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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

2 meses de ti

Falta 1 dia para fazer 2 meses que nasceste. No fundo isto é um bocado como uma casa dos segredos. São 24 horas sob 24 horas sempre contigo...2 meses mais parecem 4. O primeiro mês foi tão difícil bisnico. Ainda bem que já passou e que já nos adaptámos um ao outro. Tu ao meu colo, e eu aos teus braços. Mas foi tão complicado amor. Sei que um dia vais perguntar à mãe e ao pai como se fazem os bebes e de onde vieste. Como foi que nasceste? O mais certo será a mãe pintar a coisa de forma muito cor de rosa, porque não vais precisar de saber o quão difícil foi ter-te.
Foi a pior experiência da vida da mãe. Nunca pensei que fosse ser assim mas nada me preparou para o nível de dor que senti e para a quantidade de sentimentos que tive. Se antes a mãe não conseguia falar sobre isso, agora começa a ser mais fácil, por isso, vamos meter tudo cá para fora, porque quando tiveres idade para ler isto, os blogs já não vão existir.
A mãe tinha muitas ideias sobre o parto. Ideias muito bem definidas sobre o que queria e o que não queria que acontecesse no momento em que nascesses. Correu tudo ao contrário. Começou tudo 6 dias antes de tu nasceres. Sim amor. A mãe andou 6 dias a sofrer antes de nasceres. Fui ao hospital fazer uma ultima avaliação antes do parto e, a querida médica realizou um procedimento na mãe que se chama descolamento de membranas. Sem o consentimento da mãe. Todas as mulheres se queixam do toque. Mas o toque não dói. O que dói é quando o médico em questão decide forçar e acelerar o parto. Sem motivo. Percebi logo que alguma coisa estava mal, pois assim que a médica o fez, e desde esse dia, que a mãe começou a perder sangue. Fiquei tão triste com ela, tão zangada. Sempre quis que nascesses quando tu quisesses e não quando um qualquer médico decidisse, apenas porque sim.
3 dias antes de nasceres a mãe começou a ter contracções. Dolorosas, mas irregulares. Um dia antes a mãe foi ao hospital. Já não estava a aguentar; mas sabes o que aconteceu? Mandaram a mãe para casa. Porque estavam sem camas. Perguntaram se me importava...visto que vivia perto. Assim foi. Voltei para casa mais o pai e as horas seguintes foram passadas em stress com dores intensas que se tornavam cada vez mais fortes e regulares. A mãe começou a apontar num papelinho tudo... aguentei 3 horas com contracções a cada 5 minutos, até que tivemos de ir para o hospital. A mamã deu entrada à 13 da tarde e tu nasceste no dia seguinte por volta da 1 da manhã. Foi tão mau bebe. A mãe queria que tu nascesses num ambiente calmo e descontraído, independentemente de saber que ia ser doloroso, se tudo à minha volta estivesse calmo, a mãe era capaz de se manter assim. Durante o trabalho de parto, a mamã ficou num quarto com o pai, sozinhos e descontraídos, a ver as horas a passar, a aguentar as dores. Fui para o chuveiro, brinquei na bola de pilates, ouvi música, brincámos com a situação e sonhámos com o momento em que te fossemos ver. 

Quando chegou a altura de nasceres, chegou uma enfermeira parteira. Era ela que ia fazer o teu parto. A mãe pensou que a coisa ia ser mais rápida confesso. Pensei que fazia força 5 vezes e tu nascias. Mas não. Passaram 2 horas e a mãe estava a ficar esgotada. Mas a verdade é que a coisa só começou a correr mesmo mal quando todo o pessoal do bloco de partos, que não tinha mesmo mais nada que fazer, decidiu entrar no meu quarto e assistir. Começaram a brincar com a situação, a fazer jogos umas com as outras. Duas quase que fizeram um dó li tá para decidir quem é que ia tirar-te dentro de mim. Sabes bebe, a mãe não tinha epidural. Senti tudinho e entrei em desespero. Gritei tudo o que tinha para gritar e entrei em pânico, em choque. Lembro-me de ter duas enfermeiras em cima da minha barriga a empurrarem-te. Como não conseguiram, fizeram um nó num lençol para te empurrar. Também não resultou. Chamaram a médica para te tirar com ventosas e lá acabaste por nascer. Era tanta a confusão, tanto o barulho, tanta gente na brincadeira, que a mãe, mesmo depois de te ter cá fora a chorar, continuava a implorar para que aquilo chegasse ao fim. Todas as senhoras presentes continuaram na brincadeira, até que uma diz: acho que a mamã está em choque. E foi quando se lembraram que eu tinha exigido que viesses para os meus braços assim que nascesses. Só me acalmei, e só caí em mim, quando finalmente te recebi nos meus braços e te pousei no meu peito. Senti o teu cheiro e olhei bem nos teus olhos, que me fitaram com uma intensidade tal, que posso seguramente dizer, que nunca ninguém olhou assim para mim. Troquei contigo mil palavras em silêncio que ficaram todinhas guardadas para mim e montanhas de carícias. Quase 2 meses e nunca mais te quis largar. 
Hoje tive de te deixar pela primeira vez sozinho com o pai durante umas horas. Passei o tempo todo a pensar em ti; todo o meu corpo reagia só de te imaginar. Enfim. Está a ser a experiência das nossas vidas meu amor, onde cada dia é uma descoberta para os dois. Amo-te incondicionalmente, cada dia mais e mais... acho que este amor nunca vai ter fim.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Considerações acerca da maternidade


Decidi passar para o blog os pequeninos itens que tenho partilhado às tantas da manhã, no facebook.
São pensamentos absolutamente random que, juro, atravessam realmente a minha cabecita. Não têm sido tempos fáceis, sobretudo as noites. Diria mesmo que a pior coisa na maternidade é a privação de sono. Deixa-nos absolutamente tantans. Acredito que a coisa passe, daqui a uns 6 anos. =)
Dia 25 de Outubro:


Considerações acerca da maternidade à meia noite #3
Banda sonora da noite: sou mãeeee solteira lalanlalalala

463. Filho, esta semana estamos sozinhos de noite. O pai foi trabalhar. Vamos ter juízo sim?
464. De noite tudo fica mais assustador.
465. Será que o som da chuva tem um efeito calmante? Vamos ver? Ala pa camita bisnico.


Dia 23 de Outubro:


Considerações acerca da maternidade à 1.30.. #3
21. Filho..estás desde as 18 acordado... Me go crazy bananas me want cookieee por favor dormeee
22. Uhhhhh queimei...


Dia 21 de Outubro:

Considerações acerca da maternidade às 6 da manhã #2
11. Não bebe não pode ser,estás todo transpirado e a mãe tb. Agora vais para o teu ber...pronto anda cá, ficas aqui com a mamã. 
12. Mamã, porque é que dormiste de óculos? 
13. Tenho fome...ou será sede? Ou xixi? 
14. Bem bom 6 da manhã heiii
15. E se acordarmos o pai sem querer só pa ser chatos? Nahh
16. Acordámos os vizinhos be. 5 pontos! 
17. Já mamaste tudo? Pronto então arro...e bolsou... 
18. Em quantas mudas de roupa vamos hj? 
19. Sabias que há un spa para bebes? Será q há um para mamãs?
20. Eu n durmo, tu n dormes, o pai dorme, os gatos dormem, os vizinhos dormiam, nós dormiremos..eventualmente.


Dia 20 de Outubro:

Considerações sobre a maternidade às 2 da manhã: 
1. São precisas 2 pessoas e 2 gatos para cortar as unhas a um bebe.
2. Tomar banho ou fazer xixi são bens menores. Ninguém precisa deles. 
3. Ouvir o marido a dormir profundamente é enervante.
4. Mas os palpites não param? 
5. Não posso adormecer a amamentar
6. Sono...sono sono sono sono sozzzzzzzzzzzz no sono 
7. Mas ainda agora te mudei a fralda! Ainda agora comeste! Ainda agora adormeceste! 
8. Comer ou dormir... Heis a questão. 
9. Acho que já tás a ferrado, vou deitar te no ber... Nop esquece
10. Sono sono sono.zzzzzzzz


domingo, 9 de outubro de 2016

Ainda aqui estou...


... só que melhor acompanhada do que antes e sem tempo sequer para abrir um livro, fazer xixi, comer decentemente ou tomar banho.
Sim, a coisa é assim tãoo critica e apesar de bater com a cabeça nas paredes pelo menos umas 20 vezes ao dia (culpa das fofas das cólicas e da privação de sono) o meu Lucas é a melhor coisa que já me aconteceu. Nunca pensei que era possível amar alguém assim, ou até, sentir algo tão primitivo como posse sobre alguém, qual animal selvagem. Posto isto, vamos lendo, mas a passo de caracol e, assim que houver tempo, passo por aqui mais vezes para vos actualizar, não só sobre livros, mas sobre esta grande aventura, que é ser mãe. Obrigada a todos pelas mensagens e miminhos que me têm enviado. Mãe e bebé agradecem. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Mala do Lucas e o drama do momento

Quem acompanha o canal, viu que recentemente publiquei um vídeo com o título "O que vou levar na mala de maternidade do Lucas?". Até a miniatura do vídeo foi alusiva à coisa, como podem ver aqui ao lado. Claro que foi brincadeirinha e era só para enganar o pessoal. Tenho passado os últimos dias a ver vídeos no youtube sobre o tema. Não fazia ideia que havia tantos canais sobre maternidade no youtube. É todo um mundo novo a descobrir. Todos os que tenho visto são brasileiros e ainda não encontrei nenhum com mamãs de Portugal. Acho que somos mais tímidas e preferimos os blogs. Aparentemente a mala de maternidade é algo que é muito levado a sério no Brasil e eu confesso que nunca tinha pensado muito no assunto. Sempre encarei a coisa de uma forma muito banal, isto é, até ter visto a lista que o hospital disponibiliza para as mamãs e ter começado de facto a organizar as coisas. 
Já não falta assim tanto tempo para o Lucas nascer (sim, vai ser este o nome definitivo da criaturinha). Se o Lucas se aguentar cá dentro, então faltam apenas 8 semanas para se dar a desova. Seja como for, está quase e todo o mundo, desde médicos e enfermeiros, passando por amigas que já foram mães, me começaram a dizer que seria boa ideia ter a mala do Lucas pronta, não vá a coisa acontecer a qualquer momento; parece que a partir de agora isso pode realmente acontecer. Por isto tudo, quando chegou o momento em que decidi organizar a mala do piqueno, perdi-me e cheguei a uma conclusão brilhante que vos vou apresentar dentro de linhas. Ao longo destes 8 meses fui comprando umas pecinhas de roupa para o Lucas. Uma coisinha aqui, outra ali, mas nada muito planeado. Via alguma coisa que gostava e comprava. Sempre a fazer o esforço para me conter por saber que as roupas de bebe deixam rapidamente de servir. Chegou o momento de organizar tudo. Lavei, passei, dobrei tudo direitinho e agora, toca a fazer a mala. E é aqui que tenho um momento de lucidez e de clareza absurdo; no momento em que constato que nada do que tenho combina com nada! Sério, dá até vontade rir... mas acreditam que o Lucas não tem nada azul? Nem uma meia azul o rapaz tem. É tudo neutro! Organizei a mala uma vez. Não fiquei contente. Remexi a segunda vez. Ainda não. Comprei uns saquinhos super giros de organza para a roupa e lá fui reorganizar tudo de novo. Ficou melhor? Ficou, mas mesmo assim, falta alguma coisa ali! Talvez mais azul? Alguma coisa que grite menino. 
E o pior no meio deste drama todo, que de dramático tem muito pouco, é que o hospital pede para separar claramente a primeira roupinha das restantes. Fantástico. Se eu não estou a conseguir organizar os conjuntos, como raio querem que eu escolha qual vai ser a primeira roupa? Eu sei lá se em Portugal há superstições acerca das cores das roupas dos bebes? No Brasil sei que há imensas e é giro ver que lá dão mais importância à roupa de saída de maternidade do que à primeira roupa. Mas e cá? E se eu vestir um babygrow roxo ao meu filho e ele tiver 3 meses de azar por causa disto??
Sei que um filho não é um nenuco e nunca pensei que fosse ser o tipo de mãe que quer o bebe a combinar. Mas bolas, quero mesmo! Sou uma autêntica croma e ainda nem pari! Deixo-vos mas é aqui o vídeo do canal em que decidi enganar o pessoal =)



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Quero um Dot !!!

Eu sou do tempo do Dot. Sou do tempo da campanha "Adopte um Dot", organizada pela estação de televisão, Sic. Para quem não é do tempo do Dot, consistia em colar uns bonequinhos muito simpáticos no canto da nossa televisão, enquanto dava o programa X. Não podíamos sequer mudar de canal durante os intervalos, porque se não, corríamos o risco de estragar o nosso boneco. Ohh a inocência. Quando o programa terminava, era só colocar o Dot numas caixas especificas e ao Sábado, ver o Big Show Sic, para sabermos de o nosso boneco tinha sido sorteado. A cena boa do Dot, é que nos obrigava a focar num canal e num programa especifico. Verdade que não havia mais do que 4 canais e, portanto, a variedade não era muita e a vontade de fazer zapping também não. Seria de esperar que com a quantidade enorme de canais que hoje temos, nos conseguíssemos focar num programa durante mais que 30 minutos. Errado. Absolutamente errado.
Por mais voltas e voltas que dê aos cento e tal canais que tenho, é muito raro encontrar alguma coisa de jeito para ver. Alguma coisa que realmente me interesse. O zapping chega a ser uma coisa frenética e quase relaxante. Muda...muda...muda...muda...volta atrás...muda. Quem me dera que existisse um pequeno Dot que me obrigasse a ver o mesmo programa durante mais que 10 minutos. Não é que não haja por aí nada de jeito para ver. Até há. Mas os conceitos de certos programas são tão explorados e tão repetidos que acabam por enjoar. Para uma pessoa que goste de ler a coisa fica ainda pior. Experimentem ver algum programa que fale sobre livros e que passe na tv. Há uns quantos, mas tenho de vos confessar que os acho absolutamente secantes. O formato na base do convidar o autor para falar, falar, falar, é tão chato, que num raro momento de esperteza, tive uma ideia. Não era giro se a sic mulher ou outro canal do género, pegasse numas quantas livrólicas (podia variar de programa para programa) e nos colocasse a todas numa sala confortável a discutir livros? Tão a ver o cenário? Sofás confortáveis, suminhos frescos, chocolates e livros, claro, muitos livros sobre os quais discutir! Seria uma espécie de clube de leitura à moda da Oprah, mas mais descontraído! Ora aí está um programa que eu ia querer ver de certeza absoluta e sem necessidade de um Dot. Enfim... é isto... não dá nada de jeito na televisão! 



segunda-feira, 11 de julho de 2016

O dia em que a Barriga Rebentar

Existe um livro infantil, do qual gosto muito, que se chama O Dia em que a Barriga Rebentou. Curiosamente é de José Fanha e, ainda ontem partilhei aqui o seu mais recente livro. Nesta história acompanhamos a Família Bisnau. Uma família de pássaros que come tudo, tuuudo o que encontram pela frente. Limpam as panelas bem limpinhas, comem grandes quantidades de comida, e não importa se a mesma é saudável ou não, o que lhes importa é comer! Até ao dia em que a catástrofe acontece e o pobre filho Bisneco rebenta ( a sua barriga apenas, alto lá). O pobre tem de ser levado de urgência para o hospital, ser operado e ainda submeter-se a um pós operatório muito exigente, que consiste em fazer exercício físico diariamente e comer bem. 
Agora...serei só eu que estou aqui a ver semelhanças com a minha pessoa? Vá sem tanta fixação pela comida, isso foi só nos primeiros meses, mas a minha barriga está quase a rebentar. Nesta fase uma pessoa já não consegue comer muito e para dizer a verdade, nem sequer apetece (o calor não ajuda nada). Se juntarmos a isto o facto de ter de comer obrigatoriamente várias vezes ao dia, pequenas quantidade de comida... sinto-me um pequeno Bisneco! Perco conta ás refeições que faço durante o dia e a qualquer altura, o tupperware que eu agora sou, vai explodir e não vai ser bonito de se ver.
Quase que tenho vontade de partilhar com vossas excelências gulosas, a mais recente fotografia tirada à minha pessoa, onde se pode ver o estado em que a barriga chegou. Só que por outro lado, não quero chocar ninguém :D por isso vão ter de se limitar a imaginar a coisa ou, caso façam muita questão de me ver a barriga, eu mando-vos email encriptado, daqueles que nem o fbi consegue abrir (cof cof). Mas aviso-vos...está grande...está muito grande. Tão grande que, se lhe encostarem um alfinete é capaz de fazer puuumm! eheheheh 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

2 para os 7


Faltam 2 semanas para os 7 meses e há algumas considerações a fazer sobre como tem sido esta jornada de 25 semanas. Até agora tem corrido tudo bem. Nada de extraordinário aconteceu, que não fosse "normal" acontecer. Sofri todos os enjoos possíveis e imaginários, até me terem medicado contra a coisa. Senti tonturas nos momentos em que devia comer e não o fazia por falta de tempo. Chorei e ri ao mesmo tempo como uma maluquinha e descarreguei ondas de mau humor no marido, tal como manda a lei da gravidez. Há muita coisa que é considerada "normal" na gravidez e que é na realidade uma bela bosta, mas uma pessoa até aguenta bem, porque lá está, é normal.  Só que quanto mais perto estou do final, maiores são as quantidades brutais de caca que tenho de sentir e aturar e o pior, é que nem todas se devem ao facto de estar grávida. 
O aumento de peso tem sido um pequeno "grande" problema durante a gravidez. Especialmente porque está instituído entre médicos que uma grávida só deve engordar X quilos...e claro que no meu caso, onde é que a norma já está. Uma pessoa ouve de tudo nesta fase. Como se já não nos sentíssemos ligeiramente humm como dizer, focas, ainda temos de levar constantemente com comentários como, "bolas tu engordas de dia para dia", ou o meu preferido "estás a prejudicar o teu bebe!".  De facto a diferença ainda é alguma, mas caramba não é preciso tanto sim. Tenho de me controlar constantemente para não responder com "Eu estou grávida, qual é a tua desculpa para estares gorda?", mas às vezes sai. 
Nesta fase começo já a ter muitas dificuldades em andar muito tempo em pé, ou até mesmo caminhar durante muito tempo. Exemplo disso é que fui no fim de semana passado à feira do livro e depois de 2 horas a andar por lá, estava K.O. e pronta para vir para casa. Pior, foi que no dia da criança, peguei na malta toda e fomos para a feira. 13 crianças de 3 anos, um dia inteiro de feira com temperaturas a rondar os 35 graus. Morri. Claro que morri. Quando cheguei a casa ontem, depois de um banho de água gelada nas pernas, chorei as pedrinhas da calçada todas. As dores nas pernas e pés eram tantas e o inchaço era qualquer coisa de sobrenatural, que me assustei claro e sinto-me perto do ponto de ruptura a nível profissional. Não sei quanto tempo mais vou aguentar continuar a trabalhar. São 3 os transportes que tenho de apanhar para chegar a Lisboa e ao fim de meses a entrar sempre nas mesmas carruagens com as mesmas pessoas, ainda é um filme para me darem o lugar. No comboio lá me vou safando, mas no metro é para esquecer. Ontem por exemplo, depois daquilo tudo ainda tive de ir em pé no metro, porque ninguém dá o lugar. As pessoas fingem que não estou lá especialmente aquelas que se sentam nos lugares prioritários. E sim, eu sei que devia pedir o lugar, mas não consigo. Um dos pontos altos desta gravidez foi ter sido insultada umas duas vezes por me terem dado o lugar. Não estou para me chatear e por isso, prefiro esperar e observar as caras de cú que as pessoas fazem quando vêem uma grávida a entrar no metro. É uma autêntica experiência sociológica. 
As dores nas costas durante a noite, são apenas suportáveis graças ao auxílio de uma almofada gigante que arranjei para ter na cama. Agora somos 6 a dormir. Eu e o bebe, o marido, a Nala e o Sebastião, e a almofada, que baptizei de Jerónimo. Não me perguntem porquê. Falando em Nala, tem sido tão giro ver a forma como ela me segue para todo o lado e me dá mimos. Uma querida! 
E também tem sido interessante ver a forma como os meus pimpolhos de 3 anos me tentam ajudar em montes de situações, como por exemplo tirar as camas à sexta feira e arrumar os lençóis, essas coisas assim. Estão a ficar uns crescidos. Enfim... já não consigo ver os meus próprios pés (mas vejo pelos de gata na foto), estou ligeiramente cansada, esfomeada e ansiosa. Faltam 2 semanas para os 7... respira Neuza. 




sábado, 7 de maio de 2016

Revelações

Desde que me conheço que sonho ser mãe. Sempre foi um sonho e um desejo e, portanto, ver-me cada vez mais perto de cumprir esse papel está a ser mágico. No entanto, sempre me imaginei mãe de uma menina. Nas minhas brincadeiras em criança, lá no meio dos nenucos e restantes bonecadas, sempre tive filhas e sempre se chamaram Laura. Não me perguntem porquê. Talvez seja daquelas coisas intrínsecas às meninas. Brincamos às mães e aos pais e somos sempre mães de meninas. Por este motivo, não é de estranhar que nas minhas fantasias de mãe e nestes 5 meses de gravidez, sempre tenha imaginado uma menina. A vida e o dia-a-dia com uma menina, cheia de coisinhas cor de rosa, vestidinhos e laçarotes, cabelinho aloirado e encaracolado como o do pai e feitio de caca como a mãe.
Por trabalhar com crianças sempre achei as meninas mais interessantes. Sorry... mas são. São mais espevitadas, mais nariz empinado e com muito mais personalidade. Mais espertas e maduras... o que também faz com que sejam mais difíceis de educar (especialmente na adolescência...felizmente já me livrei da adolescente cá de casa)...os rapazes são mais práticos, mais simples e mais barulhentos. Mas também é um dado adquirido que são muito mais dados às mães e as meninas aos pais.
Ontem foi dia de ir fazer a ecografia do 2º trimestre. A eco morfológica, onde todos os órgãos são vistos ao pormenor e onde se fazem montes de medições. É também a eco onde geralmente se descobre o sexo do bebe. Finalmente ficámos a saber o que é que tenho aqui dentro aos pontapés a toda a hora. Lembram-se quando aceitei apostas sobre o sexo do bebe? Digamos que a maioria das pessoas estava certa. Vem por aí um menino. O mais estranho foi que assim que a eco começou e olhei para a cara do bebe, pensei logo que era um rapaz. Se fosse menina provavelmente teria um nariz mais pequenino e arrebitado. Passado quase 20 minutos lá o médico desvendou o sexo de uma forma que me fez rir à gargalhada e ao pai da criança também. Parou a imagem (onde se via muito bem a forma do sexo) e começou a desenhar à volta a fazer o contorno. Depois, só para que eu não tivesse dúvidas, escreveu "pilão xxl". O meu mundo parou naquele momento. 
Não consegui parar de sorrir tal era a felicidade que estava a sentir. Naquele momento, todas as ideias sobre ter uma menina voaram pela janela. Fiquei tão feliz que vim para casa o caminho todo a sorrir. Estou super feliz e sinto-me literalmente, nas nuvens.
Finalmente vamos poder começar a planear e preparar a chegada deste bebe. Comprar roupinhas que não sejam neutras, decorar o quarto dele e escolher nomes. Esse é o próximo desafio. Só tínhamos nomes para meninas e nada de ideias para rapaz. Agora é pesquisar e pensar realmente naquilo que gostamos. Que nomes mais vos seduzem? Confesso que não sou fã de nomes tradicionais e prefiro muito mais nomes que sejam pouco vistos. Dou por encerradas as apostas e que comece uma nova etapa na gravidez. 

sábado, 16 de abril de 2016

29 e tantos

Ontem foi o dia em que fiz 29 anos. Woo. Caneco...como é que o tempo passa tãoo depressa?? Ainda me lembro do tempo em que achava que ter 29 anos era o equivalente a estar super velha e cota e com a vida já toda organizadinha e bem definida.
Como é que é possível que uma pessoa se engane tanto quando é adolescente? Por volta do meu 7º ano havia um jogo que eu e a minha melhor amiga +Cátia Costa  costumávamos fazer. Sinceramente nem me lembro se a coisa tinha nome mas começava com a seguinte pergunta: Com quantos anos queres casar? Colocávamos o numero escolhido no centro de uma folha e, depois, tínhamos de escolher cerca de 5 países onde passar a lua de mel, 5 cores para o nosso vestido, 5 meios de transporte e mais umas quantas coisas parvas. 
Imaginando que dizíamos que queríamos casar com 24 anos (sim eu costumava achar que aos 24 ia ter a vida feita) a nossa amiga ia contando as opções todas até chegar ao 24 e riscava a que calhava até ficar só uma opção de cada conjunto. No final dava algo do género: Ok...vais casar com 24 anos, na praia, vais de verde, a lua de mel vai ser na Brandoa, vais ter 8 filhos e o teu marido vai chamar-se Manel e já agora, é ruivo. Tchanannn.... era isto que uma pessoa fazia para imaginar como seria o nosso futuro a nível romântico (o que acabava por ser, no fundo, o equivalente a toda a nossa vida). Fomos adolescentes felizes. 
Mas ontem, dia de festa, o meu dia foi uma perfeita caca. Tudo a nível profissional, adiante-se. Foi um dia muito atribulado composto por um grande problema que se mantém por resolver e que não me sai da cabeça. Mais para o final do dia a coisa começou a melhorar e in the end, a coisa passou-se. Houve ali um momento, na altura de cantar (pela 4ª vez nesse dia) os parabéns, que dei por mim a pensar no que tinha conseguido conquistar com 29 anos de idade, comparando com aquilo que pensava que a minha vida ia ser, quando era miúda. A verdade é que a coisa até nem está assim tão desfazada daquilo que imaginei...talvez com a excepção de não ser magra ou rica, coisas que pensava realmente que me iriam acontecer eventualmente. Também pensava que ia ter um carro giro e vestir-me como uma senhora... mas nem uma coisa nem outra. De qualquer das formas, acho que vou ser aquela pessoa que quando fizer os 30 vai chorar pelo fim de uma etapa e o começo de outra! Ontem depois de ter jantado fora com o namorido, disse-lhe o seguinte: "Agora para terminar a noite, se não estivesse grávida, íamos ao Cachaça dançar". Ao que ele me respondeu: "Pff... esquece... já passaste o prazo de validade do Cachaça, aquilo é só miúdas". Fiquei com cara de cú confesso e pensei, mas que raio é que este tolo está para aqui a dizer? Eu sou uma miúda!!! Ainda hoje me deram 25 anos! Eu consigo tocar com os pés na cabeça!!! Depois respirei fundo e segui em frente.
Enfim... tudo isto para agradecer a todas as pessoas que contribuíram para o meu dia ser um bocadinho melhor do que aquilo que foi. Obrigada pelas mensagens de parabéns e pelas prendinhas para mim e para o baby. Adorei tudo! Espero sinceramente que continuem desse lado para ler o discurso lamentável dos 30 anos. 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

By Mom - Love it!!!


Ultimamente, tanto eu como o pai da criança, temos pensado bastante no futuro quartinho do nosso bebe. Houve uma mudança de ultima hora cá por casa, que fez com que acabássemos por ganhar um quarto a mais e um escritório que nunca tínhamos planeado. Sorte para nós que agora temos muito mais possibilidades do que antes.
Não sei se posso falar de boca cheia, ou assim com muitas muitas certezas, mas tenho sempre a sensação, de que a decoração do quarto do bebe, acaba por ser sempre preocupação e responsabilidade das mães (ou então somos nós que usurpamos a tarefa para nós). Mas no nosso caso, ambos nos preocupamos com o ambiente que queremos criar para a nossa cria.
A melhor coisa de todas é que temos o mesmo gosto a nível de decoração, o que faz com que ambos estejamos na mesma onda sobre aquilo que queremos. Nada de coisas com bonecos. Sei que há muitas mães que gostam deste estilo, aliás conheço montanhas delas, mas pessoalmente não gosto. Já basta a roupa dos bebes estar praticamente toda decorada com ursos e gatinhos a andar de barco ou carro, para ainda ter de encher as cortinas e lençóis com mais bicharada. Gostamos muito mais de padrões, de cores suaves conjugadas com outras mais fortes...de um quarto de bebe que facilmente se adapte à idade da criança e aos anos vindouros.
Por isso, quando numa das minhas mil e trezentas pesquisas pelo facebook fora, descobri a página da By Mom, fiquei rendida. Tem tudo aquilo que gosto e mais um bocadinho assim. Desde as cores utilizadas, aos padrões, ao estilo todo no geral, é mesmo aquilo que queremos para o quarto do nosso bebe. Estou absolutamente rendida aos amarelos e cinzas, assim como aos azuis e corais e todas as cores e combinações e mais algumas. Como na Sexta feira faço anos, decidi comprar uma prenda de mim para mim; este ano, pasmem-se, a prenda não vai ser um livro. Este ano decidi oferecer a moizinha uma linda almofada de amamentação, que daqui a uns bons tempos, vai ser a minha almofada de leitura! 

Mal posso esperar por a ter cá em casa e começar a namorar com ela. Afinal de contas é do conhecimento geral que as almofadas de amamentação e semelhantes chouriços almofadados, são os substitutos dos maridos durante as ultimas semanas de gravidez. 
Portanto é isto. Encontrei a pessoa perfeita para me ajudar a decorar e personalizar o quarto da cria. Deixo-vos o link para a página do facebook, para que possam colocar o vosso gosto e namorar todas estas coisas maravilhosas que há por lá. 

https://www.facebook.com/ByMom30/timeline

domingo, 10 de abril de 2016

Party Day


Hoje é dia de festarola em casa da prima Cláudia. Não me canso de vos mandar ir espreitar o blog dela. Chama-se Curly aos Bocadinhos e, é dos blogs em que mais gosto de navegar. Porque é mais do que um blog sobre livros (a gaja vai lançada em leituras este ano... grrr) acaba por se tornar um espaço, onde a pouco e pouco vamos conhecendo mais e mais da pessoa por trás da coisa. É íntimo, é pessoal e confortável. Adoro-o. 
Mas vamos parar com a graxa e passar ao que interessa. Tenho ordens médicas para não abusar em doces. Idealmente para nem os comer. Ordens para me ficar pelas gelatinas e fugir a 7 pés de tudo o que for pão. Durante a consulta fiz questão de relembrar à enfermeira, que em Portugal e no mundo existem montanhas de variedades de pão... e que eu não provei nem metade deles. Portanto, como assim fugir do pão?? Tem como fazer isso? Não sei como conseguem viver aquelas pessoas que não comem nem uma côdeazinha! Sério... como?
Posto isto, ainda não sei que coisas doces me esperam por terras saloias... mas uma coisa é certa... hoje vou esquecer a enfermeira por um pedacinho. Juro-vos que o bebe já anda aos pinotes aqui na barriga, só com a expectativa de poder comer gordices! Portanto prima, não espero uma pavlova... mas pelo menos um bolinho bom! Cof cof será que a tia fez o bolo de cenoura??? 

quinta-feira, 31 de março de 2016

"Será menino ou menina..."

"... ao pai pouco importa, é mais um anexo". Já cantava o Tim. Acreditam que esta coisa de música não me sai da cabeça já há uns 2 meses?? Passo a vida a cantar a música apenas por causa deste trecho (e da parte do "sémen sémen sémen semente", que sempre achei piada). 
Esta coisa de uma pessoa engravidar e não saber logo o sexo do bebe é uma grande treta! É que uma pessoa quer comprar coisinhas e pedir aos pessoal do tricô para fazer mantinhas e botinhas e não dá!!! Tudo tem de ser neutro; e mesmo as coisas que são neutras são, na minha opinião, muito femininas. Ou porque têm um lacinho ou um botão mais xiribicóco...por aí. Se não acreditam, a próxima vez que forem ao hipermercado comprar papel higiénico (ou qualquer outra coisa) verifiquem. Já tenho uma gaveta no meu roupeiro com algumas peças de roupa para o baby e adoro estar sempre a mexer naquilo. Deve ser algum instinto primitivo qualquer. Aquela cena que estão sempre a falar de fazer o ninho; pois eu sinto-me uma verdadeira andorinha a construir a casota para o bebe.
Ainda falta cerca de 1 mês e pouco para saber definitivamente o sexo do bebe... mas hoje fui ao médico eeeeeeeeeee (suspense), após demorada análise da ecografia, suspeita-se que virá por aí __________________________________________________________________________________________________ qualquer coisa que não vou dizer para não dar azar à coisa. A médica sugeriu começar a aceitar apostas sobre o assunto =) só para dinamizar um bocadinho a coisa. Todas as pessoas que me rodeiam têm as suas teorias malucas sobre o sexo do bebe. Seja pela forma da barriga, pela minha cara, pelo tamanho do meu grande rabo ou mesmo pelos desejos que tenho. A verdade é que só há duas hipóteses mas vou deixar-vos aqui os "sintomas do sexo" e depois vocês dão o vosso palpite!
  • A minha barriga é enorme (para quem tá de 4 meses)
  • Tem um formato mais para o redondo
  • Estou tão larga quanto uma mini prancha de body board
  • A minha cara parece uma bolacha
  • Ao fim de 16 semanas continuo muito enjoada
  • Tudo o que como fica aqui no estômago a fermentar imenso tempo e assim que desaparece, tenho fome
  • Tenho vontade de comer coisas salgadas, como pizzas, rissóis, batatas...basicamente gordices
  • Não suporto cheiro de coisas cozidas, como peixe e legumes mas, adoro o cheiro de detergentes 
E basicamente é isto! Aceitam-se palpites e apostas e isso =) o que é que acham que vem por aí? Menino? Menina? Ou alien??? 

domingo, 20 de março de 2016

A Primavera - Aquela coisa disfarçada de Outono


Olhem para mim, tão catita e primaveril em criança! 
Decidi contrariar um bocadinho a tendência do pessoal, de neste dia publicar uma qualquer foto linda cheia de flores e sol e tudo aquilo que simboliza a primavera. Só que o dia de hoje... não...simplesmente não. Já olharam bem para fora da vossa janela? O que vêem? Nop..não estou a falar da vizinha que está a entender a roupa de pijama, ou da pastelaria que a esta hora está já a rebentar pelas costuras. Como está o tempo para os vossos lados? Por aqui temos um dia de Outono lindo e maravilhoso. Húmido a fugir para o molhado... frio e tal... essas coisas boas. A única coisa que de facto lembra a primavera é o meu nariz e olhos, que há mais de duas semanas que andam a antecipar a chegada da estação. Juro que é verdade. Já não me acontecia há algum tempo acordar toda cheia de comichões e a pingar que nem uma torneira com fugas, mas a verdade, é que este nariz está uma lástima! Enfim... as maravilhas da minha estação preferida. A primavera é a época da Páscoa e portanto, de ovos kinder deliciosos... é a altura dos meus anos! Wooowoooo quase quase nos 30! É a altura em que quase de certeza vou adoptar algumas andorinhas na minha varanda! E é a altura em que vou poder comprar sabrinas novas! Aiii como tenho saudades de calçar sabrinas! É, se ainda não perceberam, a minha estação do ano preferida, com ou sem alergias! Quem me tira a primavera, tira tudo! E agora.. a foto cliché!



Actualizações de leituras * Estado: Paradas, paraditas, paradérrimas

Nunca pensei viver para ver chegar o dia, em que eu diria o seguinte: "Acho que já não gosto de livros". Não só estou super viva, como já me ouvi dizer isto, pelo menos umas 2 a 3 vezes por dia (todos os dias). Eu não consigo ler. Muito resumidamente é isto e, caso queiram parar de ler o post por aqui, podem perfeitamente fazê-lo, porque daqui para a frente vai seguir-se uma enxurrada de queixinhas e choraminguices sobre o porquê de não conseguir ler... e bla bla bla... bla ... ble.
A verdade, é que nem eu sei bem porque é que não consigo ler. Desde que que descobri que estou grávida que a minha cabeça anda em todo o lado menos nos livros. Penso que em Janeiro ainda publiquei um vídeo no meu canal, mas depois apenas silêncio. Fevereiro foi o mês do sono; o mês em que dormi sestas, em que passei um Sábado inteiro a dormir; o mês em que lia 1 página fosse do que fosse, e caía para o lado. Mas e agora... qual é a desculpa? Já não sinto tanto sono, já estou mais focada e menos aluada, portanto, o que raio se passa com este cérebro, que não quer ler? Absolutamente nada, digo-vos eu. Mas nada literalmente. Se o meu crânio fosse transparente, aquilo que vocês poderiam observar bem lá dentro, seriam aqueles rolos de palha que circulam pelos desertos dos filmes de cowboys. Vento... e uma imensidão de absolutamente nada. Deus...isto é deprimente.
Dou por mim a olhar para as estante e não há nada nelas que me cative. Dou por mim a criar pilhas e pilhas de livros dos quais me quero livrar! Sim, leram bem... ando a dar livros! O que raio se passa comigo? Acho que já não gosto de ler. Sempre soube aquilo que me definia. Sempre foram os livros. Pelo menos desde que me considero gente (da adolescência para a frente). O que é que eu gostava? De livros e de ler. Passatempo preferido? Ler. Aquilo que mais gostas no mundo? Livros. Simples assim. Agora receio tornar-me naquelas pessoas que perdem a sua identidade mal se tornam mães. Receio ser aquela mulher que assim que parir, se esquece de quem é e se coloca constantemente em 4º plano. Não quero ser assim. Quero ler caramba, quero gostar de ler! Quero amar ser mãe e ainda assim sentir que sei quem sou. Quero continuar a ser a Neuza pateta!
É normal? É normal passar por esta fase em que a minha cabeça só consegue pensar nas mudanças que estão para chegar fazendo com que me esqueça da pessoa que sou? A realidade é que me sinto um bocadinho apavorada com isto tudo. Toda a minha vida quis ser mãe e acredito que isso também ajudou à escolha na profissão; mas as mulheres que me rodeiam (a grande grande maioria delas) parece focar-se apenas nos aspectos negativos da maternidade. Nenhuma me diz coisas boas e todas parecem sentir um gozo quase macabro em dizer-me que a minha vida vai ser miserável daqui para a frente. Juro-vos que já cheguei até a confrontar uma com a pergunta: "Tu não gostas de ser mãe pois não?". Basicamente é isto... não consigo ler e tenho receio de estar a perder a minha identidade enquanto pessoa e mesmo enquanto blogger e booktuber. Preciso de alguns conselhos sábios de pessoas que não estejam completamente deprimidas com as suas vidas enquanto mães... porque aparentemente, isto é tudo o me rodeia. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Faltam 6 meses



Se vocês soubessem há quanto tempo eu ando a morder-me toda para vos dizer isto... Quer dizer, algumas de vocês até sabem =) 
Mas vá, praticamente há coisa de 3 meses possivelmente, desde que soube disto que ando com vontade de escrever sobre o assunto. E ainda que eu fosse esperar mais uns dias para dar a noticia ao "mundo", hoje foi um dia de muitas emoções. Estou grávida. Sabe bem dizê-lo alto e escrever sobre o assunto. Vem por aí um pequenino ser livrólico, que já tem o peso em cima dos ombros, de ter uma lista de livros por ler, maior do que a mãe e o pai juntos. Sim, porque até Setembro temos de ler cerca de 30 livros dê lá por onde der! 
Mas falando sobre o dia de hoje; foi dia de realizar a primeira ecografia do bebe. Que misto terrível de emoções. Já antes de estar grávida me queixava com frequência da forma como os médicos olham para nós sem nos ver. Já me aconteceu N vezes entrar num consultório médico e a pessoa que está do outro lado nem sequer levantar a cabeça dos papeis ou do computador. E isto do começo ao fim da consulta. Mas nunca pensei que o mesmo fosse acontecer durante uma ecografia. Que a mesma fosse realizada em absoluto silêncio e sem nunca dirigir a palavra à mãe. Não explicar nada, não esclarecer ou informar. Simplesmente silêncio. Saí daquele exame completamente aturdida. Tentei ao longo de 15 minutos focar-me no bebe e no que estava a ver, mas confesso que foi difícil, com um médico sempre a bater-me na barriga e a magoar-me para que o bebe se mexesse. Ele conseguiu estragar a experiência toda. Só soube que estava tudo bem quando li os papeis ... e porque tive logo acesso a eles, porque imaginem que não me davam nada e eu saía dali parva e muda? Definitivamente aqui a menina Neuza tem de aprender a dizer logo tudo na hora! A não guardar nada cá dentro. Não sei, sinceramente, se vou voltar a esta clínica. É super recomendada e tal... mas não fiquei fã.
Quanto ao baby, está tudo bem com ele, mas não deu para saber o sexo. A criaturinha estava de perna cruzada, como quem está na esplanada a ler um livro. Para além de ter o meu nariz, tem o meu gosto por relaxar. 


(O Sebastião aprova o berço)

Têm sido semanas de muitas emoções e sensações e pensamentos estranhos (e sonhos). Aquela foto lá de cima mostra um dos primeiros livros do bebe, que foi oferecido pela Jojo. O primeiro foi a Cata quem deu. Tenho de ver se vos mostro estas preciosidades em pormenor. São assim qualquer coisa de lindo. A tonta da Jojo também se deu ao trabalho de tricotar botinhas para o meu bebe. Já estão a ver o unboxing que isto dava? Fartei-me de chorar. Enfim... era isto que vos queria dizer. Que estou grávida, feliz, ansiosa e com muita fome! Sábado vai ser dia de almoço livrólico e, antes que alguém começasse a dizer que eu estou assim...meio gorda, vou já informando: trata-se de um bebe livrólico em estado de relaxe puro. Não incomodar =) 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Livros lidos VS Livros comprados

Sim, façam todos esse ar espantado, porque aqui vou eu outra vez falar sobre a minha necessidade parva de comprar livros mesmo quando não preciso deles (acabei de comprar mais dois, mas não digam a ninguém). 
Estamos em Fevereiro e ainda não fiz um balanço do ano que passou. Quer a nível de números, qualidade daquilo que li e sobretudo, desafios mais específicos a que me propus. A coisa correu bem e mal ao mesmo tempo e sim isto é possível. Li muito no ano que passou. Muito mais do que aquilo que julgava ser capaz de ler. No ano anterior, ou seja 2014, queria ter lido 50 livros e estive quase lá. No ano passado, estabeleci a mesma meta... e ultrapassei-a. Li um total de 57 livros, o que sejamos realistas, é óptimo. Tomara que todos os portugueses lessem pelo menos 30 livros por ano. Mas não faz mal porque nós livrólicos compensamos estes números todos. Compensamos por aqueles que não lêem e por aqueles que não compram. No entanto, não andaremos nós a compensar demais? Eu sei que ando; e sabem como é que sei isso? Quando percorro a minha estante e encontro livros cujo interesse por eles se desvaneceu...foi-se...capuft. Livros caros (porque os livros são muito caros) e que já não quero ler. Ainda hoje estive a percorrer a minha wishlist e a apagar livros que por lá tinha, especialmente de séries.
No inicio deste ano, quando comecei com estas crises sobre gastar dinheiro inutilmente em livros (e acreditem em mim quando vos digo que mais para a frente vão entender o porquê desta crise) decidi fazer uma lista com todos os livros que tinha comprado ao longo do ano anterior. Comprados, atenção, porque nesta lista não constam os livros recebidos de parcerias, caso contrário a coisa seria ainda mais catastrófica. Portanto sem mais demoras, passo a apresentar-vos "A Lista de todos os livros comprados no ano anterior e que estão na estante a ganhar pó, porque possivelmente ainda não li nenhum". 

A Princesa Guerreira 
As instruções da Pitonissa
Diário de uma obsessão
A fada do lar
Sangue oculto
A sociedade literária da tarte de casca de batata
Third grave death ahead
Dias de sangue e glória
Sozinhos na ilha
A linguagem secreta das flores
 Dom Quixote de la mancha
À espera no centeio
O livro das coisas perdidas
O jardim secreto
O primo Basílio
Mensagem
Amor de perdição
O pai Goriot
Os Maias
Contos escolhidos
1984
Kafka à beira mar
Do céu com amor
A rapariga dos olhos azuis
O quinto dia
A música do silêncio
Os anjos morrem das nossas feridas
O indesejado
Memórias de um mestre falsário
A rapariga no comboio
Zoo
um dó li tá
A metamorfose
Crime e castigo
A caixa em forma de coração
Para onde vão os guarda chuvas
Sangue mortífero
Laços de sangue
Presa e predador
Emma
Encontras-me no fim do mundo
Hatchi e Little b
O bicho da seda
Eu dou-te o sol
A única desistência do ano... detestei 
Segredos obscuros
Os muitos nomes do amor
A estirpe
Harry Potter and the chamber of secrets
White Witch black curse
Uma rapariga dos anos 20
Sonhos de deuses e monstros
Estamos todos completamente fora de nós
Alvorada vermelha
Estação onze
Perguntem a sarah gross
Os caçadores de livros
Fusão
Em busca do livro da vida
O inverno de sombras
De amor e sangue
A christmas carol
Um desejo por uma estrela
Endgame - a chave do céu
Valete de copas , dama de espadas
O Principezinho 
Terceira campa em frente
Temos de falar sobre o kevin
Pale demon
Black magic sanction
A prenda de natal
Espero por ti este inverno
Cloe
Sr. Norrel


(a minha contabilista pessoal, a Dona Pantufa)

Estão a ver ... certo? Comprei o total de 73 livros. Destes 73 livros li 8 (sendo que um deles já foi este ano). Houve 1 desistência... e todos os outros ficaram por ler. Portanto já estão a ver como é que a coisa funciona comigo. Compro muitos livros que estou sempre muito ansiosa por ler, mas que raramente passam à frente de livros mais velhos na estante. Li 57 livros e foram praticamente todos comprados no ano de 2013 e 2014. Basicamente a conclusão a que se chega (para além da óbvia que diz que eu tenho um problema) é que tudo aquilo que eu comprar agora, só irei ler daqui a 1 ano ou mais... e isto é triste. Mas a coisa torna-se ainda mais triste se começarmos a fazer contas aos livros e por isso, é melhor nem irmos por aí... mas vá supondo que cada livro foi 10 euros... já calcularam??? ME DO

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

E quando eu digo que não vou comprar mais livros...

...fico de baixa uma semana inteira e sinto um desejo repentino por... livros. Logo agora que eu me andava a gabar que não precisava de mais livros, que tenho muitos por ler, que o foco é outro neste momento...pumbas; acordo, sento-me ao pc (porque o que raio posso fazer de mais útil estando em casa) e começo a pesquisar livros, só assim a título de curiosidade.
E é então que acontece. A pessoa começa a abrir vários sites de compra e a comparar preços e a aproveitar todos os códigos de desconto possíveis e imaginários que há no mundo, ou neste caso, nas nossas contas cliente. Verifica-se também, pelo sim pelo não, as páginas de vendas de livros no facebook, não vá encontrar-se por lá uma super pechincha. E pronto... o resto da história já sabem como é que acaba. Comprei 3 livros novos e ganhei outro de oferta. Estão a caminho de casa os seguintes amores: 

O Filho Dourado; o segundo livro numa trilogia de ficção cientifica e cujo autor é de babar. Todas sabem do que falo certo? Letras Escarlates e Bando de Corvos, os dois primeiros livros naquilo que não faço ideia se é uma série ou trilogia... mas são de fantasia urbana e como nunca li nada da autora, pareceram-me bons para começar. Portanto vejamos... 3 livros dos meus géneros preferidos, todos eles com desconto acima dos descontos que já tinham porque eu tinha dinheiro acumulado. Fiz bem não fiz? Sei que sim, digam-me que sim, caso contrário vou ser consumida pela culpa! Ah e de oferta escolhi o 12º livro na saga Sangue Fresco. Assim já só me fica a faltar um para completar a colecção. Vou ter de começar a bater na minha boquinha de cada vez que disser que não vou comprar mais livros... sou uma mentirosa que passa o tempo a tentar enganar-se... também já disse que este ano não ia comprar nada na feira do livro e, no entanto, já estou a pensar na hora H. Portanto... matem-me já e acabem de uma vez por todas com esta dor! 



domingo, 14 de fevereiro de 2016

O Dia dos Namorados perfeito

É aquela altura do ano outra vez... nop não é Natal (ainda) mas para algumas pessoas é próximo disso. Aquela altura pós Natal em que todo o livrólico que se preze roga à sua cara metade que lhe ofereça livros. Até aqui o chefe Joy, o gatinho da TopSeller, o recomenda!
Mas aqui a Je, livrólica de corpo e alma, teve o dia dos namorados perfeito e por isso tive de vir aqui partilhar com vocês! Então... não sei exactamente em que zona do país se encontram, mas caso não tenham ainda reparado, o tempo hoje está uma perfeita bosta! Tal qual como eu adoro, tirando a parte das cheias claro. Chove sem parar há mais de 3 dias... o vento sopra (soprar é ser simpática, parece que o vento está com uma crise qualquer de tosse em que não para de mandar rajadas cá para fora)...e portanto o tempo perfeito para não fazer nada; o que foi exactamente aquilo que eu e o meu namorido fizemos. Nada. Passámos o dia embrulhados em mantas no sofá, a ver filmes, a ler, a comer... e a ouvir a chuva lá fora. Ok, a verdade é que também estou meio doente, mas mesmo que estivesse bem, nada nem ninguém me conseguiria convencer a sair de casa no dia de hoje e só de pensar que amanhã o tempo vai estar igual só me apetece chorar! Aliás, minto... tive de sair de casa de manhã, porque a minha bata de trabalho, que deixei estendida durante a noite, decidiu voar em direcção ao parque infantil e, lá tive eu de despir o pijama quente e sair para a rua debaixo de um vento e chuva horríveis...
Mas voltando ao dia dos namorados perfeito. Sei que querem desesperadamente saber que livro é que recebi este ano de prenda. A resposta é nenhum. Este ano não quis receber livros, não os pedinchei e nem sequer os cobicei. O chefe Joy vai ficar muito desiludido comigo, mas não preciso realmente de mais livros meu querido gatinho. Não preciso realmente de nada físico que me relembre que o meu namorido me ama (oh deus isto tá a ficar piroso). Por isso este ano, tanto eu como ele, dispensámos as prendas. Para o almoço fiz uma das comidas que ele mais gosta e que eu não consegui comer (tem sido uma constante) ... para o lanche fiz um bolo de côco e iogurte delicioso; os gatos comeram espinafres e também estão felizes. Acabei de tomar aquele banho relaxante de final de dia, vestir um pijama lavado e retomar ao meu buraco no sofá. Perfect.
Como foi o vosso dia dos namorados? O meu foi perfeito e definitivamente à nossa medida. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Domingos de Preguiça ou Semanas de Preguiça

Alguém sabe, por favor, como tirar o demónio da preguiça de dentro de uma pessoa?? Não?? Ahhh bolas... lá terei então de continuar a conviver com ele.
Então... diz que já passou uma semana desde que publiquei aqui. Pois...
Bom, a verdade é que não há de facto uma boa razão para não o ter feito. Quando uma pessoa está doente, ainda é naquela... agora quando o motivo principal é sofrer de preguicite aguda,aí meus amigos, já não há mesmo muito a fazer. É o meu estado para o dia de hoje; Domingo fresco de nevoeiro (pelo menos a esta hora), onde a única coisa que se ouve são as canções de Natal que alguém teima em tocar no carrilhão cá da cidade. Não me estou a queixar... afinal de contas escolhi vir viver mesmo ao pé de uma igreja, que por acaso tem o maior carrilhão, ou um dos maiores da Europa... algo assim. Com o friozinho que está, as mantas nas pernas e a lareira, se fechar os olhos quase que parece que estou na aldeia. 
Mas se o problema fosse sofrer de preguicite aguda apenas aos Domingos, meus amores, estávamos bem certo? Mas e quando o mal ataca mal calçamos o pé em casa assim que chegamos do trabalho? Yup... é isso que tem acontecido comigo todos os dias desde Domingo passado. É esta a minha desculpa. Chego a casa e todos os dias abro o blog e penso em escrever. Penso nas cerca de 5 opiniões que tenho em atraso, nas coisas sem jeito nenhum que gostaria de partilhar com vocês e aí sento o rabo no sofá e algo se apodera de mim (agora está a tocar o Gloria e o pior é que sei a letra).
O lado menos mau desta crise de preguiça que anda a afectar o blog, assim como o monte de roupa por passar, é que continuo a ler ao mesmo ritmo de sempre. Terminei A Hora Solene, do nosso querido Nuno Nepomuceno e parti finalmente para as leituras do projecto RudClaus. Leituras natalícias que combinam na perfeição com o ambiente mais preguiçoso no qual me encontro.
Ainda assim, sinto que ainda não estou dentro do espírito natalício como em anos anteriores. Gosto de culpar duas coisas por isto. Uma delas é o facto de o euro milhões ainda não me ter saído. Não entendo porquê... se há pessoa que o merece sou eu  cof cof. E a outra é esta bosta de tempo que não se decide a ser frio a sério. Porra, estamos quase a entrar no Inverno e as temperaturas ainda rondam os 20 graus. Que raio se passa??? A cimeira do clima devia estar a decorrer em Lisboa, para o senhores sentirem na pele as alterações climáticas. Não preciso de desculpas para acender a lareira.. acendo mesmo assim porque sou uma friorenta do pior. Mas que as coisas teriam um gostinho diferente com frio a sério lá fora, aí teriam. Ainda não comprei todas as prendas de natal que queria... ainda não embrulhei tudo aquilo que aqui tenho... e ainda nem pensei onde vou passar as festas este ano. Alguém me quer acolher?? Portanto como vêem é muita preguiça junta assim como muita coisa para fazer e decidir. Durante o dia de hoje vou tentar actualizar aqui o cantinho, varrer o chão e limpar as teias de aranha aos posts. Hei de escrever tanto que se vão fartar de mim =)
Oh bolas o concerto terminou... snif snif que andam a ler??? 

domingo, 22 de novembro de 2015

Leituras de fim de semana * só que não

A meteorologia prometia um fim de semana frio e chuvoso. São raras as vezes que a coisa é cumprida mas desta vez, parabéns senhores do tempo; acertaram. Ora quando soube isto pensei imediatamente aquilo que todo o bom livrólico que se preze pensa: "Deixa-me lá hibernar debaixo dos cobertores, com um bom livro. Acordem-me segunda feira". 
Também esta foi a minha ideia no final de Sexta feira. Só que não. A coisa não está a correr como planeado. Por breves, mas apenas breves momentos, esqueci-me que ontem tinha um almoço livrólico. Passado o esquecimento, lá me muni eu de casaco quente e cachecol, e rumei a Lisboa, pronta para passar uma tarde divertida com amigos. O dia foi ficando cada vez mais frio (mesmo) e pelas 19.30 já eu me encontrava debaixo de uma manta no sofá. E foi então que pensei que era naquele momento que ia ler. Quem já foi a um encontro livrólico conhece bem a sensação de passar o dia rodeada de livros, amigos, boa conversa e de chegar a casa apenas com o desejo de ler, ler ler... ou então de pesquisar livros novos que se falaram no almoço. Só que não. A preguiça falou mais alto e, eu não li uma única página.
Chegou o Domingo (hoje portanto) e o plano passava por limpar a casa num instantinho e preguiçar a ler... e a comer bolachas que nunca mais acabam. Folgo em dizer que parte do plano foi cumprido com sucesso. Comi efectivamente muitas bolachas e mais se avizinham na minha boca. Mas e ler? Ando aqui de um lado para o outro com o livro A Hora Solene, do querido Nuno.
Já o comecei a ler há alguns dias de facto, mas não sei porquê, não estou a conseguir avançar muito na leitura.
Atenção que não é por estar a ser mau, não vão vocês começar já a pensar isso. É só que, simplesmente, não estou a conseguir ler. Passei a manhã a ver filmes, em vez de limpar, comi bolachas, em vez de almoçar a sério, e agora estou a olhar para uma travessa de castanhas que está a assar no forno, com o livro ao meu lado. Mas e ler? Nada.
Dezembro é sempre uma altura do ano muito critica para mim (a nível de leituras). Começo a acusar o cansaço de ter lido tanto ao longo do ano e a vontade para continuar, começa a esmorecer. 
Adicionar legenda
De repente não me apetece fazer leituras exigentes, complicadas, ou até com muita qualidade. Não me apetece fazer nada e nem sequer o meu namorado André Marques Smith me está a conseguir tirar desta letargia de fim de semana. Ora agora a questão que se coloca é: O que é que eu faço?
Largo tudo e forço-me a ler? Sim, porque parte de mim acredita que a solução para ler finalmente, passa por desligar o pc e recolher-me ao vale dos lençóis. Ou, a segunda opção, continuo a comer bolachas e castanhas, enquanto penso que devia limpar qualquer coisinha ou mesmo passar a ferro?
O que é que eu faço???

Sinopse: Lutai, vós, homens de valor. 

Londres, Reino Unido. 

Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e abandonado na rua. A poucos quilómetros de distância, um terrorista pertencente a uma organização criminosa auto-intitulada O Gótico entrega-se aos serviços secretos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado ao sobrevoar a Irlanda e um vídeo é enviado à redacção de uma famosa cadeia televisiva.

A intriga acentua-se quando um milionário começa a ser alvo de extorsão. No centro destes acontecimentos, encontra-se André Marques-Smith. Alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português é obrigado a protegê-lo. Mas não está sozinho. Foragidos, dois colegas dissidentes regressam e revelam ao mundo a verdadeira génese de um antigo projecto de manipulação genética. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta enigmática espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento? Conseguirão os dois agentes ultrapassar o fosso criado entre eles?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Moscovo, Londres, Hong Kong, Macau, Praga, o Grande Buraco Azul e Lisboa, os perigos multiplicam-se e André dá por si a lutar pela sobrevivência. Questões sobre ética, moral, religião, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de falsas verdades, ilusões e complexas relações interpessoais é desvendada no derradeiro capítulo de uma série policial que já marcou a ficção portuguesa.

Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de ver o talento confirmado com A Espia do Oriente, revelado ao público através da vitória no Prémio Literário Note! 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno apresenta A Hora Solene, a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura nacional se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.