sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sebastian Bergman, a personagem que eu amo odiar

Nas ultimas semanas, tenho-me dedicado a ler uma série policial que estava em espera há muito. A série Sebastian Bergman. Trata-se, como já referi, de um policial sueco que segue a vida do psicólogo criminal Sebastian e da sua equipa de investigação, enquanto tentam resolver vários crimes que vão surgindo. Podia ser mais um policial banal, mas não é. 
Foram várias as vezes em que vi pessoas a comprarem esta série com a trilogia de Erik Axl Sund. Parem...por favor. Não tem nada a ver. É como comparar sardinhas com lulas. Confesso que inicialmente, antes de ler os livros pensei sim que poderia haver alguma relação especialmente pelo facto da personagem principal ser de nome Bergman. Pensei logo que se tratava de uma cópia descarada do outro. São diferentes. A trilogia da Rapariga Corvo é mais intensa a nível psicológico, nem a considero um policial sequer. Esta série é mais focada noutros aspectos, é menos brutal, mas igualmente viciante. 
Mas para mim, a diferença maior são os Bergmans das histórias. Se antes tínhamos uma Victoria Bergman por quem fui capaz de sentir alguma empatia, com Sebastian a coisa já não é assim. Que merda de homem. É que não gosto dele nem um bocadinho, nem sequer nos momentos em que se mostra efectivamente mais vulnerável e verdadeiro. É um porco, odioso, nojento, mas que não consigo parar de ler e adorar. 
Em poucos dias li os dois primeiros livros e já comecei o terceiro. Estou viciada. E se O Homem Ausente, terminar como os livros anteriores têm terminado, vou desesperar por um quarto livro o quanto antes. Sim, são assim tão bons. 


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