vendo que não ia conseguir dar vazão a tudo o que tinha para ler, decidi incluir este thriller psicológico na lista. Afinal de contas considero que o mês do horror tem de incluir aquilo que mais nos assusta ou fascina e, eu acho realmente que um bom thriller psicológico deve constar da lista. Por isso , aqui fica a opinião de um dos melhores livros dentro do género, que li este ano. 

Pura Coincidência conta-nos a história de Catherine. Ela e o seu marido Robert mudaram recentemente de casa e portanto ainda têm muita coisa para organizar. É num destes momentos de organização em que a Catherine dá conta de um livro que não conhece. Nunca antes o viu, mas parte do pressuposto que pertence ao seu marido e, é desta forma que o decide começar a ler. À medida que vai avançando pelas páginas, rapidamente percebe que aquele não é um livro qualquer. Aquele livro desconhecido conta a sua história. Algo que lhe aconteceu no passado e que devia permanecer assim. Enterrado no passado. Um segredo terrível que durante anos ocultou de toda a gente e que agora começa a vir à tona. 
Este livro é brutal! Alterna entre dois narradores, sendo um deles obviamente a Catherine, e o outro, o Stephen, um senhor já idoso e que à primeira vista não teria qualquer tipo de relação com a nossa narradora. É claro que à medida que a história avança vamos então compreendendo qual é o laço que os une e qual é então o cerne da história que o livro conta. Fenomenal. A escrita da autora conseguiu manter-me presa desde o começo sendo que não houve um único momento em que me tivesse apetecido parar. Página atrás de página, vamos tecendo teorias acerca do que poderá ter de facto acontecido, de tal forma que, são vários os momentos em que ora sentimos empatia pela Catherine, ora pelo Stephen, deixando de ser claro quem é que é a vítima na história. 
Quando no final tudo se esclarece, somos completamente apanhados de surpresa. De todas as ideias que fui tendo ao longo do livro, nenhuma se aproximava remotamente da verdade, pelo que a única coisa que tenho a dizer à senhora Renee é, touché! 
Sem dúvida que recomendo este livro a qualquer fã de uma boa trama. Longe de possuir violência física, é de uma brutalidade psicológica imensa e apesar de não ser o tipo de livro que termina com um final feliz, é o tipo de história que encerra de forma certa. 




Sinopse: E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa de cabeceira um livro com o título "O perfeito desconhecido". Não sabe como terá ido parar ao seu quarto ou quem o terá ali posto. Ainda assim, começa a lê-lo e rapidamente fica agarrada à história de suspense. Até que, depois ler várias páginas, chega a uma conclusão aterradora.

O perfeito desconhecido recria vividamente, sem esquecer o mais ínfimo detalhe, o fatídico dia em que Catherine ficou prisioneira de um segredo terrível. Um segredo que só mais uma pessoa conhecia. E essa pessoa está morta. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Último Adeus - Divulgação SUMA

Sinopse: Numa majestosa casa de campo inglesa um miúdo desaparece sem deixar rasto durante a festa do solstício de Verão. Apesar da exaustiva investigação policial não se encontra rasto algum. A família do miúdo, desfeita e desesperada, faz as malas, fecha as portas e regressa a Londres para nunca mais voltar.
Setenta anos depois a inspectora de polícia londiniense Sadie Sparrow, de visita na casa de seu avô em Cornualha, saí a correr pelo bosque e encontra uma mansão abandonada. Espreita através de uma janela e sente que alguma coisa terrível aconteceu nessa casa. Agora, cheia de curiosidade, esta decidida a descobrir que é o que aconteceu.

Sobre a Autora: Kate Morton, a mais velha de três irmãs, cresceu nas montanhas do Nordeste da Austrália, em Queensland. Formou-se em Arte Dramática e Literatura Inglesa e está a fazer o doutoramento na Universidade de Queensland. Vive entre Londres e Brisbane com a família.
É uma das autoras mais reconhecidas mundialmente: todos os seus romances alcançaram as listas de livros mais vendidos, estão publicados em 38 línguas e já venderam mais de 8 milhões de exemplares. 

Já nas livrarias