quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Hygge - Ser feliz à Dinamarquesa - Opinião

Opinião: Não é este o livro perfeito para iniciar um novo ano de leituras? Para mim foi.
Passa já algum tempo desde a ultima vez que escrevi no blog. Isto da maternidade rouba mais tempo do que aquele que eu pensava e portanto, tempo para ler (ou vontade) é escasso. Não me façam falar da pilha de livros enormesca que tenho por ler. Shame shameeee.
Hygge foi a minha primeira leitura do ano. Um livro pequeno, escrito de forma simples e apresentado de uma forma original, cativou-me desde o primeiro momento em que o recebi.
Hygge explica-nos o segredo para ser feliz, tal qual o povo dinamarquês é. No fundo é isto.
Falo por mim que sou um bocado obcecada por tudo o que vem do norte da europa (escolas, decoração e sociedade quase perfeita), já calculava que o segredo da felicidade fosse algo simples assim. No fundo todos temos nas nossas casas e vidas coisas que são Hygge e com imenso potencial para ser feliz à dinamarquesa. Desde almofadas aos montes, velas (que só acendemos quando falta a luz), chocolates, amigos...não se trata de um livro simplório, mas no final entendemos que é preciso muito pouco para ser feliz.
Decidi apresentar-vos à minha casa e às coisas que tenho que a tornam Hygge =)
A minha sala de estar está, como as vossas provavelmente, repleta de livros. São mais que as mães, como se diz. Isto é Hygge. Deixa-me feliz. Também tenho montes de mantas na sala e almofadas. No começo tudo combinava com tudo. Agora começa tudo a ficar desemparelhado, mas até gosto mais assim. Confortável e quentinho. Tenho uma lareira, que apesar de ser mega mega Hygge é uma treta para limpar e manter acesa. Serve para a decoração. Velas aos montes, sofás e vários pontos de luz. Check
No corredor é para esquecer. Há quase 2 anos nesta casa e ainda não pendurei quadros, espelho ou decorei de todo. As cartas das contas pagas, facturas e recibos acumulam-se no móvel da entrada. Not cool. Not Hygge. Reformular: em processo.
Na cozinha tenho uma ou outra manta...acontece, elas vão atrás e por lá ficam. É SUPER HYGGE. Se está frio na cozinha porque não? Também mantenho os livros de culinária por lá, assim como quadros magnéticos onde eu e o meu marido escrevemos uma data de tretas um ao outro. Desde o ocasional, falta comprar pão, ao, és um tóto. Só falta ter sempre um bolo quentinho acabadinho de fazer para ser Hygge. Um dia lá chegaremos. 

Os quartos são Hygge nos dias em que são limpos. LOOOL triste mas é verdade. Têm tudo para ser um must. Almofadas, cabeceira bonita, colcha quente, mantas, velas, fotos, livros, brinquedos. Mas a desarrumação é tudo menos Hygge. Ninguém é feliz a viver no caos.
As casas de banho...digamos que é complicado ter uma casa de banho Hygge quando se pisa areão dos gatos. Mas um dia a coisa melhora; quando eles aprenderem a manter a areia dentro da caixa.
Mas e no resto da vida? Temos amigos, boa comida, bom tempo, relativa paz social. Tudo para ser feliz à dinamarquesa. Porque será que não somos?
Leiam e logo falamos? Combinado?

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Sinopse: Porque é que os dinamarqueses são tão felizes? Hygge é a resposta. 

Mas o que é hygge? A palavra é tão impossível de traduzir como difícil de pronunciar (huga é uma aproximação). É um conceito muito fácil de inserir no seu estilo de vida e que lhe trará serenidade, proximidade e felicidade. Para o conseguir, deve identificar pequenas «bolhas de união», rituais simples que alimentam a alma.

"Hygge — Ser Feliz à Dinamarquesa" apresenta uma série de ideias específicas para incluir o hygge na sua vida. E é garantido que se investir num pouco de hygge duplicará em felicidade. Afinal de contas, cinco milhões de Dinamarqueses não podem estar enganados.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

2 meses de ti

Falta 1 dia para fazer 2 meses que nasceste. No fundo isto é um bocado como uma casa dos segredos. São 24 horas sob 24 horas sempre contigo...2 meses mais parecem 4. O primeiro mês foi tão difícil bisnico. Ainda bem que já passou e que já nos adaptámos um ao outro. Tu ao meu colo, e eu aos teus braços. Mas foi tão complicado amor. Sei que um dia vais perguntar à mãe e ao pai como se fazem os bebes e de onde vieste. Como foi que nasceste? O mais certo será a mãe pintar a coisa de forma muito cor de rosa, porque não vais precisar de saber o quão difícil foi ter-te.
Foi a pior experiência da vida da mãe. Nunca pensei que fosse ser assim mas nada me preparou para o nível de dor que senti e para a quantidade de sentimentos que tive. Se antes a mãe não conseguia falar sobre isso, agora começa a ser mais fácil, por isso, vamos meter tudo cá para fora, porque quando tiveres idade para ler isto, os blogs já não vão existir.
A mãe tinha muitas ideias sobre o parto. Ideias muito bem definidas sobre o que queria e o que não queria que acontecesse no momento em que nascesses. Correu tudo ao contrário. Começou tudo 6 dias antes de tu nasceres. Sim amor. A mãe andou 6 dias a sofrer antes de nasceres. Fui ao hospital fazer uma ultima avaliação antes do parto e, a querida médica realizou um procedimento na mãe que se chama descolamento de membranas. Sem o consentimento da mãe. Todas as mulheres se queixam do toque. Mas o toque não dói. O que dói é quando o médico em questão decide forçar e acelerar o parto. Sem motivo. Percebi logo que alguma coisa estava mal, pois assim que a médica o fez, e desde esse dia, que a mãe começou a perder sangue. Fiquei tão triste com ela, tão zangada. Sempre quis que nascesses quando tu quisesses e não quando um qualquer médico decidisse, apenas porque sim.
3 dias antes de nasceres a mãe começou a ter contracções. Dolorosas, mas irregulares. Um dia antes a mãe foi ao hospital. Já não estava a aguentar; mas sabes o que aconteceu? Mandaram a mãe para casa. Porque estavam sem camas. Perguntaram se me importava...visto que vivia perto. Assim foi. Voltei para casa mais o pai e as horas seguintes foram passadas em stress com dores intensas que se tornavam cada vez mais fortes e regulares. A mãe começou a apontar num papelinho tudo... aguentei 3 horas com contracções a cada 5 minutos, até que tivemos de ir para o hospital. A mamã deu entrada à 13 da tarde e tu nasceste no dia seguinte por volta da 1 da manhã. Foi tão mau bebe. A mãe queria que tu nascesses num ambiente calmo e descontraído, independentemente de saber que ia ser doloroso, se tudo à minha volta estivesse calmo, a mãe era capaz de se manter assim. Durante o trabalho de parto, a mamã ficou num quarto com o pai, sozinhos e descontraídos, a ver as horas a passar, a aguentar as dores. Fui para o chuveiro, brinquei na bola de pilates, ouvi música, brincámos com a situação e sonhámos com o momento em que te fossemos ver. 

Quando chegou a altura de nasceres, chegou uma enfermeira parteira. Era ela que ia fazer o teu parto. A mãe pensou que a coisa ia ser mais rápida confesso. Pensei que fazia força 5 vezes e tu nascias. Mas não. Passaram 2 horas e a mãe estava a ficar esgotada. Mas a verdade é que a coisa só começou a correr mesmo mal quando todo o pessoal do bloco de partos, que não tinha mesmo mais nada que fazer, decidiu entrar no meu quarto e assistir. Começaram a brincar com a situação, a fazer jogos umas com as outras. Duas quase que fizeram um dó li tá para decidir quem é que ia tirar-te dentro de mim. Sabes bebe, a mãe não tinha epidural. Senti tudinho e entrei em desespero. Gritei tudo o que tinha para gritar e entrei em pânico, em choque. Lembro-me de ter duas enfermeiras em cima da minha barriga a empurrarem-te. Como não conseguiram, fizeram um nó num lençol para te empurrar. Também não resultou. Chamaram a médica para te tirar com ventosas e lá acabaste por nascer. Era tanta a confusão, tanto o barulho, tanta gente na brincadeira, que a mãe, mesmo depois de te ter cá fora a chorar, continuava a implorar para que aquilo chegasse ao fim. Todas as senhoras presentes continuaram na brincadeira, até que uma diz: acho que a mamã está em choque. E foi quando se lembraram que eu tinha exigido que viesses para os meus braços assim que nascesses. Só me acalmei, e só caí em mim, quando finalmente te recebi nos meus braços e te pousei no meu peito. Senti o teu cheiro e olhei bem nos teus olhos, que me fitaram com uma intensidade tal, que posso seguramente dizer, que nunca ninguém olhou assim para mim. Troquei contigo mil palavras em silêncio que ficaram todinhas guardadas para mim e montanhas de carícias. Quase 2 meses e nunca mais te quis largar. 
Hoje tive de te deixar pela primeira vez sozinho com o pai durante umas horas. Passei o tempo todo a pensar em ti; todo o meu corpo reagia só de te imaginar. Enfim. Está a ser a experiência das nossas vidas meu amor, onde cada dia é uma descoberta para os dois. Amo-te incondicionalmente, cada dia mais e mais... acho que este amor nunca vai ter fim.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - Opinião

Opinião: Durante muito tempo recusei-me a ler este livro e continuo a ter uma opinião sobre ele e a sua necessidade, muito vincadas. 
O mundo Potter tem sido durante anos, explorado até ao limite e, não me parece que tão cedo a loucura vá acalmar. Cada vez mais me parece que o universo Potteriano poderá ficar para a história, um bocadinho à semelhança da Guerra das Estrelas. Claro que para quem é fã, isto é fantástico e queremos sempre mais. Mas, e sei que não falo só por mim, queremos sempre mais e melhor, sempre com qualidade. Queremos aquilo que queremos e não migalhas que nos enganem o estômago. É isto que este livro representa para mim. Apesar de ter gostado muito da história apresentada, do desenvolvimento e desfecho (não esquecendo nunca que se trata de um guião de peça de teatro) este livro serve para enganar o estômago. Serve para calar bocas durante algum tempo.
Afinal de contas já lá vão alguns anos desde que o ultimo livro da saga saiu. Todo o fã queria e chorava por uma continuação. Talvez não imediata, mas dali a uns bons anos. Quando se houve falar deste livro fica toda a gente em alvoroço e depois vai-se a ver e é apenas um guião. Não chega, não é suficiente. A história apresentada é gira e divertida, cheia de momentos tensos e com algumas surpresas e revelações que sei que vão ao encontro daquilo que os fãs queriam. Mas bolas, seria tão bom ler esta mesma ideia num livro composto, com pés e cabeça, com capítulos em vez de actos e cenas. Teria sido tão mais bom pegar nesta ideia e trabalhar a coisa a sério. Fiquei desiludida. Contente e de coração meio cheio por poder voltar a este universo, mas triste por ser apenas aquilo.
Está prestes a sair mais um filme relacionado com a saga, desta vez sobre os monstros fantásticos. E não é que a coisa vai ser transformada num livro que não existe? Isto faz algum sentido? Porque é que se estica tanto a corda a estas cenas e quando é que isto irá abrandar? Quando é que já chega? Adiante...sobre o livro, adorei o Scorpius. Foi a minha personagem preferida desde o começo da peça. Todas as outras continuam iguais e mesmo as novas personagens, como os filhos do Harry, são muito cócos, tal como os imaginava. O Harry continua parvo... o que dizer mais.
Fez-se justiça pelos Slytherin e mais não digo. 

Faz-te Homem - Opinião


Opinião: Este foi o ultimo livro que li antes de ser mãe. O que não deixa de ter a sua piada. Momentos antes de ir para o hospital e já com contracções, estava a terminar este livro de crónicas.
Faz-te homem é uma compilação de crónicas escritas por Luís Coelho que, entre outras coisas, é também humorista. Confesso que estava muito reticente acerca deste livro. Afinal de contas chama-se Faz-te homem, e na badana do livro menciona os assuntos ali tratados, entre eles, futebol, gajas e vaginas, exactamente com estas palavras (acho interessante que o meu corrector ortográfico não reconheça a palavra vagina; parece que de repente se trata de uma coisa obscena).
O prefácio é de Rui Unas e é tão engraçado quanto o livro em si. É no prefácio que lemos que este livro não é para homens e que as mulheres o podem ler, sem ter medo de se depararem com textos machistas. Confere. Li-o todo de uma assentada. É muito divertido se bem que, possivelmente não agrade mesmo a todas as mulheres. Muitas das suas cónicas relatam o dia a dia com uma mulher e o partilhar de uma casa com uma. 

Que hilariante! Identifiquei-me tanto tanto e, durante o tempo todo, estava a interromper a leitura para ler passagens ao meu marido. A crónica estilo BBC vida selvagem, levou-me às lágrimas de tanto rir (se bem que na altura já estava difícil distinguir as lágrimas de riso das de dor). Será sem dúvida um livro interessante para dar ao ler ao macho lá de casa, especialmente aquele que se enquadra no género macho latino. Estas crónicas iram sem dúvida baixar-lhes a garipa e, em alguns casos, elevar a auto estima das esposas. 



Sinopse: Gajas, porrada, copos, carros, pêlos no peito, futebol, gadgets, bares de strip, rabos, regabofe, vaginas. Este livro é de homem! Neste manual de instruções para que o leitor se faça homem, Luís Coelho trata as inquietações mais prementes e profundas do homem moderno com humor e inteligência. Um livro com a garantia de lhe fazer crescer pelos onde só o Tony Ramos os tem.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Considerações acerca da maternidade


Decidi passar para o blog os pequeninos itens que tenho partilhado às tantas da manhã, no facebook.
São pensamentos absolutamente random que, juro, atravessam realmente a minha cabecita. Não têm sido tempos fáceis, sobretudo as noites. Diria mesmo que a pior coisa na maternidade é a privação de sono. Deixa-nos absolutamente tantans. Acredito que a coisa passe, daqui a uns 6 anos. =)
Dia 25 de Outubro:


Considerações acerca da maternidade à meia noite #3
Banda sonora da noite: sou mãeeee solteira lalanlalalala

463. Filho, esta semana estamos sozinhos de noite. O pai foi trabalhar. Vamos ter juízo sim?
464. De noite tudo fica mais assustador.
465. Será que o som da chuva tem um efeito calmante? Vamos ver? Ala pa camita bisnico.


Dia 23 de Outubro:


Considerações acerca da maternidade à 1.30.. #3
21. Filho..estás desde as 18 acordado... Me go crazy bananas me want cookieee por favor dormeee
22. Uhhhhh queimei...


Dia 21 de Outubro:

Considerações acerca da maternidade às 6 da manhã #2
11. Não bebe não pode ser,estás todo transpirado e a mãe tb. Agora vais para o teu ber...pronto anda cá, ficas aqui com a mamã. 
12. Mamã, porque é que dormiste de óculos? 
13. Tenho fome...ou será sede? Ou xixi? 
14. Bem bom 6 da manhã heiii
15. E se acordarmos o pai sem querer só pa ser chatos? Nahh
16. Acordámos os vizinhos be. 5 pontos! 
17. Já mamaste tudo? Pronto então arro...e bolsou... 
18. Em quantas mudas de roupa vamos hj? 
19. Sabias que há un spa para bebes? Será q há um para mamãs?
20. Eu n durmo, tu n dormes, o pai dorme, os gatos dormem, os vizinhos dormiam, nós dormiremos..eventualmente.


Dia 20 de Outubro:

Considerações sobre a maternidade às 2 da manhã: 
1. São precisas 2 pessoas e 2 gatos para cortar as unhas a um bebe.
2. Tomar banho ou fazer xixi são bens menores. Ninguém precisa deles. 
3. Ouvir o marido a dormir profundamente é enervante.
4. Mas os palpites não param? 
5. Não posso adormecer a amamentar
6. Sono...sono sono sono sono sozzzzzzzzzzzz no sono 
7. Mas ainda agora te mudei a fralda! Ainda agora comeste! Ainda agora adormeceste! 
8. Comer ou dormir... Heis a questão. 
9. Acho que já tás a ferrado, vou deitar te no ber... Nop esquece
10. Sono sono sono.zzzzzzzz


domingo, 9 de outubro de 2016

As primeiras Quinze Vidas de Harry August - Divulgação


Disponível desde o dia 7 

Sinopse: Harry August não é um homem normal. Porque os homens normais, quando a morte chega, não regressam novamente ao dia em que nasceram, para voltarem a viver a mesma vida mas mantendo todo o conhecimento das vidas anteriores. Não interessa que feitos alcança, decisões toma ou erros comete, Harry já sabe que quando morrer irá tudo voltar ao início. Mas se este acumular de experiências e conhecimento podem fazer dele um quase semideus, algo continua a atormentar Harry: qual a origem do seu dom e será que há mais pessoas como ele? A resposta para ambas as perguntas parece chegar aquando da sua décima primeira morte, com a visita de uma menina que lhe traz uma mensagem: o fim do mundo aproxima-se.
Esta é a história do que Harry faz a seguir, do que fez anteriormente, e ainda de como tenta salvar um passado que não consegue mudar e um futuro que não pode deixar que aconteça.

Ainda aqui estou...


... só que melhor acompanhada do que antes e sem tempo sequer para abrir um livro, fazer xixi, comer decentemente ou tomar banho.
Sim, a coisa é assim tãoo critica e apesar de bater com a cabeça nas paredes pelo menos umas 20 vezes ao dia (culpa das fofas das cólicas e da privação de sono) o meu Lucas é a melhor coisa que já me aconteceu. Nunca pensei que era possível amar alguém assim, ou até, sentir algo tão primitivo como posse sobre alguém, qual animal selvagem. Posto isto, vamos lendo, mas a passo de caracol e, assim que houver tempo, passo por aqui mais vezes para vos actualizar, não só sobre livros, mas sobre esta grande aventura, que é ser mãe. Obrigada a todos pelas mensagens e miminhos que me têm enviado. Mãe e bebé agradecem. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Juro que o Lucas deu um pontapé!


Isto não se faz!!! Não há carteira que aguente! 
Sinopse: 

As irmãs Dulcie e May têm uma vida perfeitamente normal em Inglaterra… até ao dia em que o pai, por acidente, mata a mãe. Quando ele é condenado a uma pena por homicídio involuntário, as duas meninas ficam sozinhas no mundo.
É no orfanato que as irmãs percebem o verdadeiro significado da palavra crueldade. Mas a promessa de uma “vida melhor” na Austrália enche-lhes o coração de esperança… Infelizmente, a realidade reserva-lhes mais um duro golpe.
Será apenas muito mais tarde, ao conhecer o jovem Ross, também um “sobrevivente” dos orfanatos, que Dulcie tem um vislumbre da felicidade. Mas após uma vida a ouvir tantas promessas vãs, terá ela a força de espírito para confiar em alguém a ponto de lhe entregar o seu coração? E conseguirá ainda salvar May das garras de um destino trágico?
Baseado em factos reais, Confia em Mim podia ser a história de milhares de crianças vulneráveis, arrancadas aos seus lares e aos entes queridos em meados do século passado. Com a ternura a que já nos habituou, Lesley Pearse retrata a chocante realidade da migração.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Little Princess - Opinião

Opinião: Passou-se mais de 1 ano desde que comecei a ler este pequeno clássico infantil. 1 ano inteirinho em que intercalei montanhas de leituras com este livro, em que o parei mil vezes e o retomei outras tantas. Apenas para chegar a esta altura e acabar por desistir do mesmo. Já estava perto do final, mas não deu mais. Senti com esta história exactamente as mesmas dificuldades que tive com o Jardim Secreto, da mesma autora.
Em primeiro lugar, que edição linda a minha não é? É ainda mais bonita ao vivo e a cores e nas minhas mãozinhas e respectiva estante. Foi uma prenda das minhas queridas Cata e JoJo. Recebi-o pela altura da feira do livro no ano passado e, nem vos conto as voltas que elas me deram para me enganar acerca da pessoa que me tinha dado o livro. Umas doidas! Fiquei possuída, mas completamente enternecida com o gesto. Só elas mesmo para se preocuparem em oferecer-me edições lindas, das histórias que mais quero ler.
Este clássico infantil, à semelhança do Jardim Secreto, conta-nos a história de uma pequena menina que, mais uma vez à semelhança da Mary, fica orfã de pai, muito cedo. Um pai muito rico e com imensas poses, militar destacado na Índia, decide colocar a sua filha num colégio interno para meninas. Ali, Sara é tratada como uma princesa pelas colegas e pela professora responsável. Tem todos os luxos e privilégios que a maioria das suas colegas não tem. Mas quando o seu pai morre, toda a sua situação muda. Sara passa de princesa a empregada do colégio. Perde todos os seus privilégios e passa a ser realmente mal tratada pelo pessoal. Há no entanto uma coisa que ela nunca perde e trata-se da sua educação. Uma pequena cinderela cheia de bons modos. No meio disto tudo, ela nunca perde a sua capacidade de sonhar e de criar histórias e é num desses seus momentos de devaneio que vai conhecer alguém que vai mudar a sua vida. E foi por aqui que eu fiquei. E porquê? Porque se tornou previsível. Consegui antecipar exactamente o que ia acontecer e acabei por ter confirmação da Jojo. Se já não estava a gostar muito de ler o livro, quando fiquei a saber o que ia acontecer desisti de vez.
Basicamente tive com este clássico o mesmo problema de antes. A escrita da autora é tão, mas tão laboriosa e cheia de floriados que se torna extremamente cansativa. Mais uma vez a autora apresenta-nos uma personagem, que sendo uma criança, tudo nela grita adulto. Estamos a ler um adulto e não uma menina. E não gosto disso. Quem são as crianças que falam e pensam daquela forma tão profunda e tão filosófica sobre a vida? Poderia ser uma excepção, podia... mas se em dois livros se nota um padrão, então caramba. Fartei-me de assinalar passagens bonitas no livro e frases que me marcaram, o que serve para me deixar ainda mais desiludida por não ter terminado a história. Foi como se estivesse a ler dois livros diferentes. Um que em momentos era fantástico e profundo, mas que logo a seguir me batia que estava a ler sob o ponto de vista de uma criança e, as coisas perdiam o sentido. Foi isto que me fez desistir do mesmo e dar-lhe apenas 2 estrelas. Tem imensa qualidade e é absolutamente lindo. Mas não é o tipo de clássico para mim. 



Sinopse: Alone in a new country, wealthy Sara Crewe tries to settle in and make friends at boarding school. But when she learns that she'll never see her beloved father gain, her life is turned upside down. Transformed from princess to pauper, she must swap dancing lessons and luxury for hard work and a room in the attic. Will she find that kindness and genorosity are all the riches she truly needs?

domingo, 21 de agosto de 2016

The Merciless II - The Exorcism of Sofia Flores * Opinião

Opinião: "Neuza, não devias ler estas coisas!", dizem as amigas em jeito de preocupação disfarçada de brincadeira. Afinal de contas, faltam 4 semanas para o baby nascer e eu ando a ler livros de terror, com uma boa dose de sangue e de cenas gráficas. Ohh well...o que é que se há de fazer? Certamente que há alguma explicação cientifica para isto acontecer, especialmente porque sei de pelo menos mais uma pessoa que começou a ler mais livros arrepiantes, depois de ter sido mãe. Cá para mim suspeito que é o nosso instinto maternal que traz à tona as nossas defesas! Mas adiante =)
Há cerca de 2 anos li o meu primeiro livro da escritora Danielle Vega. The Merciless, um livro cor de rosa choque com um pentagrama invertido, dourado na capa. Vou partilhar mais à frente o vídeo de opinião que fiz sobre o livro, mas muito resumidamente, conta a história de um grupo de raparigas que decide fazer um exorcismo numa das suas amigas. A coisa descamba muito facilmente e acaba muito muito mal. O final foi o mais surpreendente para mim, porque mudou completamente a visão que estava a ter ao longo da história.
Neste segundo volume reencontramos a nossa protagonista Sofia, ainda a refazer-se de tudo aquilo que viveu e sem saber exactamente no que acreditar. Encontra-se num estado tal de ansiedade que sente que precisa de mudar de cidade (mais uma vez) e começar de novo noutro lugar. Infelizmente, às 15 páginas do livro dá-se uma tragédia e a sua vida, dá mais uma vez, uma volta enorme. O ambiente deste livro não podia ser mais diferente, e mais assustador, que o do livro anterior. Se antes acompanhamos um grupo de adolescentes meio (totalmente) psicopatas, num ambiente escolar e urbano, neste somos atirados para dentro de um colégio católico, daqueles bem antigos e muito assustadores. Sofia conhece amigas novas, professores novos e tem de lidar com todo um conjunto de regras às quais não estava habituada. Somos levados a acreditar que as coisas podem de facto ficar melhores para a pobrezita. Só que não, ou não se chamasse este livro, O Exorcismo de Sofia Flores
Não vale a pena entrar em muitos pormenores acerca do final, das reviravoltas e das conclusões. Ainda que acredite que não haja muito pessoal a ler Danielle Vega, não quero estragar as surpresas para os poucos que, como eu, são fãs da autora. Apenas posso adiantar que este livro é totalmente diferente do anterior. Com uma componente psicológica muito mais forte, faz-nos sentir um tipo de medo diferente do livro anterior. Levanta muitas dúvidas que no final, não se desvanecem facilmente. Aliás, ainda estou a tentar descortinar o que aconteceu! Tal como no primeiro livro, ou mesmo no Survive the Night, fica a dúvida: aconteceu? não aconteceu? é real? Imaginário? E agora?
Recomendo para todos os fãs de um bom YA assustador =)



(Vídeo de 2014 * tão noviiinha) 


Sinopse: Sofia is still processing the horrific truth of what happened when she and three friends performed an exorcism that spiraled horribly out of control. Ever since that night, Sofia has been haunted by bloody and demonic visions. Her therapist says they’re all in her head, but to Sofia they feel chillingly real. She just wants to get out of town, start fresh someplace else . . . until her mother dies suddenly, and Sofia gets her wish.
Sofia is sent to St. Mary’s, a creepy Catholic boarding school in Mississippi. There, seemingly everyone is doing penance for something, most of all the mysterious Jude, for whom Sofia can’t help feeling an unshakeable attraction. But when Sofia and Jude confide in each other about their pasts, something flips in him. He becomes convinced that Sofia is possessed by the devil. . . . Is an exorcism the only way to save her eternal soul? 
Readers won’t be able to look away from this terrifying read full of twists and turns that will leave them wondering, Is there evil in all of us?