Opinião: Não tenho por hábito ler muitos thrillers ou livros com algum tipo de componente policial. E sinceramente pensei, que estando grávida ia preferir ler livros mais delicodoces e leves. De facto, no começo da coisa foi assim, mas agora dou por mim a desejar aquela sensação de ler um thriller inquietante. Daqueles que nos prendem e que nos fazem soltar gritinhos (algo que me acontece com alguma frequência). Vai daí, e depois de ter começado a ler um livro da minha querida Dorothy Koomson, e da coisa não estar a resultar, decidi pegar num dos livros que desejava muito ler ainda este ano. Comprei o um dó li tá na feira do livro do ano passado assim como a sua continuação. Claro que não li nenhum e, como o autor vem este ano à feira do livro, teve de ser. Os rabiscos são importantes para mim num livro e este não vai ser excepção. Foi absolutamente excepcional e um dos melhores livros que li este ano...o que para quem leu apenas 9 é dizer muito.
O livro é exactamente aquilo que a sinopse promete. É o primeiro de uma série, a série Helen Grace e que garante muitas horas de tensão. Neste primeiro livro acompanhamos a nossa inspectora na resolução de um difícil caso de homicídios em série, ligeiramente macabros e aterradores. Duas pessoas são raptadas e confrontadas com a complicada escolha de decidir qual delas morre. Assim um bocadinho à Saw, segundo me disseram. Há sempre muito por trás deste tipo de casos, mas nesta história... há torrentes de significados por trás das mortes e à medida que vamos lendo e compreendendo aquilo que nos é exposto, vamos ficando cada vez com mais cara de parvas. Foram vários os momentos em que soltei as minha típicas exclamações, mas garanto-vos, que no momento em que se sabe quem é que está por trás das mortes, tudo nos cai ao chão. E das duas uma, ou continuamos a ler ou, precisamos de uma pausa para assimilar e juntar as pecinhas do jogo.
A conclusão é brutal e inesperada e deixa-nos com vontade de pegar imediatamente no segundo volume. Confesso que gostava que o confronto final tivesse sido mais explorado e desenvolvido, mas por outro lado, o facto de o autor ter uma escrita super cinematográfica, faz com que a coisa passe bem ao lado. Ler este livro é como assistir a um autêntico filme. Brutal. Como já referi no começo, este ano o autor vem à feira do livro de Lisboa, penso que no dia 10. Claro que lá estarei para o conhecer pessoalmente e lhe perguntar, se ele joga com o baralho todo.
Sinopse: DOIS REFÉNS. UMA BALA. UMA DECISÃO TERRÍVEL. SACRIFICARIA A SUA VIDA PELA DE OUTRA PESSOA?
Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw, Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.