quinta-feira, 23 de junho de 2016

Wayward Pines # Paraíso - Opinião

Opinião: Se este não foi um dos melhores livros que li este ano, matem-me já! Esta coisa de ler menos livros que o habitual está a ter as suas vantagens. Se nos outros anos por esta altura, já teria lido cerca de 30 ou mais livros, este ano a coisa anda pelos 11. Mas quando se diz por aí que quantidade não é qualidade também é verdade. Dos 11 livros que li este ano nenhum levou 2 estrelas ou menos no Goodreads, o que comparado com o ano passado, é um grande feito. Quer dizer que tenho gostado de tudo aquilo que me tem passado pelas mãos (inclusive o bolo de chocolate que comi antes de ontem).
Wayward Pines foi uma das compras da Feira do Livro deste ano. Não sabem o gozo que me está a dar despachar as leituras de tudo aquilo que comprei por lá, que não foi muita coisa. Mas hei...5 comprados...1 lido. Não é mau. Andei durante mais de 1 ano a evitar a leitura deste livro por achar que se tratava de um policial. De onde foi que retirei esta ideia? Da sinopse. Folgo em saber que não fui a única pessoa a ser induzida em erro. Até à tarde em que, num daqueles momentos de zapping pela tv, me cruzo com a apresentação da nova temporada de Pines, que passa na Fox. E tudo dentro de mim pulou de felicidade quando dou de caras com criaturas estranhas e com um cenário muito semelhante aqueles criados por Justin Cronin. Vai daí, toca de mandar mensagens ao pessoal livrólico a perguntar mais coisas sobre este livro. As amigas foram unânimes na mensagem: "Lê Neuza, é a tua cara". E pronto. Uma pessoa vai à Feira do Livro e dá nisto. 2 livros comprados na Suma, mas isso fica para outro post.
Sobre Wayward Pines. Que livro fantástico. Sabem aqueles livros em que soltamos umas quantas asneiras porque não estamos a entender nada do que se está a passar, mas ainda assim não conseguimos parar de ler? É destes. Uma mistura perfeita de thriller com ficção cientifica com distopia com sal e pimenta e tudo para ser brutal. Andamos a história toda às voltas e voltas com o nosso agente secreto, a temer por ele, a sofrer com ele, a soltar exclamações em locais públicos, sempre que lhe acontecia alguma coisa e, acreditem que lhe acontece muita coisa mesmo, para no final ficarmos simplesmente de queixo caído. Foi sem dúvida dos finais ou das revelações, mais surpreendentes que já li num livro. A forma como a história nos vai sendo revelada, muito a conta gotas, serve para nos prender à leitura e nos fazer ler a um ritmo frenético. No final ficam imensas dúvidas sobre o que vai acontecer a seguir, mas não só. Foi um livro que me deixou com imensas dúvidas a nível de ética, de sentido, de evolução... ahhh bolas quero tanto falar com alguém sobre Pines!
Agora vem a pior noticia... na feira... não comprei o 2º volume da trilogia. Tenho o 3º porque me ofereceram, mas e o 2º? Nop. Sabem bem que todos os anos compro demasiados livros e que uma das coisas que queria começar a evitar fazer, era comprar trilogias completas sem ler pelo menos o primeiro livro. Falho sempre em concretizar isto. Desta vez lá aguentei, comprei só o primeiro e agora olha, lá terei eu de continuar a feira do livro no site da wook, porque ficar sem ler Pines, nem pensar. Mais uma vez, não se deixem enganar pela sinopse curtinha, pelo agente secreto e pelo mistério em torno do mesmo. Este livro é 5 estrelas e vale bem a pena ler. 

 
Sinopse: O agente secreto E. Burke chega a Wayward Pines com a missão de encontrar dois agentes que desapareceram. Logo ao chegar, sofre um violento acidente e acorda no hospital: sem documentação, sem telemóvel, sem a pasta. À medida que a investigação avança, as dúvidas são numerosas e inquietantes. Burke afasta-se cada vez mais do mundo que pensava conhecer e do homem que pensava ser. 

Até que esbarra numa dúvida aterradora: será ele capaz de sair dali?

sábado, 18 de junho de 2016

À morte ninguém escapa - Opinião

Opinião: Mais um livro do Senhor Arlides lido. Fantástico tal como o primeiro. Por motivos ligados à história e que seriam sem dúvida de natureza spoilenta (palavra inventada agora mesmo) digo-vos que dei 4 estrelas a este livro, ao invés das 5 que o primeiro levou, mas não vos posso dizer porquê. Trata-se apenas de uma caganeirice minha e que não retira de todo qualquer mérito ou qualidade ao livro.
Neste segundo volume continuamos a seguir a detective Helen Grace no seu dia a dia como policia. Somos totalmente apanhados de surpresa quando percebemos que passou 1 ano desde os eventos que decorreram no primeiro livro, o que me leva a crer que com tantos livros na série, vamos ter oportunidade de acompanhar a vida da detective na integra, o que é sempre muito muito fixe. Os crimes presentes neste livro são tão maus quanto os do primeiro, se não ainda um bocadinho mais brutais. As descrições tornaram-se mais vividas e ainda mais fáceis de visualizar, se é que isso é possível e a coisa tornou-se ainda mais cinematográfica do que já era. Digo isto como um elogio atenção. O autor tem de facto uma capacidade enorme de nos fazer sentir que estamos a assistir a uma série na tv. É clara a sua capacidade como argumentista. 
Não quero entrar em grandes detalhes sobre a história, apenas reforçar que os pormenores e surpresas em torno da inspectora são reforçados neste livro, que ficamos a conhecer mais sobre ela e sobre o seu passado e que ficamos também muito na expectativa sobre o que irá acontecer no volume seguinte a determinadas personagens. Sobre o final do livro em si, não acabou bem como eu queria. É daqueles livros em que pensei o tempo todo que a coisa ia acabar de uma maneira e que por acaso era a maneira que eu gostava, quando do nada, buum, reviravolta e afinal não foi nada daquilo que esperava. Também é daqueles em que passei o tempo todo a pensar que tudo estava a ser muito previsível e que os crimes estavam de certeza a ser cometidos por a pessoa X... para depois buuummm buuuummm não ser nada assim. E não são estes os melhores livros do mundo?
Numa nota diferente, e correndo o risco de dar uma de Marcelo Rebelo de Sousa, tive a oportunidade de conhecer o autor durante a feira do livro deste ano. Foi a surpresa total! Que homem é este que consegue escrever as coisas mais nojentas e cruas, e ser ao mesmo tempo a pessoa querida e simpática que se vê na foto? Adorei. Todo o tempo que estive com ele e tudo aquilo que discutimos um com o outro em conjunto com a querida Jojo, que também podem ver na foto. Gostei particularmente quando a conversa resvalou para o facto de eu estar grávida e só conseguir ler cenas sangrentas, da sugestão do autor para que eu pintasse o quarto do bebe de vermelho e, especialmente, quando ele confessou que pesquisava N cenas no goolge para os seus livros. Foi realmente um pequeno tempinho bem passado. As pessoas têm de facto muitas camadas, não é assim? E desse lado, já pegaram finalmente num livro deste home ou ainda não??? O que raio esperam??


Sinopse: O corpo de um homem é encontrado numa casa vazia.O seu coração foi arrancado e entregue à família. A detetive Helen Grace sabe que esta não será a última vítima de um assassino em série. Os media chamam-lhe Jack, o Estripador, mas ao contrário: este mata homens de família que vivem vidas duplas e enganam as suas mulheres.Helen consegue pressentir a fúria por detrás de cada assassínio. Mas o que ela nunca conseguirá prever é quão volátil na realidade este assassino é. Nem o que a aguarda no final desta caça ao homem.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

2 para os 7


Faltam 2 semanas para os 7 meses e há algumas considerações a fazer sobre como tem sido esta jornada de 25 semanas. Até agora tem corrido tudo bem. Nada de extraordinário aconteceu, que não fosse "normal" acontecer. Sofri todos os enjoos possíveis e imaginários, até me terem medicado contra a coisa. Senti tonturas nos momentos em que devia comer e não o fazia por falta de tempo. Chorei e ri ao mesmo tempo como uma maluquinha e descarreguei ondas de mau humor no marido, tal como manda a lei da gravidez. Há muita coisa que é considerada "normal" na gravidez e que é na realidade uma bela bosta, mas uma pessoa até aguenta bem, porque lá está, é normal.  Só que quanto mais perto estou do final, maiores são as quantidades brutais de caca que tenho de sentir e aturar e o pior, é que nem todas se devem ao facto de estar grávida. 
O aumento de peso tem sido um pequeno "grande" problema durante a gravidez. Especialmente porque está instituído entre médicos que uma grávida só deve engordar X quilos...e claro que no meu caso, onde é que a norma já está. Uma pessoa ouve de tudo nesta fase. Como se já não nos sentíssemos ligeiramente humm como dizer, focas, ainda temos de levar constantemente com comentários como, "bolas tu engordas de dia para dia", ou o meu preferido "estás a prejudicar o teu bebe!".  De facto a diferença ainda é alguma, mas caramba não é preciso tanto sim. Tenho de me controlar constantemente para não responder com "Eu estou grávida, qual é a tua desculpa para estares gorda?", mas às vezes sai. 
Nesta fase começo já a ter muitas dificuldades em andar muito tempo em pé, ou até mesmo caminhar durante muito tempo. Exemplo disso é que fui no fim de semana passado à feira do livro e depois de 2 horas a andar por lá, estava K.O. e pronta para vir para casa. Pior, foi que no dia da criança, peguei na malta toda e fomos para a feira. 13 crianças de 3 anos, um dia inteiro de feira com temperaturas a rondar os 35 graus. Morri. Claro que morri. Quando cheguei a casa ontem, depois de um banho de água gelada nas pernas, chorei as pedrinhas da calçada todas. As dores nas pernas e pés eram tantas e o inchaço era qualquer coisa de sobrenatural, que me assustei claro e sinto-me perto do ponto de ruptura a nível profissional. Não sei quanto tempo mais vou aguentar continuar a trabalhar. São 3 os transportes que tenho de apanhar para chegar a Lisboa e ao fim de meses a entrar sempre nas mesmas carruagens com as mesmas pessoas, ainda é um filme para me darem o lugar. No comboio lá me vou safando, mas no metro é para esquecer. Ontem por exemplo, depois daquilo tudo ainda tive de ir em pé no metro, porque ninguém dá o lugar. As pessoas fingem que não estou lá especialmente aquelas que se sentam nos lugares prioritários. E sim, eu sei que devia pedir o lugar, mas não consigo. Um dos pontos altos desta gravidez foi ter sido insultada umas duas vezes por me terem dado o lugar. Não estou para me chatear e por isso, prefiro esperar e observar as caras de cú que as pessoas fazem quando vêem uma grávida a entrar no metro. É uma autêntica experiência sociológica. 
As dores nas costas durante a noite, são apenas suportáveis graças ao auxílio de uma almofada gigante que arranjei para ter na cama. Agora somos 6 a dormir. Eu e o bebe, o marido, a Nala e o Sebastião, e a almofada, que baptizei de Jerónimo. Não me perguntem porquê. Falando em Nala, tem sido tão giro ver a forma como ela me segue para todo o lado e me dá mimos. Uma querida! 
E também tem sido interessante ver a forma como os meus pimpolhos de 3 anos me tentam ajudar em montes de situações, como por exemplo tirar as camas à sexta feira e arrumar os lençóis, essas coisas assim. Estão a ficar uns crescidos. Enfim... já não consigo ver os meus próprios pés (mas vejo pelos de gata na foto), estou ligeiramente cansada, esfomeada e ansiosa. Faltam 2 semanas para os 7... respira Neuza. 




domingo, 29 de maio de 2016

Dicionário de Sonhos - Divulgação

Recentemente chegou cá a casa este livro. Não podia ter calhado melhor. Diz-se por aí (no submundo) que as grávidas têm sonhos muito estranhos. Confere. Confere para todas as grávidas menos para mim. Sempre tive os sonhos mais marados e estranhos do mundo. Cheios de criaturas nojentas, situações super caricatas, bichos, N coisas que me faziam pular da cama. Engravidei e capuft. E tudo o sono levou. É raro lembrar-me dos meus sonhos e quando lembro são sempre sobre coisas banais do meu dia a dia e que facilmente consigo processar. 
Por isso, quando no outro dia acordei sobressaltada porque estava a sonhar com um ex namorado, fui logo consultar o livro. Não me ajudou propriamente, na medida em que não há assim a explicação perfeita. Mas eu arranjei uma, não vá o rapaz ler isto, ou mesmo o pai da minha criança =)
O ex aqui da je, já é pai. Foi pai duas vezes. Agora que estou prestes a entrar na mesma fase que ele, dou por mim montes de vezes a perguntar se ele é feliz. Não com aquele intuito mesquinho sabem, mas genuinamente, gostava de saber se ele está bem, como estão as crianças, se está feliz, se ser pai é tudo aquilo que ele sempre pensou. Cenas. Acho que foi por causa disto que sonhei com ele, porque na realidade não vejo outra explicação. Uma coisa gira que este livro trás é um diário, onde podemos anotar aquilo que sonhamos assim como desenvolvimentos importantes sobre o resto do dia. Ao final e algum tempo sei que isto dá para ser tudo analisado e que nos ajuda a realmente processar os nossos problemas. Gosto muito. Se se interessam por este tipo de temáticas não deixem de dar uma vista de olhos a este livro. A edição é linda, de capa dura com sobre capa. Vale a pena =)

Sobre a Feira do Livro * 2016


Fui ontem à feira
Com intenções de ir Feirar.
Dei uma volta à coisa,
E saí de mãos a abanar!
by: Neuza

Gostaram do pequeno verso? É que foi mesmo isto que se passou, apesar de haver algumas pessoas que não acreditam em mim! Juro juro, que fui à Feira do Livro e não comprei nadica de nada. Pelo menos nada que dê para ler, porque 2 farturas vieram cá para casa. Fui ontem à Feira, especialmente para estar com amigas. E ia com dois sentimentos contraditórios: o de  "bolas vou desgraçar-me". E o de "nhe de certeza que nada me vai entusiasmar".
O que acabou por acontecer foi um misto dos dois. Vi imensos livros que constam da minha wish e que gostava de comprar. Mas não vi, infelizmente, promoções que me puxassem por aí além. Acho que este ano toda a gente se vai queixar do mesmo. Por causa da lei do preço fixo, as promoções estão super limitadas. Vá... super não, ainda dá para fazer packs de livros interessantes. Mas eu, tal como a maioria das pessoas, sofre de um mal que se chama "Eu só quero as novidades mesmo que tenha livros mais antigos na wish não quero saber quero aquele livro novo que cheira a novo e sabe a novo". Uma condição que afecta milhares em todo o país. Na Top Seller por exemplo, há um sistema de autocolantes de bolinha amarela. Os livro que têm bolinha, têm mais de 18 meses de publicação e por isso podem estar incluídos na promo que eles fazem, que no caso é leve 4 pague 3. Neste pack todos têm de ter bola... ora grande bosta! Não vai ser uma estúpida lei que me vai obrigar a comprar 4 livros com bolas que depois vou ter de estar cuidadosamente em casa a arrancar com álcool!!! Na leya também há mais autocolantes para tirar!!! Tudo cola em todo o lado! 
Por isso sim...vi muito livros que queria, especialmente na top seller e, de certeza que vou comprar pelo menos 3. Mas acho realmente que os preços não compensam. Mais vale comprar on line. Não me canso, tenho os livros na mesma e com a vantagem de não ter de estar a tirar autocolantes ou a limpar pó dos mesmos. Cheira-me que feira este ano, só mesmo pelo convívio. E desse lado, já se desgraçaram? 

sábado, 28 de maio de 2016

A Livraria dos Finais Felizes - Opinião

Opinião: Provavelmente um dos livros mais desafiantes que li este ano. Não que tenha lido muitos, mas se tivermos em conta que li um calhamaço de mil e tal páginas, dizer que este menino de 500 foi exigente, é dizer muito. Mas a verdade é mesmo esta. A Livraria dos finais felizes, foi um dos livros mais bonitos que já li mas também um dos mais puxadotes. Houve vários momentos em que senti que estava a ler dois livros diferentes, mas já lá vamos.
Este livro conta-nos a história de Sara, uma jovem sueca que dá início a uma troca de correspondência com uma velhota americana. As duas partilham o amor pelos livros e, para além de trocarem cartas onde se dão a conhecer, passam também a trocar os ditos. A Sara envia, por exemplo policiais nórdicos, e a Amy, alguns clássicos americanos. A amizade entre as duas evolui de tal forma que Sara se vê a ser convidada para ir passar férias à pequena localidade de Broken Wheel. Como a própria sinopse indica, quando ela lá chega, depara-se com uma situação totalmente inesperada e que vai dar inicio a todo um novo rumo na história. 

Dizer que este livro é perfeito para todas aquelas pessoas que gostam de ler, é dizer pouco. É-o de facto, mas também é muito mais. Uma verdadeira lição sobre como objectos tão simples como livros, podem de facto ajudar as pessoas em momentos de grande aflição. Gostei muito desta história mas poderia dizer que se encontra claramente dividida em duas partes. Numa primeira fase de leitura, acompanhamos a Sara os seus devaneios, os dilemas morais com que se depara e todas as suas dúvidas. Tornou-se por vezes massudo, pelo menos para mim. No entanto, do nada, o livro assume um tom mais leve e romântico, o que acabou por o salvar. Há quem tenha preferido o contrário, portanto este livro dá para os dois lados. A escrita é linda e com algum nível de profundidade que me espantou. Não esperava. Especialmente porque tinha este livro em wish (mas em inglês) há algum tempo e pela capa americana, sempre julguei que se tratasse de um livro super divertido. Tem os seus momentos, mas é muito mais do que isso.   
É um livro que fala sobre livros. Que nos dá a conhecer novos autores e que nos desperta a curiosidade face a várias obras. Dá realmente vontade de pegar em N histórias depois de ler este e, acabamos a dar por nós a pensar na frase que figura na capa do mesmo. Há sempre um livro para cada pessoa e uma pessoa para cada livro, algo assim. E é isto que a nossa personagem faz. Abre uma livraria e acaba por ir conhecendo as pessoas através dos livros que lhes dá e vice versa. Só houve uma coisinha que não apreciei tanto. Pelo facto de ser um livro que fala de outros livros, nomeadamente alguns clássicos, houve uma situação em que fui completamente spoilada sobre uma história, que por acaso figura na minha estante como um dos livros que mais quero ler. Fiquei não só a saber o cerne do enredo como o final em si. Passei-me claro. Mas depois também é aquela cena... são clássicos caramba... lê mas é e cala-te. Resumindo e baralhando, recomendo obviamente a todos os livrólicos que por aí andam, mas vão preparados, que a leitura não é assim tão fácil quanto isso. Mas o final compensa, ahh se compensa.

Sinopse: Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores 

amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores, que a fazem viver sonhos, viagens e paixões. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel. A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro. E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e, talvez, um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas gente, mas de grande coração, encontrará amizade, amor e emoções para viver. E finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.

Um, dó, li, tá - Opinião

Opinião: Não tenho por hábito ler muitos thrillers ou livros com algum tipo de componente policial. E sinceramente pensei, que estando grávida ia preferir ler livros mais delicodoces e leves. De facto, no começo da coisa foi assim, mas agora dou por mim a desejar aquela sensação de ler um thriller inquietante. Daqueles que nos prendem e que nos fazem soltar gritinhos (algo que me acontece com alguma frequência). Vai daí, e depois de ter começado a ler um livro da minha querida Dorothy Koomson, e da coisa não estar a resultar, decidi pegar num dos livros que desejava muito ler ainda este ano. Comprei o um dó li tá na feira do livro do ano passado assim como a sua continuação. Claro que não li nenhum e, como o autor vem este ano à feira do livro, teve de ser. Os rabiscos são importantes para mim num livro e este não vai ser excepção. Foi absolutamente excepcional e um dos melhores livros que li este ano...o que para quem leu apenas 9 é dizer muito. 
O livro é exactamente aquilo que a sinopse promete. É o primeiro de uma série, a série Helen Grace e que garante muitas horas de tensão. Neste primeiro livro acompanhamos a nossa inspectora na resolução de um difícil caso de homicídios em série, ligeiramente macabros e aterradores. Duas pessoas são raptadas e confrontadas com a complicada escolha de decidir qual delas morre. Assim um bocadinho à Saw, segundo me disseram. Há sempre muito por trás deste tipo de casos, mas nesta história... há torrentes de significados por trás das mortes e à medida que vamos lendo e compreendendo aquilo que nos é exposto, vamos ficando cada vez com mais cara de parvas. Foram vários os momentos em que soltei as minha típicas exclamações, mas garanto-vos, que no momento em que se sabe quem é que está por trás das mortes, tudo nos cai ao chão. E das duas uma, ou continuamos a ler ou, precisamos de uma pausa para assimilar e juntar as pecinhas do jogo. 
A conclusão é brutal e inesperada e deixa-nos com vontade de pegar imediatamente no segundo volume. Confesso que gostava que o confronto final tivesse sido mais explorado e desenvolvido, mas por outro lado, o facto de o autor ter uma escrita super cinematográfica, faz com que a coisa passe bem ao lado. Ler este livro é como assistir a um autêntico filme. Brutal. Como já referi no começo, este ano o autor vem à feira do livro de Lisboa, penso que no dia 10. Claro que lá estarei para o conhecer pessoalmente e lhe perguntar, se ele joga com o baralho todo. 

Sinopse: DOIS REFÉNS. UMA BALA. UMA DECISÃO TERRÍVEL. SACRIFICARIA A SUA VIDA PELA DE OUTRA PESSOA?
Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw, Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

sábado, 7 de maio de 2016

Revelações

Desde que me conheço que sonho ser mãe. Sempre foi um sonho e um desejo e, portanto, ver-me cada vez mais perto de cumprir esse papel está a ser mágico. No entanto, sempre me imaginei mãe de uma menina. Nas minhas brincadeiras em criança, lá no meio dos nenucos e restantes bonecadas, sempre tive filhas e sempre se chamaram Laura. Não me perguntem porquê. Talvez seja daquelas coisas intrínsecas às meninas. Brincamos às mães e aos pais e somos sempre mães de meninas. Por este motivo, não é de estranhar que nas minhas fantasias de mãe e nestes 5 meses de gravidez, sempre tenha imaginado uma menina. A vida e o dia-a-dia com uma menina, cheia de coisinhas cor de rosa, vestidinhos e laçarotes, cabelinho aloirado e encaracolado como o do pai e feitio de caca como a mãe.
Por trabalhar com crianças sempre achei as meninas mais interessantes. Sorry... mas são. São mais espevitadas, mais nariz empinado e com muito mais personalidade. Mais espertas e maduras... o que também faz com que sejam mais difíceis de educar (especialmente na adolescência...felizmente já me livrei da adolescente cá de casa)...os rapazes são mais práticos, mais simples e mais barulhentos. Mas também é um dado adquirido que são muito mais dados às mães e as meninas aos pais.
Ontem foi dia de ir fazer a ecografia do 2º trimestre. A eco morfológica, onde todos os órgãos são vistos ao pormenor e onde se fazem montes de medições. É também a eco onde geralmente se descobre o sexo do bebe. Finalmente ficámos a saber o que é que tenho aqui dentro aos pontapés a toda a hora. Lembram-se quando aceitei apostas sobre o sexo do bebe? Digamos que a maioria das pessoas estava certa. Vem por aí um menino. O mais estranho foi que assim que a eco começou e olhei para a cara do bebe, pensei logo que era um rapaz. Se fosse menina provavelmente teria um nariz mais pequenino e arrebitado. Passado quase 20 minutos lá o médico desvendou o sexo de uma forma que me fez rir à gargalhada e ao pai da criança também. Parou a imagem (onde se via muito bem a forma do sexo) e começou a desenhar à volta a fazer o contorno. Depois, só para que eu não tivesse dúvidas, escreveu "pilão xxl". O meu mundo parou naquele momento. 
Não consegui parar de sorrir tal era a felicidade que estava a sentir. Naquele momento, todas as ideias sobre ter uma menina voaram pela janela. Fiquei tão feliz que vim para casa o caminho todo a sorrir. Estou super feliz e sinto-me literalmente, nas nuvens.
Finalmente vamos poder começar a planear e preparar a chegada deste bebe. Comprar roupinhas que não sejam neutras, decorar o quarto dele e escolher nomes. Esse é o próximo desafio. Só tínhamos nomes para meninas e nada de ideias para rapaz. Agora é pesquisar e pensar realmente naquilo que gostamos. Que nomes mais vos seduzem? Confesso que não sou fã de nomes tradicionais e prefiro muito mais nomes que sejam pouco vistos. Dou por encerradas as apostas e que comece uma nova etapa na gravidez. 

sábado, 30 de abril de 2016

Passatempo De Amor e Sangue * Resultado


Alo gente fofa! Hoje trago-vos o resultado do passatempo de aniversário aqui da je. A sorteio estava um exemplar do livro De Amor e Sangue, de uma das minhas escritoras preferidas, Lesley Pearse. 



Com um total de 134 participações, sendo que 124 foram consideradas válidas, a vencedora foi a participante nº 116, Cláudia Teixeira, de Paço de Arcos. Espero que leias a mensagem que te enviei =)








Muito obrigada a todos pela participação e por me ajudarem nesta tarefa hercúlea de limpar as minhas estantes, não só de livros repetidos, como era o caso, mas também de livros que já não quero. 
Entretanto, estamos perto do aniversário do blog, pelo que espero poder lançar mais alguns passatempos entretanto. 


segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Pacto #1 - Opinião

Opinião: Começo esta opinião por dizer que passadas algumas horas desde que terminei a leitura deste livro, ainda me sinto meio apanhada de surpresa pelo simples facto de ter realmente gostado daquilo que li. Se acompanham o blog com regularidade, sabem que eu e romances eróticos não nos damos bem. Temos assim uma relação de ódio-ódio. Ainda não houve um único livro dentro do género que eu tenha gostado, no entanto, verdade seja dita: o que é que eu já li, que se enquadre no género e que eu não tenha gostado? 1 livro. Apenas 1 livro e foi o suficiente para classificar todo um género como fraco. Não preciso de relembrar que esse livro foi as 50 sombras de cóco e que o odeio de morte com todas as forças do meu ser. Acho que aquilo que tenho dito que não gosto é da forma como determinadas cenas são retratadas pelos autores em diferentes livros de diferentes géneros. Como por exemplo em Outlander. O que que este livro fez, foi obrigar-me a dar um dedinho à palmatória, porque na realidade gostei bastante dele.
Estamos perante um livro New Adult com uma forte componente erótica mas que não é o foco principal da história. Talvez isso tenha ajudado ao facto de ter gostado tanto. Acompanhamos duas personagens principais que, como o próprio nome do livro indica, fazem um pacto que os compromete a ajudarem-se um ao outro com diferentes objectivos. Ambos têm um passado conturbado que, longe de ser novidade neste tipo de histórias, ajuda a dar alguma profundidade à leitura. Hannah é uma menina certinha e Garrett um bad boy, no entanto, as coisas não são assim tão preto no branco e também os papeis se podem inverter de vez em quando. Gostei muito da forma como o Garrett ajuda a Hannah a soltar-se e a confiar mais, não só nas pessoas, mas também no meio que a envolve. Mas gostei principalmente da forma como a Hannah, sem realmente se aperceber, acaba por ajudar o Garrett em mais que uma forma.
Não estamos perante um livro mega elaborado, super dramático e com uma grande carga emocional. Mas somos antes confrontados com um livro muito fácil de ler, muito simples a nível de escrita e com uma construção de história que faz sentido. Este ultimo aspecto foi aquele que mais gostei. A escrita é aquilo que se esperaria de um romance New Adult. Alguns palavrões pelo meio, algum calão que em algumas situações me desagradou; sempre que leio coisas como o meu pau isto ou aquilo, dou por mim a perceber que me estou a tornar uma careta de 30 anos e tenho de me forçar a lembrar, que as personagens do livro estão nos 20 e que para além disso, são americanas. Que me perdoem o juízo de valor... mas a sério... ler estes livros ou ver um filme sobre uma qualquer faculdade americana e os seus jovens e festas de fraternidades é quase a mesma coisa. Mas neste caso a história foi bem construída. Não temos o típico amor instantâneo ou os habituais dramas de filme. 

Temos uma relação que começa com bastante indiferença, avança para a amizade e culmina num romance hot hot hot, capaz de nos fazer ler compulsivamente até às 2 da manhã. Acordei por volta das 8, após ter sonhado com as personagens e, atirei-me imediatamente à leitura do livro. Por volta do meio dia tinha terminado.
Não tenho na realidade, melhor elogio que este a fazer ao livro em si. É uma leitura viciante que dá início a uma nova série que espero, sinceramente, que seja publicada pela Suma em Portugal. Já sei que o foco dos restantes livros irá ser nas personagens que rodeiam a Hannah e o Garrett, mas honestamente, se forem tão aditivos quanto este, nem me importo muito. 



Sinopse: Hannah Wells encontrou finalmente aquela pessoa. Segura e confiante em todas as outras facetas da vida, enfrenta uma série de receios e inseguranças no que toca a sexo e sedução. Se quiser prender a atenção da sua nova conquista terá que sair da zona de conforto... Mesmo que tal signifique ter que aturar o arrogante e infantil capitão da equipa de hóquei... E vai ser tão bom. 


Ser jogador de hóquei profissional foi tudo o que Garrett Graham sempre quis, mas as notas de final de formatura ameaçam deitar por terra este sonho, pelo qual tanto tem lutado. Se ajudar uma morena, muito gira e cheia de sarcasmo, a fazer ciúmes a outro lhe garantir a posição na equipa, que seja! Mas um inesperado beijo leva-os às cenas de sexo mais incríveis das suas vidas, e não vai levar muito tempo até que Garrett perceba que fingir não será o caminho... Terá, sim, que convencer Hannah de que o homem que ela procura se parece em tudo com Garrett. Elle Kennedy é autora best seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Escreve romances de suspense e eróticos contemporâneos. Heroínas fortes e sensuais, e heróis sexy e musculados são marca dos seus livros, temperados com muito «calor» e alguns perigos, pelo que já conquistou um vastíssimo público leitor