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segunda-feira, 4 de julho de 2016
domingo, 29 de maio de 2016
Sobre a Feira do Livro * 2016
Fui ontem à feira
Com intenções de ir Feirar.
Com intenções de ir Feirar.
Dei uma volta à coisa,
E saí de mãos a abanar!
by: Neuza
by: Neuza
Gostaram do pequeno verso? É que foi mesmo isto que se passou, apesar de haver algumas pessoas que não acreditam em mim! Juro juro, que fui à Feira do Livro e não comprei nadica de nada. Pelo menos nada que dê para ler, porque 2 farturas vieram cá para casa. Fui ontem à Feira, especialmente para estar com amigas. E ia com dois sentimentos contraditórios: o de "bolas vou desgraçar-me". E o de "nhe de certeza que nada me vai entusiasmar".
O que acabou por acontecer foi um misto dos dois. Vi imensos livros que constam da minha wish e que gostava de comprar. Mas não vi, infelizmente, promoções que me puxassem por aí além. Acho que este ano toda a gente se vai queixar do mesmo. Por causa da lei do preço fixo, as promoções estão super limitadas. Vá... super não, ainda dá para fazer packs de livros interessantes. Mas eu, tal como a maioria das pessoas, sofre de um mal que se chama "Eu só quero as novidades mesmo que tenha livros mais antigos na wish não quero saber quero aquele livro novo que cheira a novo e sabe a novo". Uma condição que afecta milhares em todo o país. Na Top Seller por exemplo, há um sistema de autocolantes de bolinha amarela. Os livro que têm bolinha, têm mais de 18 meses de publicação e por isso podem estar incluídos na promo que eles fazem, que no caso é leve 4 pague 3. Neste pack todos têm de ter bola... ora grande bosta! Não vai ser uma estúpida lei que me vai obrigar a comprar 4 livros com bolas que depois vou ter de estar cuidadosamente em casa a arrancar com álcool!!! Na leya também há mais autocolantes para tirar!!! Tudo cola em todo o lado!
Por isso sim...vi muito livros que queria, especialmente na top seller e, de certeza que vou comprar pelo menos 3. Mas acho realmente que os preços não compensam. Mais vale comprar on line. Não me canso, tenho os livros na mesma e com a vantagem de não ter de estar a tirar autocolantes ou a limpar pó dos mesmos. Cheira-me que feira este ano, só mesmo pelo convívio. E desse lado, já se desgraçaram?
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Ou vai ou racha
Eu juro que eu não ando de mau humor nem chateada com o mundo. Aliás, até tenho tido boas noticias e algumas surpresas (que tenho de partilhar com vocês). Mas como numa relação nem tudo são rosas (estamos numa relação certo?), hoje venho partilhar uma situação menos boa que tem estado a acontecer.
Portanto como vocês sabem este ano estive a trabalhar na Feira do Livro de Lisboa, juntamente com mais colegas. Trabalhei desde o dia 26 de Maio a 15 de Junho, se a memória não me falha. Trabalhei que nem uma mula, relato esse que podem encontrar escrito de forma sucinta, aqui no blog. Por isso não vamos entrar em detalhes a não ser que peçam muito! Ao contrário de muitos miúdos que a APEL angaria em regime de voluntariado, eu fui trabalhar a receber. Ou assim pensava eu... mas já lá vamos.
Foram várias as pessoas ligadas ao mundo editorial, que quando souberam que eu ia para a feira, trabalhar pela Civilização Editora, me perguntaram se eu ia ser paga. A todas eu disse que sim, inicialmente com muita confiança. Mas comecei a estranhar a forma como tanta gente me perguntava isso e a desconfiança na voz das pessoas. Prontamente me explicaram que a editora tinha fama de não pagar aos funcionários. Seja os que trabalham nas livrarias bulhosa, seja os que já trabalharam na feira em anos anteriores. Mas vamos lá a ver uma coisa. Eu gosto de ter fé e acreditar que com o passar dos anos as pessoas se tornam melhores. Aiii Neuza... que burrinha inocente que tu me saíste.
Portanto como vocês sabem este ano estive a trabalhar na Feira do Livro de Lisboa, juntamente com mais colegas. Trabalhei desde o dia 26 de Maio a 15 de Junho, se a memória não me falha. Trabalhei que nem uma mula, relato esse que podem encontrar escrito de forma sucinta, aqui no blog. Por isso não vamos entrar em detalhes a não ser que peçam muito! Ao contrário de muitos miúdos que a APEL angaria em regime de voluntariado, eu fui trabalhar a receber. Ou assim pensava eu... mas já lá vamos.
Foram várias as pessoas ligadas ao mundo editorial, que quando souberam que eu ia para a feira, trabalhar pela Civilização Editora, me perguntaram se eu ia ser paga. A todas eu disse que sim, inicialmente com muita confiança. Mas comecei a estranhar a forma como tanta gente me perguntava isso e a desconfiança na voz das pessoas. Prontamente me explicaram que a editora tinha fama de não pagar aos funcionários. Seja os que trabalham nas livrarias bulhosa, seja os que já trabalharam na feira em anos anteriores. Mas vamos lá a ver uma coisa. Eu gosto de ter fé e acreditar que com o passar dos anos as pessoas se tornam melhores. Aiii Neuza... que burrinha inocente que tu me saíste.
Seria de esperar que uma editora que está mais do que queimada nas bocas do mundo, tivesse intenções de melhorar e foi isto que eu pensei. Errado.
Chegou o dia de receber... e o pagamento não foi efectuado. Passado mais uns dias, ahh ainda não é possível pagar... e andamos nisto... quase um mês passado e nada de pagamento. Todas as semanas são as desculpas mais parvas... aliás... nem desculpas há, nem justificações. É sempre na base do "ainda não foi possível". Mas que raio. Eu trabalhei, ou não? Que eu saiba, facturámos, certo? Então... onde está o nosso dinheiro? Estou seriamente a ponderar dar um saltinho até ao Porto e perguntar pessoalmente, onde está o meu dinheiro? Passei um recibo ás finanças, estou a dever-lhes e nada de pagamento?
Sim, estou chateada... estou fula! Não se faz...
Sim, estou chateada... estou fula! Não se faz...
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Mil Folhas de tudo e nada #3 | A Feira do Livro de Lisboa
Heis o momento porque todos esperavam... o dia em que me vou desbroncar toda sobre os podres de trabalhar na feira do livro de Lisboa. Uahahahahahah
Vá... menos muito menos. Até parece que há assim tanto podre para contar cof cof, mas já lá vamos.
Como sabem, este ano fui trabalhar na Feira do Livro e ohhh boy tenho muito que vos contar sobre esta experiência. Graças a uma amiga, fui contactada pela Civilização Editora para fazer Horas do Conto na Feira. Não estava à espera. Mesmo. E na altura confesso que fiquei até assustada. Especialmente no dia em que recebi cá em casa uma caixa com cerca de 19 livros infantis para estudar e escolher. Na minha cabeça instalou-se o pânico. Ainda que toda a gente me dissesse para eu não stressar, que tudo iria correr bem, eu, por qualquer motivo inexplicável, pensava que iria ser o caos na terra (ou na feira).
Vá... menos muito menos. Até parece que há assim tanto podre para contar cof cof, mas já lá vamos.
Como sabem, este ano fui trabalhar na Feira do Livro e ohhh boy tenho muito que vos contar sobre esta experiência. Graças a uma amiga, fui contactada pela Civilização Editora para fazer Horas do Conto na Feira. Não estava à espera. Mesmo. E na altura confesso que fiquei até assustada. Especialmente no dia em que recebi cá em casa uma caixa com cerca de 19 livros infantis para estudar e escolher. Na minha cabeça instalou-se o pânico. Ainda que toda a gente me dissesse para eu não stressar, que tudo iria correr bem, eu, por qualquer motivo inexplicável, pensava que iria ser o caos na terra (ou na feira).
Não foi, mas por vezes andou lá perto. Mais uma vez, já lá vamos.
No seguimento do convite para contar histórias na feira, surgiu o convite para trabalhar mesmo no próprio stand da editora, que eu aceitei quase sem hesitar. Afinal de contas é o sonho de qualquer leitor poder trabalhar numa livraria, ou mesmo na feira. Sempre rodeado de livros, sempre perto deles... livros livros livros. Pois lamento destruir os vossos sonhos, mas trabalhar na feira, não é o mar de rosas que todos pensamos.
Quando a feira abre e lá chegam, já têm tudo arrumadinho no sitio prontinho a comprar. Mas quem será que arrumou, etiquetou e organizou tudo para o cliente? Sim... nós. No dia anterior à abertura da feira, bem cedo de manhã, eu e mais uns 500 trabalhadores já andávamos pela feira a trabalhar. Cada um para as suas editoras, que não há cá misturas. Não fui para lá a pensar que ia ser pêra doce. Mas nunca pensei que fosse tão mas tão puxado quanto foi. Foram 7 paletes inteiras com caixas cheias de livros que tivemos de descarregar, conferir, organizar e arrumar nas estantes. Acham fácil? Experimentem ir à vossa estante e fiquem o dia inteiro a tirar os livros do sitio, e a arrumá-los de novo. Repitam. Já sentem as dores? Não? Então experimentem fazer isso com as enciclopédias pesadas das vossas mães. Já estão a sentir?
Foi um dia inteiro naquilo... toda eu era pó, sujidade e cansaço. Cheguei a casa completamente podre! E quem é que diz que no dia seguinte eu me mexia?? As dores no corpo eram tantas mas tantas, que nem vos sei explicar. Especialmente nos braços e nas mãos. Nunca tive dores nos pulsos na minha vida... aliás, eu desconhecia a existência de alguns tendões e músculos no meu corpo. Depois desta feira conheço-me como ninguém.
No final do terceiro dia chorei. A sério... e não tenho vergonha de admitir. Cheguei ao metro e assim que sentei o rabo na cadeira, chorei chorei chorei... tinha tantas dores nos pés e nas pernas. Nunca tinha sentido algo assim. Ainda hoje, passados 2 dias do término da feira, sinto choques num dos pés. Acho que nunca mais vou tornar a ser a mesma.
Ao quarto dia caiu-me um anjo livrólico do céu. A Livrólica Sofia. Trabalhar com quem gosta de livros, os adora e conhece é outra coisa. Sim, faltou referir que no stand estava a trabalhar com dois meninos que percebiam muito pouco, ou mesmo nada de livros. A Sofia foi uma lufada de ar fresco, e a feira não teria sido possível de realizar sem ela. Ou reformulando... eu não teria aguentado se ela não estivesse lá. Foram mais de 8 horas em pé, todos os dias da feira, com pausa apenas para almoçar. Sim, fui fazer xixi sempre que quis... mas se me podia sentar no stand? Podia. Mas e cadeira para o fazer? Não há... portanto. Sempre em pé. Isto acabou por arruinar a minha disposição ao longo da feira. Comecei muito bem e muito bem disposta, cheia de energia apesar das dores. Com o passar dos dias, já me era fisicamente extenuante sorrir para os clientes. O que condicionou a forma como reagi às tantas pessoas que me foram cumprimentar ao stand. E aqui vem o mega pedido de desculpas.
Vocês desse lado foram fantásticos. Perdi a conta à quantidade de pessoas que me reconheceu dos vídeos, do blog, do facebook... à quantidade de elogios, fotos e carinho que recebi. Vocês encheram-me o coração, a sério que sim. Sei que não fiz a festa que alguns podiam estar à espera. Se calhar até ficaram a pensar que eu sou mega antipática. Mas estava tão cansada =(
Mais uma vez, muito obrigada Presença pelo carinho, pelo mimo, pela atenção! Vocês são os maiores! Ainda pensei que fossem chocolates para me amaciar a garganta, mas foi bem melhor do que isso. Recebi o novo livro da Donna Tart, que ainda não está nas livrarias. O livro que gosto de apelidar de "O dia em que a piriquita emigrou". Vá nem todos vão perceber este titulo, mas quem esteve na feira vai compreender.
No final desta mega surpresa tiramos uma mega foto. Éramos tantos mas tantos que foi complicado arranjar um cenário que encaixasse todos. Mas lá se conseguiu e este foi o resultado.
No seguimento do convite para contar histórias na feira, surgiu o convite para trabalhar mesmo no próprio stand da editora, que eu aceitei quase sem hesitar. Afinal de contas é o sonho de qualquer leitor poder trabalhar numa livraria, ou mesmo na feira. Sempre rodeado de livros, sempre perto deles... livros livros livros. Pois lamento destruir os vossos sonhos, mas trabalhar na feira, não é o mar de rosas que todos pensamos.
Quando a feira abre e lá chegam, já têm tudo arrumadinho no sitio prontinho a comprar. Mas quem será que arrumou, etiquetou e organizou tudo para o cliente? Sim... nós. No dia anterior à abertura da feira, bem cedo de manhã, eu e mais uns 500 trabalhadores já andávamos pela feira a trabalhar. Cada um para as suas editoras, que não há cá misturas. Não fui para lá a pensar que ia ser pêra doce. Mas nunca pensei que fosse tão mas tão puxado quanto foi. Foram 7 paletes inteiras com caixas cheias de livros que tivemos de descarregar, conferir, organizar e arrumar nas estantes. Acham fácil? Experimentem ir à vossa estante e fiquem o dia inteiro a tirar os livros do sitio, e a arrumá-los de novo. Repitam. Já sentem as dores? Não? Então experimentem fazer isso com as enciclopédias pesadas das vossas mães. Já estão a sentir?
Foi um dia inteiro naquilo... toda eu era pó, sujidade e cansaço. Cheguei a casa completamente podre! E quem é que diz que no dia seguinte eu me mexia?? As dores no corpo eram tantas mas tantas, que nem vos sei explicar. Especialmente nos braços e nas mãos. Nunca tive dores nos pulsos na minha vida... aliás, eu desconhecia a existência de alguns tendões e músculos no meu corpo. Depois desta feira conheço-me como ninguém.
Ao quarto dia caiu-me um anjo livrólico do céu. A Livrólica Sofia. Trabalhar com quem gosta de livros, os adora e conhece é outra coisa. Sim, faltou referir que no stand estava a trabalhar com dois meninos que percebiam muito pouco, ou mesmo nada de livros. A Sofia foi uma lufada de ar fresco, e a feira não teria sido possível de realizar sem ela. Ou reformulando... eu não teria aguentado se ela não estivesse lá. Foram mais de 8 horas em pé, todos os dias da feira, com pausa apenas para almoçar. Sim, fui fazer xixi sempre que quis... mas se me podia sentar no stand? Podia. Mas e cadeira para o fazer? Não há... portanto. Sempre em pé. Isto acabou por arruinar a minha disposição ao longo da feira. Comecei muito bem e muito bem disposta, cheia de energia apesar das dores. Com o passar dos dias, já me era fisicamente extenuante sorrir para os clientes. O que condicionou a forma como reagi às tantas pessoas que me foram cumprimentar ao stand. E aqui vem o mega pedido de desculpas.
Vocês desse lado foram fantásticos. Perdi a conta à quantidade de pessoas que me reconheceu dos vídeos, do blog, do facebook... à quantidade de elogios, fotos e carinho que recebi. Vocês encheram-me o coração, a sério que sim. Sei que não fiz a festa que alguns podiam estar à espera. Se calhar até ficaram a pensar que eu sou mega antipática. Mas estava tão cansada =(
Tive a oportunidade de estar mais uma vez com a minha querida Jojo, de conhecer a Tânia, do blog Rua de Papel, a Elsa, de rever caras amigas e conhecer tantas outras como a Filipa, Joana, Sofia, Carla, Vera, Tanocas, Luisa, Teresa, Odete, André, Pedro, Jessy, Daniela, Filipa, Andreia, Tita, Milú, Nuno.. enfim... tantos. Gostei particularmente das pessoas que lá chegavam e diziam: olá Neuza.
E eu ficava com uma mega cara de vergonha!!! Ou então a menina, que em frente a outros clientes disse que gostava muito do meu blog! Aiii fiquei um tomate! Acreditem que os vossos elogios me deram motivação extra para me esmerar cada vez mais por estes lados! Dei-me conta pela primeira vez, que tenho fãs LOOOL cof cof. Sim pode parecer super prepotente dizer isto, mas percebi que há muita gente que gosta de mim e das minhas baboseiras! Obrigada a todos e mais uma vez desculpem se a energia não foi a mais positiva deste lado, mas é tão difícil sorrir quando os pés estão a desfazer-se lentamente em caca!
Continuando o relato, se me perguntarem se no geral eu gostei de trabalhar na feira... no geral sim, no especifico não. E não porquê? Não tenho o mínimo jeito para o atendimento ao público. Especialmente para lidar com pessoas mal educadas... essas então. Já me estão a ver não é, com este narizinho mega empinado a sorrir e acenar àqueles clientes parvos que querem ter sempre razão. E olhem que foram muitos. Desde aqueles clientes que acham que na feira temos de ter todos os livros alguma vez publicados pela editora, aos que procuram livros que são de outras editoras, mas estão estupidamente convencidos que os mesmos são nossos (e nem com explicação aceitam esse facto). Acabando naqueles que só no final da venda estar feita pedem factura com contribuinte -_- o que implicava fazer a devolução do livro e o caraças!!! Ahh estava a esquecer-me do melhor. Houve um cliente, bastante conhecido do mundo da televisão, um jornalista vá, que de X's em X's dias aparecia lá sempre com o mesmo esquema. Comprava um livro. Lia, trocava por outro. Eu mereço?
E aqueles clientes que acham que nós conhecemos o catálogo da editora de lés a lés? Mentalizem-se de uma coisa... há pessoas a trabalhar na feira que não gostam de ler ou melhor ainda, que não trabalham para as editoras e por isso, nem sempre são de grande ajuda. Pronto já disse.
E eu ficava com uma mega cara de vergonha!!! Ou então a menina, que em frente a outros clientes disse que gostava muito do meu blog! Aiii fiquei um tomate! Acreditem que os vossos elogios me deram motivação extra para me esmerar cada vez mais por estes lados! Dei-me conta pela primeira vez, que tenho fãs LOOOL cof cof. Sim pode parecer super prepotente dizer isto, mas percebi que há muita gente que gosta de mim e das minhas baboseiras! Obrigada a todos e mais uma vez desculpem se a energia não foi a mais positiva deste lado, mas é tão difícil sorrir quando os pés estão a desfazer-se lentamente em caca!
Continuando o relato, se me perguntarem se no geral eu gostei de trabalhar na feira... no geral sim, no especifico não. E não porquê? Não tenho o mínimo jeito para o atendimento ao público. Especialmente para lidar com pessoas mal educadas... essas então. Já me estão a ver não é, com este narizinho mega empinado a sorrir e acenar àqueles clientes parvos que querem ter sempre razão. E olhem que foram muitos. Desde aqueles clientes que acham que na feira temos de ter todos os livros alguma vez publicados pela editora, aos que procuram livros que são de outras editoras, mas estão estupidamente convencidos que os mesmos são nossos (e nem com explicação aceitam esse facto). Acabando naqueles que só no final da venda estar feita pedem factura com contribuinte -_- o que implicava fazer a devolução do livro e o caraças!!! Ahh estava a esquecer-me do melhor. Houve um cliente, bastante conhecido do mundo da televisão, um jornalista vá, que de X's em X's dias aparecia lá sempre com o mesmo esquema. Comprava um livro. Lia, trocava por outro. Eu mereço?
E aqueles clientes que acham que nós conhecemos o catálogo da editora de lés a lés? Mentalizem-se de uma coisa... há pessoas a trabalhar na feira que não gostam de ler ou melhor ainda, que não trabalham para as editoras e por isso, nem sempre são de grande ajuda. Pronto já disse.
Se você que está a ler isto foi atendido por mim e tem alguma reclamação a fazer, utilize a secção de comentários neste post e força nisso.
À pouco falei em xixi... mas já vos falei do estado das casas de banho? É verdade que tive a sorte de ter o stand mega perto da casinha mas xiça. Houve dias em que só o acto de entrar na casa de banho fazia estremecer todos os sensores do meu corpo, tal era a sujidade e o cheiro dentro da mesma. Nhaca! Não deve ser fácil manter aquilo sempre limpinho mas irra... ninguém merece. E o pior ainda está por contar. Não sei se viram (não devem ter visto porque foi num grupo no facebook) mas partilhei antes da feira uma foto da minha lista de compras para o evento. Dela constava apenas uma coisa. Farturas. Andei dias com desejos e vontade de comer uma fartura mega quente e cheia de açúcar. E assim fiz. Comi duas de seguida e outra quando cheguei a casa. Olhem... deu-me uma volta de tal forma à barriga que eu nem sei LOOOL agora imaginem fazer a feira neste estado com aquelas casas de banho e os pés num estado de semelhante dor!
Falando em dores, porque não somos só nós, seres humanos que as sentimos, também os livros passam um mau bocado na feira. Eles sofrem para caraças durante estes dias. Aliás, arrisco-me a dizer... os livros sofrem no geral. Os livros de feira são sujos. Eles vêm nas caixas que estão sujas de pó, eles caem das prateleiras constantemente, eles viajam o país de lés a lés e as pessoas nem têm noção daquilo pelo que passam. E quem é que paga a fava no final? Nós que estamos a atender o cliente que procura o livro perfeito acabado de sair da loja. E eu entendo perfeitamente, atenção que não estou a criticar, eu sou igual. Mas por favor pensem nisso da próxima vez que obrigarem o empregado a tirar 8 exemplares para vocês escolherem o mais perfeito de todos sim... não é culpa nossa.
Ouvi dizer que o dia 10 foi o caos! Foi feriado e o dia do casamento do meu pai. Claro que não fui para a feira. Aquele dia de "descanso", que nunca é de descanso porque se trata de um casamento, ajudou muito. Pude estar sentada grande parte do dia o que ajudou a aguentar os próximos. Mas o que se seguiu foi quase tão mau quanto as dores nos pés. Depois do dia 10, se bem se recordam, a chuva e o frio voltaram. Portanto, depois de dias a trabalhar debaixo de 30 graus, heis que chegam os 18 graus molhados para alegrar a coisa. Claro está que aqui a je apanhou uma constipação de caixão à cova, com direito a febre, tosse, dores de garganta e voz off. O que acabou por coincidir com a visita das livrólicas do Norte à feira. No passado dia 13 houve uma enchente de gente doida na feira. As leitoras do norte =) são fantásticas! Adorei conhecer todas ainda que doente! Não sei se foi a vossa energia, mas do dia 13 para a frente tudo correu melhor... vá... foram só dois dias. Mas vamos falar do dia 13 um cadinho. Desde que a feira começou que eu não vinha à net e nem o meu email eu consultava, o que fez com que eu desconhecesse que ia haver um evento na Editorial Presença, no qual a minha pessoa era esperada =) recebi um convite e tudo... que não vi. Heis que me vêm chamar ao stand para ir rápido à Presença tirar foto de grupo. Chegando lá... tinha uma prenda para mim. Da própria Editora! Recebi um livro! Uauuuuuuuu fiquei completamente histérica, o que é sempre giro de se ver e ouvir quando não se tem voz.À pouco falei em xixi... mas já vos falei do estado das casas de banho? É verdade que tive a sorte de ter o stand mega perto da casinha mas xiça. Houve dias em que só o acto de entrar na casa de banho fazia estremecer todos os sensores do meu corpo, tal era a sujidade e o cheiro dentro da mesma. Nhaca! Não deve ser fácil manter aquilo sempre limpinho mas irra... ninguém merece. E o pior ainda está por contar. Não sei se viram (não devem ter visto porque foi num grupo no facebook) mas partilhei antes da feira uma foto da minha lista de compras para o evento. Dela constava apenas uma coisa. Farturas. Andei dias com desejos e vontade de comer uma fartura mega quente e cheia de açúcar. E assim fiz. Comi duas de seguida e outra quando cheguei a casa. Olhem... deu-me uma volta de tal forma à barriga que eu nem sei LOOOL agora imaginem fazer a feira neste estado com aquelas casas de banho e os pés num estado de semelhante dor!
Falando em dores, porque não somos só nós, seres humanos que as sentimos, também os livros passam um mau bocado na feira. Eles sofrem para caraças durante estes dias. Aliás, arrisco-me a dizer... os livros sofrem no geral. Os livros de feira são sujos. Eles vêm nas caixas que estão sujas de pó, eles caem das prateleiras constantemente, eles viajam o país de lés a lés e as pessoas nem têm noção daquilo pelo que passam. E quem é que paga a fava no final? Nós que estamos a atender o cliente que procura o livro perfeito acabado de sair da loja. E eu entendo perfeitamente, atenção que não estou a criticar, eu sou igual. Mas por favor pensem nisso da próxima vez que obrigarem o empregado a tirar 8 exemplares para vocês escolherem o mais perfeito de todos sim... não é culpa nossa.
Mais uma vez, muito obrigada Presença pelo carinho, pelo mimo, pela atenção! Vocês são os maiores! Ainda pensei que fossem chocolates para me amaciar a garganta, mas foi bem melhor do que isso. Recebi o novo livro da Donna Tart, que ainda não está nas livrarias. O livro que gosto de apelidar de "O dia em que a piriquita emigrou". Vá nem todos vão perceber este titulo, mas quem esteve na feira vai compreender.No final desta mega surpresa tiramos uma mega foto. Éramos tantos mas tantos que foi complicado arranjar um cenário que encaixasse todos. Mas lá se conseguiu e este foi o resultado.
Um término de dia absolutamente fantástico. Mais uma vez foi muito bom rever caras amigas e conhecer outras tantas.
O dia seguinte, dia 14, o ultimo dia de feira. Foi dia de muita chuva... o que acabou por afectar em muito o movimento na feira. Choveu a potes! Inclusivei dentro do stand... apenas umas pinguinhas, mas que foram motivo de muita risota. A Sofia teve a ideia de apanhar a chuva com uma caneca! Aiii o que nos rimos com isto!
O dia seguinte, dia 14, o ultimo dia de feira. Foi dia de muita chuva... o que acabou por afectar em muito o movimento na feira. Choveu a potes! Inclusivei dentro do stand... apenas umas pinguinhas, mas que foram motivo de muita risota. A Sofia teve a ideia de apanhar a chuva com uma caneca! Aiii o que nos rimos com isto!
Foi tão engraçado! Só de me lembrar... aiii.
Enfim... resumindo e baralhando. Gostei de trabalhar na feira pelas pessoas que conheci e com as quais me fui cruzando. No entanto, muitas coisas podiam ter corrido melhor se a editora fosse mais organizada. Lamento... mas o que tem de ser dito tem de ser dito. As horas do conto por exemplo... se tivessem sido mais divulgadas poderiam ter sido um sucesso... assim como foram, apenas aconteceram... e pronto. Foi giro? Foi mnhé sabem... o que foi uma pena porque eu criei imensas expectativas em torno deste momento.
No ultimo dia, assim que saímos do stand, fomos passear uma ultima vez pela feira e pela primeira vez com as nossas amigas! Claro está que estragos foram feitos, livros foram comprados, euros gastos, e muitas risadas dadas. As ultimas horas de feira foram as melhores de todos os dias.
Para terminar, quero falar-vos do dia 15. O dia em que para a generalidade das pessoas, a feira já acabou. Pois desenganem-se... que da mesma forma que os livros foram parar às prateleiras, também tiveram de lá sair. Foi mais fácil, nem se compara. Arrumar livros em caixas é mais simples que a primeira fase. Mas quando nós pensávamos que estávamos dispensadas, heis que surge a ordem para ir descolar o vinil dos contraplacado do stand. Ohh que grande merda! Acho que nunca disse tanta asneira seguida na minha vida como nas horas que se seguiram. Sabem o que é vinil? Aquele autocolante lindo que decora montras e tudo o resto? Experimentem descolar o mesmo com as próprias mãos?
Enfim... resumindo e baralhando. Gostei de trabalhar na feira pelas pessoas que conheci e com as quais me fui cruzando. No entanto, muitas coisas podiam ter corrido melhor se a editora fosse mais organizada. Lamento... mas o que tem de ser dito tem de ser dito. As horas do conto por exemplo... se tivessem sido mais divulgadas poderiam ter sido um sucesso... assim como foram, apenas aconteceram... e pronto. Foi giro? Foi mnhé sabem... o que foi uma pena porque eu criei imensas expectativas em torno deste momento.
No ultimo dia, assim que saímos do stand, fomos passear uma ultima vez pela feira e pela primeira vez com as nossas amigas! Claro está que estragos foram feitos, livros foram comprados, euros gastos, e muitas risadas dadas. As ultimas horas de feira foram as melhores de todos os dias.
Sabem qual foi o resultado? Não? Pensem lá bem? Váaa eu ajudo.
O resultado foi que todos ficamos com menos duas a três impressões digitais e não estou a exagerar. O vinil arrancou-nos pele, partes de unhas e não nos levou os pêlos dos braços, porque fomos rápidos nos movimentos. Foi horrível! A coisa mais massacrante e estúpida que alguma vez tive de fazer. Sabem quando sentem que o esforço é inútil? Pois este foi o caso... em que passado meia hora de tanto puxar, ainda só se tinha avançado cerca de 50 centímetros, se tanto. Isto foi no dia 15... hoje, dia 17, ainda tenho dores nos braços, peito e mãos do esforço físico. E pronto. Agora é a parte em que me perguntam: mas pagaram-te certo?
Sim, vão-me pagar... mas compensa? Não, não compensa. Não compensa as dores, o cansaço, o sono, o dinheiro gasto em refeições... não compensa. Mas pronto. Foi uma experiência como tantas outras, que não sei se vou querer algum dia repetir.
Por hoje é tudo que acho que já escrevi demais. Muita coisa ficou por dizer, por partilhar, quem sabe não faça um video sobre o tema? =)
Desse lado, contem-me como foi a feira para vocês? O que compraram o que comeram o que fizeram???
O resultado foi que todos ficamos com menos duas a três impressões digitais e não estou a exagerar. O vinil arrancou-nos pele, partes de unhas e não nos levou os pêlos dos braços, porque fomos rápidos nos movimentos. Foi horrível! A coisa mais massacrante e estúpida que alguma vez tive de fazer. Sabem quando sentem que o esforço é inútil? Pois este foi o caso... em que passado meia hora de tanto puxar, ainda só se tinha avançado cerca de 50 centímetros, se tanto. Isto foi no dia 15... hoje, dia 17, ainda tenho dores nos braços, peito e mãos do esforço físico. E pronto. Agora é a parte em que me perguntam: mas pagaram-te certo?
Sim, vão-me pagar... mas compensa? Não, não compensa. Não compensa as dores, o cansaço, o sono, o dinheiro gasto em refeições... não compensa. Mas pronto. Foi uma experiência como tantas outras, que não sei se vou querer algum dia repetir.
Por hoje é tudo que acho que já escrevi demais. Muita coisa ficou por dizer, por partilhar, quem sabe não faça um video sobre o tema? =)
Desse lado, contem-me como foi a feira para vocês? O que compraram o que comeram o que fizeram???
terça-feira, 16 de junho de 2015
A feira do livro acabou e eu estou viva!!!
A Feira do Livro acabou e eu estou viva! Sobrevivi. E perguntam vocês: mas Neuza... comprar livros cansa assim tanto?
Não nem por isso, respondo eu. Mas trabalhar na feira sim e muito!
Nem todas as pessoas perceberam isso, se bem que por esta altura devem ser poucas as pessoas que não deram conta, que este ano estive a trabalhar na feira do livro de Lisboa. Foi da 85ª edição e fui convidada pela Civilização Editora para colaborar no seu stand. Inicialmente apenas para fazer Horas do Conto, mas depois a coisa evoluiu para as vendas, e foi de facto, onde acabei por passar os meus dias.
Foi completamente extenuante e uma das experiências mais cansativas e simultâneamente "interessantes" da minha vida! Brevemente irá sair um post sobre a feira do livro e o que foi trabalhar lá. Quem está de fora diz com frequência que trabalhar na feira deve ser um sonho... não é, isso posso garantir. Mas aguardem desse lado que nos próximos dias irão ficar a saber mais.
Entretanto, vou retomar as leituras, o blog, o canal, responder a emails, mensagens enfim... tudo o que ficou pendente desde o dia 26 de Maio e esperemos que dentro de 1 semanita, a coisa já esteja nos eixos!
Obrigada por continuarem desse lado, ou já se foram embora?? =)
Agora vou só ali dormir uma sesta que estou completamente morta!!!
Foi completamente extenuante e uma das experiências mais cansativas e simultâneamente "interessantes" da minha vida! Brevemente irá sair um post sobre a feira do livro e o que foi trabalhar lá. Quem está de fora diz com frequência que trabalhar na feira deve ser um sonho... não é, isso posso garantir. Mas aguardem desse lado que nos próximos dias irão ficar a saber mais.
Entretanto, vou retomar as leituras, o blog, o canal, responder a emails, mensagens enfim... tudo o que ficou pendente desde o dia 26 de Maio e esperemos que dentro de 1 semanita, a coisa já esteja nos eixos!
Obrigada por continuarem desse lado, ou já se foram embora?? =)
Agora vou só ali dormir uma sesta que estou completamente morta!!!
sábado, 28 de junho de 2014
Book Haul da Feira do Livro de Lisboa - 2014
Esta feira do livro foi a melhor de todas as que já fui. E nem foi tanto pelas compras, que obviamente são sempre boas, mas mais pela companhia, pelas amigas, pelas farturas e pelas risadas.
Não se preocupem que não me desgracei por aí além. Espero mesmo não comprar mais nada até ao fim do ano, ou pelo menos reduzir. Neste momento estou realmente numa de descansar e ler ler ler. Adoro todos os livros que aqui tenho por ler, e agora é bola pra frente, ou livro =)
Digam-me o que acharam!
domingo, 2 de junho de 2013
Feira do Livro - Parte 2

Domingo de um sol radiante, perfeito para terminar a tarde entre livros!
Desta vez o objectivo da ida era o de comprar alguns livros infantis para o trabalho com os meus piolhos. Mas, porque é que será quem em Portugal os livros para a 1ª infância, realmente bons, são raros???
Sendo assim, não comprei nenhum, mas não vim de lá de mãos a abanar. Trouxe a continuação do Príncipe da Neblina, O Palácio da Meia Noite, e o 2º volume da Passagem! E estão feitas as minhas compras de feira do livro. Tenciono ainda lá voltar dia 8 e 10 para algumas sessões de autógrafos, mas comprar comprar, ACHO que já não =)
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Feira do Livro - Parte 1
Os novos habitantes cá de casa! 2 comprei eu, o outro foi prendinha do marido =)
Estes foram os livros que me calharam na troca de livros do piquenique literário =) grandes clássicos!
Que rico dia !!!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Piquenique Literário - Feira do Livro de Lisboa 2013

Amanhã, dia 25 o Mil Folhas vai estar presente no Piquenique Literário que se vai realizar na Feira do Livro de Lisboa!
Honestamente mal posso esperar. Estou a precisar de uma tarde relaxada na companhia de amigos e de livros! Vou poder finalmente conhecer em pessoa alguns bloggers de que gosto muito e também alguns autores! Já para não falar em dar uma vista de olhos grande pela feira!
Levamos a mantinha, e um livro para troca!
Por isso já sabem, a partir das 16 horas no relvado central! =)
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