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sábado, 22 de abril de 2017

Amãezónia - Opinião


Opinião: Sobre o livro Amãezónia, se calhar é importante começar por dizer que a minha opinião prende-se sobretudo com o facto de eu não me identificar de todo com a forma de estar, educar e viver a maternidade, que aqui é apresentada, daí a classificação que lhe dei e daí as poucas palavras que vou usar para falar sobre o mesmo. 
Este livro reúne uma compilação de alguns textos que se encontram presentes num blog com o mesmo nome. Escrito por duas mães, nele podemos acompanhar as suas vidas, peripécias e formas de lidar com os filhos. Tratando-se de um blog pessoal, fica complicado fazer uma opinião sobre o que li. Afinal de contas seria o mesmo que alguém escrever sobre o Mil Folhas. Não gostei. Não gostei e classifiquei-o como tal. Se não gostava do blog antes, naturalmente não gostei do livro.
Ser mãe é muito pessoal. Cada pessoa vive a maternidade à sua maneira, só que há pessoas com as quais nos identificamos mais do que outras, e foi este o caso. Não digo que tudo no livro tenha sido péssimo. As ilustrações estão muito boas e as adaptações feitas às histórias infantis mais conhecidas, estão geniais. Mas para mim ficou por aqui. Sabem quando tomamos uma pessoa de ponta, ou neste caso, um texto, e não conseguimos de forma alguma ultrapassar a má impressão que inicialmente nos causou? Tenho esse pequeno grande problema com o Amãezónia. Aqui há tempos deparei-me com um texto neste blog acerca da amamentação. Que texto de merda! Que post mais destrutivo, mais carregado de negatividade. Nunca li tanta diarreia junta como naquele único post. E lá está, ainda que ele reflicta apenas a opinião de algumas mães, achei-o enganador, bruto, e cheio de uma arrogância e prepotência que considero que uma mãe não deve ter. Toda aquele palavreado sobre o ser "animal" mexeu comigo. E quando estava a ler o livro, e me deparei com o mesmo texto, tudo em mim caiu. Comecei a ler o livro na diagonal e ficou por aqui. 

É bastante pessoal, compreendem. Não é que seja mau, simplesmente não é para mim. Sou muito mais fã das mães do blog, A mãe é que sabe, do que das mães da selva. Eu sou da paz, do apego, do mimo, da mama, do colo, do aconchego, da cama partilhada... às vezes isto parece uma selva, mas é uma selva muito colorida. 

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Sinopse: A vida não começa na maternidade. Nem acaba. E ser mãe é difícil como o raio. Somos mães que trabalham e que, às vezes, dormem pouco, malabaristas do tempo e do cansaço que às vezes – por Deus! – só querem beber uma cerveja. Somos mais felizes desde que fomos mães mas lembramo-nos perfeitamente que também éramos felizes antes. E também nos lembramos de uma altura em que não tínhamos de tomar vitaminas porque não andávamos tão ridiculamente cansadas.


Um retrato real da maternidade, sem lacinhos nem florzinhas, mas num registo muito cómico e descomplexado. O presente perfeito para o Dia da Mãe.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Rapariga de Antes - Opinião

Opinião: Não sei exactamente por onde começar esta opinião; talvez comece por dizer que esperava um bocadinho mais do livro. O trabalho de marketing em torno do mesmo, a divulgação e, o facto de saber que foi um livro mega disputado levaram a que as minha expectativas fossem elevadas. Ainda que não tenham sido completamente defraudadas, não era isto que esperava. Começo já por dizer o típico, gostei, mas. 
Thrillers psicológicos são o tipo de livros que mais gosto de ler. Adoro a forma como, regra geral, nos prendem, nos manipulam as ideias e no final nos surpreendem. Têm por norma a capacidade de nos fazer soltar exclamações ao longo da leitura e de nos arrancarem o tapete debaixo dos pés várias vezes. Em A Rapariga de Antes, isto aconteceu, mas apenas 1 vez, o que para mim diz muito sobre o livro.
Escrito a duas vozes, acompanhamos o percurso de Emma, a rapariga de antes, ao mesmo tempo que vivemos o presente de Jane, que vai tentando descobrir o que aconteceu com a anterior inquilina do nº 1 de Folgate Street. Geralmente gosto bastante de livros que mostram duas perspectivas diferentes da mesma história. Aqui, no entanto, as histórias das personagens fundem-se, e são de tal forma semelhantes, que acabei por me sentir algumas vezes confusa sobre quem estava a ler. Não gostei da Emma nem um bocadinho e fiquei feliz por no decurso da história, se ir verificando que a Jane era diferente. Mais forte, mais autónoma, o que contribuiu para o final que teve. E que final. Até à ultima página pensei que ela fosse tomar decisões erradas, mas surpreendeu-me. Fiquei fã dela e dos tomates que mostrou ter ao fazer frente a um tirano. Também achei inteligente a forma como a autora faz referência à rapariga de antes, bem no final, quando se refere à Isabel. Para um recém mamã como eu, foi enternecedor. 
Edward, outra personagem principal é absolutamente odioso e na minha opinião, nada cativante. Acho que talvez um dos aspectos que me fez não adorar este livro, tenha sido a personagem dele. Detesto personagens do estilo macho alfa, que acham que podem e mandam sempre que lhes apetece. Isto, aliado ao facto de o livro ter uma forte componente sexual, deixou-me meio mhe. Não me interpretem mal. É porreiro ler uma boa cena de sexo. Mas quando o protagonista é um homem obsessivo a roçar o doente mental, detesto. 
Acho que o que eu quero mesmo ler, é um thriller em que a vitima seja um homem! Cansada de clichés a rodear as mulheres. Não somos todas vitimas, não somos todas fracas e nem todas ficam com as pernocas a tremer perante um homem giro. Ainda assim, acho que aquilo que mais gostei foi do ambiente em torno da casa, que acaba por ser em si só, como que uma personagem individual. Teria sido interessante se no final o verdadeiro culpado de tudo e tal, fosse a casa. A tecnologia a virar-se contra nós seria muito mais credível e interessante de se ler, do que o típico homem controlador. Merecia mais acção, mais violência e sem dúvida, melhores diálogos. 

Sinopse: «Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»
O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.
EMMA: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…
JANE:Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço —e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.
Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A Rapariga de Antes.

terça-feira, 11 de abril de 2017

O Universo nos teus olhos - Opinião

Opinião: O Universo nos teus olhos, é o segundo romance da escritora Jeniffer Niven, autora de um dos meus livros preferidos. Fala-me de um dia perfeito, ainda está bem fresco na minha memória e acho que nunca vou esquecer aquelas personagens. Não é por isso de estranhar que tenha partido para a leitura deste livro com expectativas muito altas, e depois, tenha acabado por cair um bocadinho lá do alto. 
Este romance young adult, conta as histórias distintas de dois adolescentes. Libby e Jack. Ela, que já deteve o titulo de a rapariga mais gorda da América, e ele, um jovem que sofre de prosopagnosia (incapacidade para reconhecer rostos). Frequentam o mesmo liceu no mesmo ano de escolaridade e devido a uma brincadeira infeliz, acabam por ter de se relacionar um com o outro. 
Como em todos os romances Y.A. a relação dos dois evolui para um namoro, cheio de dramas e choradeira. Tudo normal e ok até aqui. Só que não me convenceu. Passei o livro todo à espera daquele click com as personagens. Não me consegui identificar com os sentimentos de nenhum personagem. Nem da Libby, nem do Jack, nem dos amigos ou familiares de ambos, o que de certa forma acabou por tornar a história pouco credível para mim. 
Neste livro a autora aborda temas sérios, com alguma relevância na nossa sociedade, especialmente a obesidade e todo o preconceito que a rodeia. Acaba por ser semelhante ao livro anterior o facto de abordar temáticas sérias. Só que, na minha opinião, sem grande sucesso, pois não senti que tudo aquilo fosse real. Será preconceito meu? Convivo diariamente com uma pessoa que é completamente gordofóbica. Talvez esteja a ser contaminada, de tal forma que não tenha conseguido sentir empatia para com a Libby....
Li este romance e pensei, ok... onde estão os pais destes jovens? Onde estão os psicólogos? Estavam lá, sim, mas nunca tiveram um papel activo no desenvolvimento e conclusão da história. O final foi previsível e acabei por ficar à espera de mais. Mais desenvolvimento, mais esclarecimentos. A forma como o Jack revela ao mundo a sua doença, merecia mais atenção. O que aconteceu depois disso? Como lidaram eles com o preconceito da sua relação? Como lidou ele com o facto de saberem que ele sofria de uma doença? Faltou isto, pelo menos para mim. 
Posto isto, é um bom livro para se conhecer a autora. Mas se tiveram a oportunidade de ler Fala-me de um dia perfeito, podem desiludir-se, por isso, baixem as expectativas. Pode ser que acabem por gostar muito mais do que eu.


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Sinopse: Libby, outrora a rapariga mais gorda da América, conseguiu finalmente ultrapassar o desgosto causado pela morte da mãe e está pronta para voltar a viver. 
Jack é o típico rapaz popular do liceu, no entanto tem prosopagnosia e não consegue reconhecer caras. 
Quando o destino os une a solidão que cada um sente dá lugar a sentimentos muito diferentes… Uma história de superação e de um amor verdadeiro e invulgar que nos devolve a esperança no mundo, em nós e no outro.

sábado, 1 de abril de 2017

Amãezónia cá em casa



A minha vida é uma selva. Juro que sim e se havia dias em que eu pensava que estava na selva, esta semana veio comprovar que efectivamente vivo em estado selvagem a toda a hora. Chegou cá a casa uma das mais recentes novidades da Arena, Amãezónia. Super adequado, especialmente se tivermos em conta que esta semana o Lucas ficou doente pela primeira vez. Com direito a chamada do infantário, ida ao médico, atestado e baixa. Tudo junto. Não é grave mas ohhh boy. Para vermos como as coisas são e como a lei de murphy é tramada. Durante a minha licença de maternidade, chorei N vezes porque estava prestes a regressar ao trabalho e a ter de ficar afastada do meu bebe. Voltei ao trabalho e sim custou muito. Ando constantemente num estado de ansiedade parva e a desejar poder ficar com o Lucas. Passado apenas uma semana de ter voltado, capuft. Bebe doente e heis o desejo realizado. Não era bem isto que tinha em mente. Especialmente porque cuidar de um bebe doente não é nem de longe nem de perto tão divertido quanto isso. Estou exausta e, sei que isto pode soar de forma errada, nunca ansiei tanto por uma segunda feira. 
Exemplo de lei de murphy numero 2... se dissermos às pessoas que o nosso filho, por enquanto dorme bem, ele deixa de o fazer na hora. A angústia de separação está em altas cá por casa e o Lucas passou de dormir a noite toda (era um fofo) a acordar várias vezes. Lei de murphy numero 3... se o nosso filho tem a barriga presa e não faz coco, desejamos que faça e puff... cagadas a toda a hora. Arrre... eu bem que desejo o euro milhões, mas ele não quer nada comigo.
Já dei uma vista de olhos por este Amãezónia e parece-me ser super divertido. Porque afinal de contas é nas "desgraças" dos outros que vemos a nossa realidade e percebemos, que nisto da maternidade, nunca estamos sozinhas. Portanto vou adiantar-me e recomendar de ante-mão este livro, não só para quem já é mãe, como para quem ainda vai ser, como para os queridos pais...que continuam a passar por entre os pingos da chuva em demasiada
s coisas. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Hygge - Ser feliz à Dinamarquesa - Opinião

Opinião: Não é este o livro perfeito para iniciar um novo ano de leituras? Para mim foi.
Passa já algum tempo desde a ultima vez que escrevi no blog. Isto da maternidade rouba mais tempo do que aquele que eu pensava e portanto, tempo para ler (ou vontade) é escasso. Não me façam falar da pilha de livros enormesca que tenho por ler. Shame shameeee.
Hygge foi a minha primeira leitura do ano. Um livro pequeno, escrito de forma simples e apresentado de uma forma original, cativou-me desde o primeiro momento em que o recebi.
Hygge explica-nos o segredo para ser feliz, tal qual o povo dinamarquês é. No fundo é isto.
Falo por mim que sou um bocado obcecada por tudo o que vem do norte da europa (escolas, decoração e sociedade quase perfeita), já calculava que o segredo da felicidade fosse algo simples assim. No fundo todos temos nas nossas casas e vidas coisas que são Hygge e com imenso potencial para ser feliz à dinamarquesa. Desde almofadas aos montes, velas (que só acendemos quando falta a luz), chocolates, amigos...não se trata de um livro simplório, mas no final entendemos que é preciso muito pouco para ser feliz.
Decidi apresentar-vos à minha casa e às coisas que tenho que a tornam Hygge =)
A minha sala de estar está, como as vossas provavelmente, repleta de livros. São mais que as mães, como se diz. Isto é Hygge. Deixa-me feliz. Também tenho montes de mantas na sala e almofadas. No começo tudo combinava com tudo. Agora começa tudo a ficar desemparelhado, mas até gosto mais assim. Confortável e quentinho. Tenho uma lareira, que apesar de ser mega mega Hygge é uma treta para limpar e manter acesa. Serve para a decoração. Velas aos montes, sofás e vários pontos de luz. Check
No corredor é para esquecer. Há quase 2 anos nesta casa e ainda não pendurei quadros, espelho ou decorei de todo. As cartas das contas pagas, facturas e recibos acumulam-se no móvel da entrada. Not cool. Not Hygge. Reformular: em processo.
Na cozinha tenho uma ou outra manta...acontece, elas vão atrás e por lá ficam. É SUPER HYGGE. Se está frio na cozinha porque não? Também mantenho os livros de culinária por lá, assim como quadros magnéticos onde eu e o meu marido escrevemos uma data de tretas um ao outro. Desde o ocasional, falta comprar pão, ao, és um tóto. Só falta ter sempre um bolo quentinho acabadinho de fazer para ser Hygge. Um dia lá chegaremos. 

Os quartos são Hygge nos dias em que são limpos. LOOOL triste mas é verdade. Têm tudo para ser um must. Almofadas, cabeceira bonita, colcha quente, mantas, velas, fotos, livros, brinquedos. Mas a desarrumação é tudo menos Hygge. Ninguém é feliz a viver no caos.
As casas de banho...digamos que é complicado ter uma casa de banho Hygge quando se pisa areão dos gatos. Mas um dia a coisa melhora; quando eles aprenderem a manter a areia dentro da caixa.
Mas e no resto da vida? Temos amigos, boa comida, bom tempo, relativa paz social. Tudo para ser feliz à dinamarquesa. Porque será que não somos?
Leiam e logo falamos? Combinado?

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Sinopse: Porque é que os dinamarqueses são tão felizes? Hygge é a resposta. 

Mas o que é hygge? A palavra é tão impossível de traduzir como difícil de pronunciar (huga é uma aproximação). É um conceito muito fácil de inserir no seu estilo de vida e que lhe trará serenidade, proximidade e felicidade. Para o conseguir, deve identificar pequenas «bolhas de união», rituais simples que alimentam a alma.

"Hygge — Ser Feliz à Dinamarquesa" apresenta uma série de ideias específicas para incluir o hygge na sua vida. E é garantido que se investir num pouco de hygge duplicará em felicidade. Afinal de contas, cinco milhões de Dinamarqueses não podem estar enganados.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Faz-te Homem - Opinião


Opinião: Este foi o ultimo livro que li antes de ser mãe. O que não deixa de ter a sua piada. Momentos antes de ir para o hospital e já com contracções, estava a terminar este livro de crónicas.
Faz-te homem é uma compilação de crónicas escritas por Luís Coelho que, entre outras coisas, é também humorista. Confesso que estava muito reticente acerca deste livro. Afinal de contas chama-se Faz-te homem, e na badana do livro menciona os assuntos ali tratados, entre eles, futebol, gajas e vaginas, exactamente com estas palavras (acho interessante que o meu corrector ortográfico não reconheça a palavra vagina; parece que de repente se trata de uma coisa obscena).
O prefácio é de Rui Unas e é tão engraçado quanto o livro em si. É no prefácio que lemos que este livro não é para homens e que as mulheres o podem ler, sem ter medo de se depararem com textos machistas. Confere. Li-o todo de uma assentada. É muito divertido se bem que, possivelmente não agrade mesmo a todas as mulheres. Muitas das suas cónicas relatam o dia a dia com uma mulher e o partilhar de uma casa com uma. 

Que hilariante! Identifiquei-me tanto tanto e, durante o tempo todo, estava a interromper a leitura para ler passagens ao meu marido. A crónica estilo BBC vida selvagem, levou-me às lágrimas de tanto rir (se bem que na altura já estava difícil distinguir as lágrimas de riso das de dor). Será sem dúvida um livro interessante para dar ao ler ao macho lá de casa, especialmente aquele que se enquadra no género macho latino. Estas crónicas iram sem dúvida baixar-lhes a garipa e, em alguns casos, elevar a auto estima das esposas. 



Sinopse: Gajas, porrada, copos, carros, pêlos no peito, futebol, gadgets, bares de strip, rabos, regabofe, vaginas. Este livro é de homem! Neste manual de instruções para que o leitor se faça homem, Luís Coelho trata as inquietações mais prementes e profundas do homem moderno com humor e inteligência. Um livro com a garantia de lhe fazer crescer pelos onde só o Tony Ramos os tem.

domingo, 21 de agosto de 2016

The Merciless II - The Exorcism of Sofia Flores * Opinião

Opinião: "Neuza, não devias ler estas coisas!", dizem as amigas em jeito de preocupação disfarçada de brincadeira. Afinal de contas, faltam 4 semanas para o baby nascer e eu ando a ler livros de terror, com uma boa dose de sangue e de cenas gráficas. Ohh well...o que é que se há de fazer? Certamente que há alguma explicação cientifica para isto acontecer, especialmente porque sei de pelo menos mais uma pessoa que começou a ler mais livros arrepiantes, depois de ter sido mãe. Cá para mim suspeito que é o nosso instinto maternal que traz à tona as nossas defesas! Mas adiante =)
Há cerca de 2 anos li o meu primeiro livro da escritora Danielle Vega. The Merciless, um livro cor de rosa choque com um pentagrama invertido, dourado na capa. Vou partilhar mais à frente o vídeo de opinião que fiz sobre o livro, mas muito resumidamente, conta a história de um grupo de raparigas que decide fazer um exorcismo numa das suas amigas. A coisa descamba muito facilmente e acaba muito muito mal. O final foi o mais surpreendente para mim, porque mudou completamente a visão que estava a ter ao longo da história.
Neste segundo volume reencontramos a nossa protagonista Sofia, ainda a refazer-se de tudo aquilo que viveu e sem saber exactamente no que acreditar. Encontra-se num estado tal de ansiedade que sente que precisa de mudar de cidade (mais uma vez) e começar de novo noutro lugar. Infelizmente, às 15 páginas do livro dá-se uma tragédia e a sua vida, dá mais uma vez, uma volta enorme. O ambiente deste livro não podia ser mais diferente, e mais assustador, que o do livro anterior. Se antes acompanhamos um grupo de adolescentes meio (totalmente) psicopatas, num ambiente escolar e urbano, neste somos atirados para dentro de um colégio católico, daqueles bem antigos e muito assustadores. Sofia conhece amigas novas, professores novos e tem de lidar com todo um conjunto de regras às quais não estava habituada. Somos levados a acreditar que as coisas podem de facto ficar melhores para a pobrezita. Só que não, ou não se chamasse este livro, O Exorcismo de Sofia Flores
Não vale a pena entrar em muitos pormenores acerca do final, das reviravoltas e das conclusões. Ainda que acredite que não haja muito pessoal a ler Danielle Vega, não quero estragar as surpresas para os poucos que, como eu, são fãs da autora. Apenas posso adiantar que este livro é totalmente diferente do anterior. Com uma componente psicológica muito mais forte, faz-nos sentir um tipo de medo diferente do livro anterior. Levanta muitas dúvidas que no final, não se desvanecem facilmente. Aliás, ainda estou a tentar descortinar o que aconteceu! Tal como no primeiro livro, ou mesmo no Survive the Night, fica a dúvida: aconteceu? não aconteceu? é real? Imaginário? E agora?
Recomendo para todos os fãs de um bom YA assustador =)



(Vídeo de 2014 * tão noviiinha) 


Sinopse: Sofia is still processing the horrific truth of what happened when she and three friends performed an exorcism that spiraled horribly out of control. Ever since that night, Sofia has been haunted by bloody and demonic visions. Her therapist says they’re all in her head, but to Sofia they feel chillingly real. She just wants to get out of town, start fresh someplace else . . . until her mother dies suddenly, and Sofia gets her wish.
Sofia is sent to St. Mary’s, a creepy Catholic boarding school in Mississippi. There, seemingly everyone is doing penance for something, most of all the mysterious Jude, for whom Sofia can’t help feeling an unshakeable attraction. But when Sofia and Jude confide in each other about their pasts, something flips in him. He becomes convinced that Sofia is possessed by the devil. . . . Is an exorcism the only way to save her eternal soul? 
Readers won’t be able to look away from this terrifying read full of twists and turns that will leave them wondering, Is there evil in all of us?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Wayward Pines # Revolta - Opinião



Opinião: Pode esta trilogia ficar ainda melhor? Pode..oh se pode! Se o primeiro livro tinha sido absolutamente genial, esta continuação tira-nos o tapete de debaixo dos pés e ainda nos dá um murro no estômago. Resumindo, matou-me um bocadinho.
Partimos para o 2º volume de Wayward Pines mais ou menos de onde ficamos no 1º. Ethan Burke é agora um ex agente do FBI e, passa a assumir o papel de Xerife da cidade. Até aqui tudo bem, ou não tivesse este novo cargo, algumas funções para as quais o nosso detective não se sente preparado. Afinal de contas ele sabe a verdade. O primeiro livro termina de uma maneira súbita, em que ao fim de várias páginas de suspense, finalmente descobrimos, juntamente com o nosso detective, o que é que se passa em Pines assim como no mundo para lá da cerca. Não é bonito. Não é nada bonito. É chocante e inesperado e Burke vê-se obrigado a lidar com uma data de questões morais que o vão desafiar a todos os níveis. 
Nesta Revolta as coisas ficam ainda mais feias, mais complicadas e mais interessantes. O melhor mesmo é que termina num cliffhanger daqueles! É habitual dizermos, quando terminamos um livro, que precisamos da continuação com urgência. Mas geralmente o tempo passa e acabamos por ler outras histórias. Neste caso não é exagero dizer que é obrigatório ler a continuação para ontem. A continuar assim, Wayward Pines arrisca-se a ser a melhor trilogia que irei ler este ano! Bem escrito, bem estruturado e personagens cativantes que nos obrigam a uma leitura non stop. 
Da minha parte posso dizer, que já me atirei de cabeça ao 3º e ultimo volume e que espero que seja tão bom quanto os anteriores. Até agora, simplesmente 5 estrelas!

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Sinopse: Aninhada entre montanhas perfeitas, a idílica cidade de Wayward Pines é um paraíso... se esquecermos a vedação electrificada e o arame farpado, os franco-atiradores que vigiam tudo permanentemente e a vigilância atenta que detecta cada palavra e cada gesto. Ethan Burke viu o mundo do outro lado. Ele é o xerife da comunidade e um dos poucos que conhecem a verdade
.



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Wayward Pines # Paraíso - Opinião

Opinião: Se este não foi um dos melhores livros que li este ano, matem-me já! Esta coisa de ler menos livros que o habitual está a ter as suas vantagens. Se nos outros anos por esta altura, já teria lido cerca de 30 ou mais livros, este ano a coisa anda pelos 11. Mas quando se diz por aí que quantidade não é qualidade também é verdade. Dos 11 livros que li este ano nenhum levou 2 estrelas ou menos no Goodreads, o que comparado com o ano passado, é um grande feito. Quer dizer que tenho gostado de tudo aquilo que me tem passado pelas mãos (inclusive o bolo de chocolate que comi antes de ontem).
Wayward Pines foi uma das compras da Feira do Livro deste ano. Não sabem o gozo que me está a dar despachar as leituras de tudo aquilo que comprei por lá, que não foi muita coisa. Mas hei...5 comprados...1 lido. Não é mau. Andei durante mais de 1 ano a evitar a leitura deste livro por achar que se tratava de um policial. De onde foi que retirei esta ideia? Da sinopse. Folgo em saber que não fui a única pessoa a ser induzida em erro. Até à tarde em que, num daqueles momentos de zapping pela tv, me cruzo com a apresentação da nova temporada de Pines, que passa na Fox. E tudo dentro de mim pulou de felicidade quando dou de caras com criaturas estranhas e com um cenário muito semelhante aqueles criados por Justin Cronin. Vai daí, toca de mandar mensagens ao pessoal livrólico a perguntar mais coisas sobre este livro. As amigas foram unânimes na mensagem: "Lê Neuza, é a tua cara". E pronto. Uma pessoa vai à Feira do Livro e dá nisto. 2 livros comprados na Suma, mas isso fica para outro post.
Sobre Wayward Pines. Que livro fantástico. Sabem aqueles livros em que soltamos umas quantas asneiras porque não estamos a entender nada do que se está a passar, mas ainda assim não conseguimos parar de ler? É destes. Uma mistura perfeita de thriller com ficção cientifica com distopia com sal e pimenta e tudo para ser brutal. Andamos a história toda às voltas e voltas com o nosso agente secreto, a temer por ele, a sofrer com ele, a soltar exclamações em locais públicos, sempre que lhe acontecia alguma coisa e, acreditem que lhe acontece muita coisa mesmo, para no final ficarmos simplesmente de queixo caído. Foi sem dúvida dos finais ou das revelações, mais surpreendentes que já li num livro. A forma como a história nos vai sendo revelada, muito a conta gotas, serve para nos prender à leitura e nos fazer ler a um ritmo frenético. No final ficam imensas dúvidas sobre o que vai acontecer a seguir, mas não só. Foi um livro que me deixou com imensas dúvidas a nível de ética, de sentido, de evolução... ahhh bolas quero tanto falar com alguém sobre Pines!
Agora vem a pior noticia... na feira... não comprei o 2º volume da trilogia. Tenho o 3º porque me ofereceram, mas e o 2º? Nop. Sabem bem que todos os anos compro demasiados livros e que uma das coisas que queria começar a evitar fazer, era comprar trilogias completas sem ler pelo menos o primeiro livro. Falho sempre em concretizar isto. Desta vez lá aguentei, comprei só o primeiro e agora olha, lá terei eu de continuar a feira do livro no site da wook, porque ficar sem ler Pines, nem pensar. Mais uma vez, não se deixem enganar pela sinopse curtinha, pelo agente secreto e pelo mistério em torno do mesmo. Este livro é 5 estrelas e vale bem a pena ler. 

 
Sinopse: O agente secreto E. Burke chega a Wayward Pines com a missão de encontrar dois agentes que desapareceram. Logo ao chegar, sofre um violento acidente e acorda no hospital: sem documentação, sem telemóvel, sem a pasta. À medida que a investigação avança, as dúvidas são numerosas e inquietantes. Burke afasta-se cada vez mais do mundo que pensava conhecer e do homem que pensava ser. 

Até que esbarra numa dúvida aterradora: será ele capaz de sair dali?

domingo, 29 de maio de 2016

Dicionário de Sonhos - Divulgação

Recentemente chegou cá a casa este livro. Não podia ter calhado melhor. Diz-se por aí (no submundo) que as grávidas têm sonhos muito estranhos. Confere. Confere para todas as grávidas menos para mim. Sempre tive os sonhos mais marados e estranhos do mundo. Cheios de criaturas nojentas, situações super caricatas, bichos, N coisas que me faziam pular da cama. Engravidei e capuft. E tudo o sono levou. É raro lembrar-me dos meus sonhos e quando lembro são sempre sobre coisas banais do meu dia a dia e que facilmente consigo processar. 
Por isso, quando no outro dia acordei sobressaltada porque estava a sonhar com um ex namorado, fui logo consultar o livro. Não me ajudou propriamente, na medida em que não há assim a explicação perfeita. Mas eu arranjei uma, não vá o rapaz ler isto, ou mesmo o pai da minha criança =)
O ex aqui da je, já é pai. Foi pai duas vezes. Agora que estou prestes a entrar na mesma fase que ele, dou por mim montes de vezes a perguntar se ele é feliz. Não com aquele intuito mesquinho sabem, mas genuinamente, gostava de saber se ele está bem, como estão as crianças, se está feliz, se ser pai é tudo aquilo que ele sempre pensou. Cenas. Acho que foi por causa disto que sonhei com ele, porque na realidade não vejo outra explicação. Uma coisa gira que este livro trás é um diário, onde podemos anotar aquilo que sonhamos assim como desenvolvimentos importantes sobre o resto do dia. Ao final e algum tempo sei que isto dá para ser tudo analisado e que nos ajuda a realmente processar os nossos problemas. Gosto muito. Se se interessam por este tipo de temáticas não deixem de dar uma vista de olhos a este livro. A edição é linda, de capa dura com sobre capa. Vale a pena =)

sábado, 28 de maio de 2016

A Livraria dos Finais Felizes - Opinião

Opinião: Provavelmente um dos livros mais desafiantes que li este ano. Não que tenha lido muitos, mas se tivermos em conta que li um calhamaço de mil e tal páginas, dizer que este menino de 500 foi exigente, é dizer muito. Mas a verdade é mesmo esta. A Livraria dos finais felizes, foi um dos livros mais bonitos que já li mas também um dos mais puxadotes. Houve vários momentos em que senti que estava a ler dois livros diferentes, mas já lá vamos.
Este livro conta-nos a história de Sara, uma jovem sueca que dá início a uma troca de correspondência com uma velhota americana. As duas partilham o amor pelos livros e, para além de trocarem cartas onde se dão a conhecer, passam também a trocar os ditos. A Sara envia, por exemplo policiais nórdicos, e a Amy, alguns clássicos americanos. A amizade entre as duas evolui de tal forma que Sara se vê a ser convidada para ir passar férias à pequena localidade de Broken Wheel. Como a própria sinopse indica, quando ela lá chega, depara-se com uma situação totalmente inesperada e que vai dar inicio a todo um novo rumo na história. 

Dizer que este livro é perfeito para todas aquelas pessoas que gostam de ler, é dizer pouco. É-o de facto, mas também é muito mais. Uma verdadeira lição sobre como objectos tão simples como livros, podem de facto ajudar as pessoas em momentos de grande aflição. Gostei muito desta história mas poderia dizer que se encontra claramente dividida em duas partes. Numa primeira fase de leitura, acompanhamos a Sara os seus devaneios, os dilemas morais com que se depara e todas as suas dúvidas. Tornou-se por vezes massudo, pelo menos para mim. No entanto, do nada, o livro assume um tom mais leve e romântico, o que acabou por o salvar. Há quem tenha preferido o contrário, portanto este livro dá para os dois lados. A escrita é linda e com algum nível de profundidade que me espantou. Não esperava. Especialmente porque tinha este livro em wish (mas em inglês) há algum tempo e pela capa americana, sempre julguei que se tratasse de um livro super divertido. Tem os seus momentos, mas é muito mais do que isso.   
É um livro que fala sobre livros. Que nos dá a conhecer novos autores e que nos desperta a curiosidade face a várias obras. Dá realmente vontade de pegar em N histórias depois de ler este e, acabamos a dar por nós a pensar na frase que figura na capa do mesmo. Há sempre um livro para cada pessoa e uma pessoa para cada livro, algo assim. E é isto que a nossa personagem faz. Abre uma livraria e acaba por ir conhecendo as pessoas através dos livros que lhes dá e vice versa. Só houve uma coisinha que não apreciei tanto. Pelo facto de ser um livro que fala de outros livros, nomeadamente alguns clássicos, houve uma situação em que fui completamente spoilada sobre uma história, que por acaso figura na minha estante como um dos livros que mais quero ler. Fiquei não só a saber o cerne do enredo como o final em si. Passei-me claro. Mas depois também é aquela cena... são clássicos caramba... lê mas é e cala-te. Resumindo e baralhando, recomendo obviamente a todos os livrólicos que por aí andam, mas vão preparados, que a leitura não é assim tão fácil quanto isso. Mas o final compensa, ahh se compensa.

Sinopse: Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores 

amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores, que a fazem viver sonhos, viagens e paixões. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel. A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro. E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e, talvez, um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas gente, mas de grande coração, encontrará amizade, amor e emoções para viver. E finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Pacto #1 - Opinião

Opinião: Começo esta opinião por dizer que passadas algumas horas desde que terminei a leitura deste livro, ainda me sinto meio apanhada de surpresa pelo simples facto de ter realmente gostado daquilo que li. Se acompanham o blog com regularidade, sabem que eu e romances eróticos não nos damos bem. Temos assim uma relação de ódio-ódio. Ainda não houve um único livro dentro do género que eu tenha gostado, no entanto, verdade seja dita: o que é que eu já li, que se enquadre no género e que eu não tenha gostado? 1 livro. Apenas 1 livro e foi o suficiente para classificar todo um género como fraco. Não preciso de relembrar que esse livro foi as 50 sombras de cóco e que o odeio de morte com todas as forças do meu ser. Acho que aquilo que tenho dito que não gosto é da forma como determinadas cenas são retratadas pelos autores em diferentes livros de diferentes géneros. Como por exemplo em Outlander. O que que este livro fez, foi obrigar-me a dar um dedinho à palmatória, porque na realidade gostei bastante dele.
Estamos perante um livro New Adult com uma forte componente erótica mas que não é o foco principal da história. Talvez isso tenha ajudado ao facto de ter gostado tanto. Acompanhamos duas personagens principais que, como o próprio nome do livro indica, fazem um pacto que os compromete a ajudarem-se um ao outro com diferentes objectivos. Ambos têm um passado conturbado que, longe de ser novidade neste tipo de histórias, ajuda a dar alguma profundidade à leitura. Hannah é uma menina certinha e Garrett um bad boy, no entanto, as coisas não são assim tão preto no branco e também os papeis se podem inverter de vez em quando. Gostei muito da forma como o Garrett ajuda a Hannah a soltar-se e a confiar mais, não só nas pessoas, mas também no meio que a envolve. Mas gostei principalmente da forma como a Hannah, sem realmente se aperceber, acaba por ajudar o Garrett em mais que uma forma.
Não estamos perante um livro mega elaborado, super dramático e com uma grande carga emocional. Mas somos antes confrontados com um livro muito fácil de ler, muito simples a nível de escrita e com uma construção de história que faz sentido. Este ultimo aspecto foi aquele que mais gostei. A escrita é aquilo que se esperaria de um romance New Adult. Alguns palavrões pelo meio, algum calão que em algumas situações me desagradou; sempre que leio coisas como o meu pau isto ou aquilo, dou por mim a perceber que me estou a tornar uma careta de 30 anos e tenho de me forçar a lembrar, que as personagens do livro estão nos 20 e que para além disso, são americanas. Que me perdoem o juízo de valor... mas a sério... ler estes livros ou ver um filme sobre uma qualquer faculdade americana e os seus jovens e festas de fraternidades é quase a mesma coisa. Mas neste caso a história foi bem construída. Não temos o típico amor instantâneo ou os habituais dramas de filme. 

Temos uma relação que começa com bastante indiferença, avança para a amizade e culmina num romance hot hot hot, capaz de nos fazer ler compulsivamente até às 2 da manhã. Acordei por volta das 8, após ter sonhado com as personagens e, atirei-me imediatamente à leitura do livro. Por volta do meio dia tinha terminado.
Não tenho na realidade, melhor elogio que este a fazer ao livro em si. É uma leitura viciante que dá início a uma nova série que espero, sinceramente, que seja publicada pela Suma em Portugal. Já sei que o foco dos restantes livros irá ser nas personagens que rodeiam a Hannah e o Garrett, mas honestamente, se forem tão aditivos quanto este, nem me importo muito. 



Sinopse: Hannah Wells encontrou finalmente aquela pessoa. Segura e confiante em todas as outras facetas da vida, enfrenta uma série de receios e inseguranças no que toca a sexo e sedução. Se quiser prender a atenção da sua nova conquista terá que sair da zona de conforto... Mesmo que tal signifique ter que aturar o arrogante e infantil capitão da equipa de hóquei... E vai ser tão bom. 


Ser jogador de hóquei profissional foi tudo o que Garrett Graham sempre quis, mas as notas de final de formatura ameaçam deitar por terra este sonho, pelo qual tanto tem lutado. Se ajudar uma morena, muito gira e cheia de sarcasmo, a fazer ciúmes a outro lhe garantir a posição na equipa, que seja! Mas um inesperado beijo leva-os às cenas de sexo mais incríveis das suas vidas, e não vai levar muito tempo até que Garrett perceba que fingir não será o caminho... Terá, sim, que convencer Hannah de que o homem que ela procura se parece em tudo com Garrett. Elle Kennedy é autora best seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Escreve romances de suspense e eróticos contemporâneos. Heroínas fortes e sensuais, e heróis sexy e musculados são marca dos seus livros, temperados com muito «calor» e alguns perigos, pelo que já conquistou um vastíssimo público leitor

domingo, 24 de janeiro de 2016

Fala-me de um dia Perfeito - Opinião

Opinião: Hoje venho falar-vos de um dos livros que se tornou um favorito de 2015. Fala-me de um dia Perfeito, de Jennifer Niven. 
Favorito porque me marcou profundamente; porque me fez rir à gargalhada e chorar desalmadamente. Sim, é um desses livros.
Penso que falei sobre este livro mais em detalhe no vídeo de leituras do mês de Outubro e Novembro, no entanto, e como prometi actualizar o blog antes do ano novo (ainda estou a tempo), tenho de escrever sobre ele.
Foi um favorito. Não sei quanto a vocês...mas eu sinto que tenho sempre mais dificuldade em falar ou escrever sobre livros que gostei muito, do que todos os outros. As opiniões tornam-se confusas, repetitivas e andam sempre à volta do adorei adorei adorei, pois eu sou aquela pessoa cuja vida se rege pelo 8 ou 80. Mas vamos lá... alerto desde já que a coisa pode ficar confusa, assim como para o facto de todas as informações que vou dar sobre o livro, constarem tanto da sinopse portuguesa, como da original em inglês.
Esta história é-nos contada sob o ponto de vista de duas personagens: a Violet e o Finch. São ambos muito diferentes um do outro. Ele é o típico rapaz sofrido e "renegado" da escola. Giro mas estranho e que, por esse motivo, é posto de parte. Ela a típica menina bonita americana, que é popular e conhecida de todos. Encontram-se no topo da torre mais alta da escola, onde acabam por se ajudar um ao outro. Ambos tinham razões para estar naquela torre, naquele dia e, a partir desse momento, o Finch passa a tentar ajudar a Violet, no sentido de perceber o que é que leva a menina perfeita a querer estar no topo da torre.
Este livro é mais que uma história de amor... é a prova de que quando queremos muito, e independentemente da nossa idade, conseguimos realmente fazer a diferença na vida dos outros. Ainda que o resultado final nem sempre seja aquele que nós esperávamos. Longe de ser o típico YA levezinho e rasca, este livro atinge uma profundidade absolutamente real e tocante, pois lida com problemas muito sérios na adolescência, tais como depressões e outros problemas mentais. Mas é sobretudo um alerta, para que estejamos atentos a vários sinais que os jovens nos dão e que muitas vezes teimamos em ignorar. Quando por vezes achamos que determinado comportamento é típico da idade, vale a pena olhar duas, três vezes, só para ter a certeza e, procurar ajuda nos momentos certos, sem vergonha.
Adorei este livro. É fácil perceber porque é que se tornou um dos favoritos do ano. Agarrou-me sem eu perceber que isso estava a acontecer. Comecei a ler e quando dei por ela, já não havia volta a dar. O meu coração ficou desfeito e isso deixa marcas profundas num leitor. Vale a pena referir que é um livro incrivelmente bem escrito (mas não pretensioso) e que é baseado na própria experiência da autora, o que de facto se nota na história que ela nos conta.
Resta-me terminar dizendo que o recomendo a todos os leitores que se encontram dentro da faixa etária de um young adult, seja adolescentes, mas também a pais e educadores que se preocupam com a temática. Tenho ainda que agradecer à editora pelo envio do livro (aliás por todos aqueles que se estão a acumular)... porque com este, acertaram em cheio! 


Sinopse: Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.





segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pura Coincidência - Opinião


Antes de mais é importante explicar o porquê do livro Pura Coincidência constar das leituras feitas para o projecto Boohoo.
Se viram o vídeo de leituras sabem, que este livro não constava da tbr do horror. Não é um livro claramente de terror, nem contém aspectos do género fantástico pelo que, à partida não faria sentido constar da mesma. No entanto, e à medida que fui vendo que não ia conseguir dar vazão a tudo o que tinha para ler, decidi incluir este thriller psicológico na lista. Afinal de contas considero que o mês do horror tem de incluir aquilo que mais nos assusta ou fascina e, eu acho realmente que um bom thriller psicológico deve constar da lista. Por isso , aqui fica a opinião de um dos melhores livros dentro do género, que li este ano. 

Pura Coincidência conta-nos a história de Catherine. Ela e o seu marido Robert mudaram recentemente de casa e portanto ainda têm muita coisa para organizar. É num destes momentos de organização em que a Catherine dá conta de um livro que não conhece. Nunca antes o viu, mas parte do pressuposto que pertence ao seu marido e, é desta forma que o decide começar a ler. À medida que vai avançando pelas páginas, rapidamente percebe que aquele não é um livro qualquer. Aquele livro desconhecido conta a sua história. Algo que lhe aconteceu no passado e que devia permanecer assim. Enterrado no passado. Um segredo terrível que durante anos ocultou de toda a gente e que agora começa a vir à tona. 
Este livro é brutal! Alterna entre dois narradores, sendo um deles obviamente a Catherine, e o outro, o Stephen, um senhor já idoso e que à primeira vista não teria qualquer tipo de relação com a nossa narradora. É claro que à medida que a história avança vamos então compreendendo qual é o laço que os une e qual é então o cerne da história que o livro conta. Fenomenal. A escrita da autora conseguiu manter-me presa desde o começo sendo que não houve um único momento em que me tivesse apetecido parar. Página atrás de página, vamos tecendo teorias acerca do que poderá ter de facto acontecido, de tal forma que, são vários os momentos em que ora sentimos empatia pela Catherine, ora pelo Stephen, deixando de ser claro quem é que é a vítima na história. 
Quando no final tudo se esclarece, somos completamente apanhados de surpresa. De todas as ideias que fui tendo ao longo do livro, nenhuma se aproximava remotamente da verdade, pelo que a única coisa que tenho a dizer à senhora Renee é, touché! 
Sem dúvida que recomendo este livro a qualquer fã de uma boa trama. Longe de possuir violência física, é de uma brutalidade psicológica imensa e apesar de não ser o tipo de livro que termina com um final feliz, é o tipo de história que encerra de forma certa. 




Sinopse: E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa de cabeceira um livro com o título "O perfeito desconhecido". Não sabe como terá ido parar ao seu quarto ou quem o terá ali posto. Ainda assim, começa a lê-lo e rapidamente fica agarrada à história de suspense. Até que, depois ler várias páginas, chega a uma conclusão aterradora.

O perfeito desconhecido recria vividamente, sem esquecer o mais ínfimo detalhe, o fatídico dia em que Catherine ficou prisioneira de um segredo terrível. Um segredo que só mais uma pessoa conhecia. E essa pessoa está morta. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Último Adeus - Divulgação SUMA

Sinopse: Numa majestosa casa de campo inglesa um miúdo desaparece sem deixar rasto durante a festa do solstício de Verão. Apesar da exaustiva investigação policial não se encontra rasto algum. A família do miúdo, desfeita e desesperada, faz as malas, fecha as portas e regressa a Londres para nunca mais voltar.
Setenta anos depois a inspectora de polícia londiniense Sadie Sparrow, de visita na casa de seu avô em Cornualha, saí a correr pelo bosque e encontra uma mansão abandonada. Espreita através de uma janela e sente que alguma coisa terrível aconteceu nessa casa. Agora, cheia de curiosidade, esta decidida a descobrir que é o que aconteceu.

Sobre a Autora: Kate Morton, a mais velha de três irmãs, cresceu nas montanhas do Nordeste da Austrália, em Queensland. Formou-se em Arte Dramática e Literatura Inglesa e está a fazer o doutoramento na Universidade de Queensland. Vive entre Londres e Brisbane com a família.
É uma das autoras mais reconhecidas mundialmente: todos os seus romances alcançaram as listas de livros mais vendidos, estão publicados em 38 línguas e já venderam mais de 8 milhões de exemplares. 

Já nas livrarias

domingo, 30 de agosto de 2015

Finding Audrey - Opinião

 Opinião: Durante o mês de Julho tive a oportunidade de ler mais um livro de uma das minhas escritoras preferidas. Desta vez tratou-se do novo livro de Sophie Kinsella, Finding Audrey
Como já mencionei antes, várias vezes, Sophie é sem dúvida alguma a minha escritora de eleição para quando preciso de relaxar. Dar umas boas gargalhadas, não pensar muito e acabar a leitura com um sorriso na cara. A autora tornou-se facilmente numa das minhas preferidas dentro deste género, o chamado chick Lit. No caso deste seu novo livro, a autora decidiu aventurar-se num género novo, o young adult, ou jovem adulto. Confesso que tinha alguns receios no começo do livro aproposito do aspecto YA da coisa. Receios totalmente infundados como se veio a comprovar. Aliás, eu arrisco-me a dizer, que só mesmo Sophie Kinsella para me fazer gostar de um YA. 
Este livro conta-nos a história de Audrey, uma jovem de 14 anos que está a passar por uma fase muito complicada na sua vida. Como se já não bastasse ser adolescente e ter de lidar com as hormonas todas baralhadas da idade, a Audrey sofre de crises de ansiedade, a um grau altamente elevado. Chega ao ponto da mesma não conseguir sequer estabelecer contacto visual, olho no olho, com ninguém, daí o uso de óculos escuros sempre. Apesar de fazer terapia e de ter um forte suporte familiar por trás, são várias as dificuldades com que a nossa protagonista tem de lidar no seu dia a dia. Ao longo do livro vão-nos sendo dados indícios do que foi que aconteceu com ela, para a deixar naquele estado. Sabemos que foi um problema na escola, que algo sucedeu com as colegas e que foi grave. Mas nunca ficamos a saber exactamente o quê. Saltando já algumas partes, aproveito já para dizer que este foi talvez o único aspecto que não gostei tanto na história. Eu queria saber o que aconteceu em concreto. Se é muito relevante que não se saiba? Não, mas daria todo um contexto mais sólido à coisa. 
Mas enfim, continuando. A sinopse engana imenso e odeio-a profundamente. A Audrey conhece um rapaz, sim, típico de um livro YA, mas não é este romance súbito que a salva e a resgata do seu problema, apesar de ser isso que a sinopse nos diz. Este rapaz é pintado como um cavaleiro de contos de fadas que aparece para a salvar e, ainda que ele tenha de facto um papel muito importante na história, ele não é o todo do bolo. Por isso, se ao lerem a sinopse ficarem de pé atrás por pensarem que isto vai ser só um livrozeco com um romance adolescente, esqueçam, porque é mais do que isso. Acho que aquilo que mais passa para o leitor e que mais agrada a tantos e, que, a autora conseguiu fazer com um talento incrível, foi apresentar-nos uma família completamente louca mas que é de facto a base para a recuperação da Audrey. Toda a dinâmica familiar apresentada neste livro é de chorar a rir, mas assim, literalmente. Aquela mãe é completamente doida, mas ao mesmo tempo super real. Ainda que nos possa parecer que muito do que ali se passa é exagerado, no fundo não é. Basta que nos lembremos de como era ser adolescente.
Ao longo do livro vamos acompanhando o progresso da Audrey, numa descoberta pessoal, mas também do mundo que a rodeia. Vamos ainda seguir o "drama" que a família atravessa com o irmão da Audrey e chegar à sua conclusão com um sorriso enorme! Eu adorei este livro. Ainda não li um livro da autora que me desiludisse de alguma forma. Ela promete, ela cumpre. Se o conteúdo dos livros dela é alguma coisa por aí além? Não, não é, mas honestamente quem se importa com isso? Falando por mim, eu preciso de leituras leves volta e meia e de dar umas boas gargalhadas com os livros e, convenhamos, isso acontece muito raramente. Com Sophie Kinsella é garantido que nos vamos divertir e portanto eu recomendo imenso que leiam esta senhora, caso ainda não a conheçam. 


Sinopse: An anxiety disorder disrupts fourteen-year-old Audrey’s daily life. She has been making slow but steady progress with Dr. Sarah, but when Audrey meets Linus, her brother’s gaming teammate, she is energized. She connects with him. Audrey can talk through her fears with Linus in a way she’s never been able to do with anyone before. As their friendship deepens and her recovery gains momentum, a sweet romantic connection develops, one that helps not just Audrey but also her entire family.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Atenção atenção!!!!


O Mil Folhas tem o prazer de informar, que a partir de hoje vai poder contar com o apoio das editoras que compõem o grupo da Penguin
Podem retomar eheheheh =)