sábado, 16 de abril de 2016

29 e tantos

Ontem foi o dia em que fiz 29 anos. Woo. Caneco...como é que o tempo passa tãoo depressa?? Ainda me lembro do tempo em que achava que ter 29 anos era o equivalente a estar super velha e cota e com a vida já toda organizadinha e bem definida.
Como é que é possível que uma pessoa se engane tanto quando é adolescente? Por volta do meu 7º ano havia um jogo que eu e a minha melhor amiga +Cátia Costa  costumávamos fazer. Sinceramente nem me lembro se a coisa tinha nome mas começava com a seguinte pergunta: Com quantos anos queres casar? Colocávamos o numero escolhido no centro de uma folha e, depois, tínhamos de escolher cerca de 5 países onde passar a lua de mel, 5 cores para o nosso vestido, 5 meios de transporte e mais umas quantas coisas parvas. 
Imaginando que dizíamos que queríamos casar com 24 anos (sim eu costumava achar que aos 24 ia ter a vida feita) a nossa amiga ia contando as opções todas até chegar ao 24 e riscava a que calhava até ficar só uma opção de cada conjunto. No final dava algo do género: Ok...vais casar com 24 anos, na praia, vais de verde, a lua de mel vai ser na Brandoa, vais ter 8 filhos e o teu marido vai chamar-se Manel e já agora, é ruivo. Tchanannn.... era isto que uma pessoa fazia para imaginar como seria o nosso futuro a nível romântico (o que acabava por ser, no fundo, o equivalente a toda a nossa vida). Fomos adolescentes felizes. 
Mas ontem, dia de festa, o meu dia foi uma perfeita caca. Tudo a nível profissional, adiante-se. Foi um dia muito atribulado composto por um grande problema que se mantém por resolver e que não me sai da cabeça. Mais para o final do dia a coisa começou a melhorar e in the end, a coisa passou-se. Houve ali um momento, na altura de cantar (pela 4ª vez nesse dia) os parabéns, que dei por mim a pensar no que tinha conseguido conquistar com 29 anos de idade, comparando com aquilo que pensava que a minha vida ia ser, quando era miúda. A verdade é que a coisa até nem está assim tão desfazada daquilo que imaginei...talvez com a excepção de não ser magra ou rica, coisas que pensava realmente que me iriam acontecer eventualmente. Também pensava que ia ter um carro giro e vestir-me como uma senhora... mas nem uma coisa nem outra. De qualquer das formas, acho que vou ser aquela pessoa que quando fizer os 30 vai chorar pelo fim de uma etapa e o começo de outra! Ontem depois de ter jantado fora com o namorido, disse-lhe o seguinte: "Agora para terminar a noite, se não estivesse grávida, íamos ao Cachaça dançar". Ao que ele me respondeu: "Pff... esquece... já passaste o prazo de validade do Cachaça, aquilo é só miúdas". Fiquei com cara de cú confesso e pensei, mas que raio é que este tolo está para aqui a dizer? Eu sou uma miúda!!! Ainda hoje me deram 25 anos! Eu consigo tocar com os pés na cabeça!!! Depois respirei fundo e segui em frente.
Enfim... tudo isto para agradecer a todas as pessoas que contribuíram para o meu dia ser um bocadinho melhor do que aquilo que foi. Obrigada pelas mensagens de parabéns e pelas prendinhas para mim e para o baby. Adorei tudo! Espero sinceramente que continuem desse lado para ler o discurso lamentável dos 30 anos. 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

By Mom - Love it!!!


Ultimamente, tanto eu como o pai da criança, temos pensado bastante no futuro quartinho do nosso bebe. Houve uma mudança de ultima hora cá por casa, que fez com que acabássemos por ganhar um quarto a mais e um escritório que nunca tínhamos planeado. Sorte para nós que agora temos muito mais possibilidades do que antes.
Não sei se posso falar de boca cheia, ou assim com muitas muitas certezas, mas tenho sempre a sensação, de que a decoração do quarto do bebe, acaba por ser sempre preocupação e responsabilidade das mães (ou então somos nós que usurpamos a tarefa para nós). Mas no nosso caso, ambos nos preocupamos com o ambiente que queremos criar para a nossa cria.
A melhor coisa de todas é que temos o mesmo gosto a nível de decoração, o que faz com que ambos estejamos na mesma onda sobre aquilo que queremos. Nada de coisas com bonecos. Sei que há muitas mães que gostam deste estilo, aliás conheço montanhas delas, mas pessoalmente não gosto. Já basta a roupa dos bebes estar praticamente toda decorada com ursos e gatinhos a andar de barco ou carro, para ainda ter de encher as cortinas e lençóis com mais bicharada. Gostamos muito mais de padrões, de cores suaves conjugadas com outras mais fortes...de um quarto de bebe que facilmente se adapte à idade da criança e aos anos vindouros.
Por isso, quando numa das minhas mil e trezentas pesquisas pelo facebook fora, descobri a página da By Mom, fiquei rendida. Tem tudo aquilo que gosto e mais um bocadinho assim. Desde as cores utilizadas, aos padrões, ao estilo todo no geral, é mesmo aquilo que queremos para o quarto do nosso bebe. Estou absolutamente rendida aos amarelos e cinzas, assim como aos azuis e corais e todas as cores e combinações e mais algumas. Como na Sexta feira faço anos, decidi comprar uma prenda de mim para mim; este ano, pasmem-se, a prenda não vai ser um livro. Este ano decidi oferecer a moizinha uma linda almofada de amamentação, que daqui a uns bons tempos, vai ser a minha almofada de leitura! 

Mal posso esperar por a ter cá em casa e começar a namorar com ela. Afinal de contas é do conhecimento geral que as almofadas de amamentação e semelhantes chouriços almofadados, são os substitutos dos maridos durante as ultimas semanas de gravidez. 
Portanto é isto. Encontrei a pessoa perfeita para me ajudar a decorar e personalizar o quarto da cria. Deixo-vos o link para a página do facebook, para que possam colocar o vosso gosto e namorar todas estas coisas maravilhosas que há por lá. 

https://www.facebook.com/ByMom30/timeline

domingo, 10 de abril de 2016

Party Day


Hoje é dia de festarola em casa da prima Cláudia. Não me canso de vos mandar ir espreitar o blog dela. Chama-se Curly aos Bocadinhos e, é dos blogs em que mais gosto de navegar. Porque é mais do que um blog sobre livros (a gaja vai lançada em leituras este ano... grrr) acaba por se tornar um espaço, onde a pouco e pouco vamos conhecendo mais e mais da pessoa por trás da coisa. É íntimo, é pessoal e confortável. Adoro-o. 
Mas vamos parar com a graxa e passar ao que interessa. Tenho ordens médicas para não abusar em doces. Idealmente para nem os comer. Ordens para me ficar pelas gelatinas e fugir a 7 pés de tudo o que for pão. Durante a consulta fiz questão de relembrar à enfermeira, que em Portugal e no mundo existem montanhas de variedades de pão... e que eu não provei nem metade deles. Portanto, como assim fugir do pão?? Tem como fazer isso? Não sei como conseguem viver aquelas pessoas que não comem nem uma côdeazinha! Sério... como?
Posto isto, ainda não sei que coisas doces me esperam por terras saloias... mas uma coisa é certa... hoje vou esquecer a enfermeira por um pedacinho. Juro-vos que o bebe já anda aos pinotes aqui na barriga, só com a expectativa de poder comer gordices! Portanto prima, não espero uma pavlova... mas pelo menos um bolinho bom! Cof cof será que a tia fez o bolo de cenoura??? 

Passatempo - De Amor e Sangue



Porque o meu aniversário está quase aí ao virar da esquina, decidi oferecer-vos um miminho! 
Tenho cá por casa um exemplar repetido do livro De Amor e Sangue, da minha autora de eleição, Lesley Pearse.
As regras de participação são as do costume e o passatempo é válido até ao dia 24 de Abril. Boa sorte a todos!


Regras de Participação:


1- Apenas é permitida uma participação por pessoa;
2- O envio do prémio será feito por mim;
3- O vencedor será escolhido através do Random Org;
4- O vencedor será publicado no blog e contactado por mim para o email que referir no questionário;
5- Apenas serão aceites participações com moradas de envio em Portugal Continental e Ilhas;
6- É obrigatório ser seguidor do blog e fazer partilha pública do passatempo, numa rede social à escolha.
7- Podem encontrar as respostas aqui: http://www.wook.pt/ficha/de-amor-e-sangue/a/id/16747141






sábado, 9 de abril de 2016

P.S. Ainda te Amo - Opinião


Opinião: Terminei agora mesmo o 2º livro (de uma possível trilogia) P.S. Ainda te amo. Ainda que este livro não me tenha cativado tanto quanto o primeiro, levou, ainda assim, 4 estrelas no goodreads. As opiniões dividem-se; para algumas pessoas, este foi o seu livro preferido. Mas para a maioria, esta sequela é claramente mais fraca que a anterior. Este livro começa exactamente do ponto onde o primeiro ficou (literalmente de onde ficou) e termina de uma forma que me faz mesmo acreditar que virá por aí a continuação brevemente. Continuamos a acompanhar o drama amoroso entre a nossa protagonista, Lara Jean e o parvo do Peter. Lamento, não gosto mesmo nada do miúdo e, este arrastar de situação que o livro mostra, foi aquilo que menos gostei nesta história. Não houve grandes desenvolvimentos ou revelações. Apenas algumas situações que surgiram de repente  e que deram um novo fôlego ao livro. Honestamente, se não fosse pela dinâmica familiar que a autora criou, possivelmente não teria gostado tanto destes livros. A família da Lara é a melhor parte de toda a história. Gosto sobretudo do facto de a autora ter optado por ter um pai viúvo em vez de uma mãe. Foi um toque agradável e diferente numa história que só por si, já está cheia de todos os clichés do mundo (os adolescentes pelo menos). Se por um lado estes clichés tornam a história muitas vezes previsível, por outro trazem-nos ,a nós, mulheres mais velhas (cof cof...oh pra mim tãoo madura) uma espécie de conforto estranho. Já passamos por aquelas sensações e emoções e sabe bem reviver os nossos namoricos da época. Falo por mim, que era aquela miúda que estava sempre apaixonada por alguém, identifico-me muito com a Lara Jean. Sou uma apaixonada por o amor. 
Já leram esta sequela? De qual gostaram mais e acreditam que vai haver continuação? Ou melhor ainda... acham que faz falta um terceiro livro?
Dilemas dilemas.

P.S. - Não é de propósito que os textos aqui no blog aparecem marcados com outra cor... esta coisa parece ter vida própria! 


Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito atribulada, pelo menos na sua imaginação. Ela jamais imaginou que as cartas que escreveu a despedir-se dos rapazes por quem se apaixonou, mas a quem nunca teve coragem de confessar o seu amor, chegassem às mãos dos seus destinatários. E por causa disso meteu-se numa grande confusão. Para escapar à vergonha, começou um namoro a fingir com o Peter Kavinsky.
Lara nunca esperou apaixonar-se a sério pelo Peter. E por isso está mais confusa do que nunca.
Agora, ela terá de aprender a estar num relacionamento que, pela primeira vez, não é a fingir. Porém, quando um outro rapaz do seu passado reaparece na sua vida, Lara percebe que também nutre por ele sentimentos mais profundos. Será possível uma rapariga estar apaixonada por dois rapazes ao mesmo tempo?
Uma história dedicada e encantadora, que nos mostra que o amor não é fácil, mas que é por isso mesmo que é tão fascinante apaixonarmo-nos. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Lembram-se do Monstro das Cores?


No dia em que decidimos que íamos organizar as nossas emoções em frascos, tal como fez o Monstro das Cores, toda a nossa atitude mudou. Nunca uma história deu tanto gozo ao ser trabalhada pelo meu grupo. E mesmo agora, que já partimos para outra, estes frasquinhos continuam presentes no nosso dia a dia. Definitivamente, uma história infantil que recomendo e recomendo e recomendo! Para todos!!! 

quinta-feira, 31 de março de 2016

"Será menino ou menina..."

"... ao pai pouco importa, é mais um anexo". Já cantava o Tim. Acreditam que esta coisa de música não me sai da cabeça já há uns 2 meses?? Passo a vida a cantar a música apenas por causa deste trecho (e da parte do "sémen sémen sémen semente", que sempre achei piada). 
Esta coisa de uma pessoa engravidar e não saber logo o sexo do bebe é uma grande treta! É que uma pessoa quer comprar coisinhas e pedir aos pessoal do tricô para fazer mantinhas e botinhas e não dá!!! Tudo tem de ser neutro; e mesmo as coisas que são neutras são, na minha opinião, muito femininas. Ou porque têm um lacinho ou um botão mais xiribicóco...por aí. Se não acreditam, a próxima vez que forem ao hipermercado comprar papel higiénico (ou qualquer outra coisa) verifiquem. Já tenho uma gaveta no meu roupeiro com algumas peças de roupa para o baby e adoro estar sempre a mexer naquilo. Deve ser algum instinto primitivo qualquer. Aquela cena que estão sempre a falar de fazer o ninho; pois eu sinto-me uma verdadeira andorinha a construir a casota para o bebe.
Ainda falta cerca de 1 mês e pouco para saber definitivamente o sexo do bebe... mas hoje fui ao médico eeeeeeeeeee (suspense), após demorada análise da ecografia, suspeita-se que virá por aí __________________________________________________________________________________________________ qualquer coisa que não vou dizer para não dar azar à coisa. A médica sugeriu começar a aceitar apostas sobre o assunto =) só para dinamizar um bocadinho a coisa. Todas as pessoas que me rodeiam têm as suas teorias malucas sobre o sexo do bebe. Seja pela forma da barriga, pela minha cara, pelo tamanho do meu grande rabo ou mesmo pelos desejos que tenho. A verdade é que só há duas hipóteses mas vou deixar-vos aqui os "sintomas do sexo" e depois vocês dão o vosso palpite!
  • A minha barriga é enorme (para quem tá de 4 meses)
  • Tem um formato mais para o redondo
  • Estou tão larga quanto uma mini prancha de body board
  • A minha cara parece uma bolacha
  • Ao fim de 16 semanas continuo muito enjoada
  • Tudo o que como fica aqui no estômago a fermentar imenso tempo e assim que desaparece, tenho fome
  • Tenho vontade de comer coisas salgadas, como pizzas, rissóis, batatas...basicamente gordices
  • Não suporto cheiro de coisas cozidas, como peixe e legumes mas, adoro o cheiro de detergentes 
E basicamente é isto! Aceitam-se palpites e apostas e isso =) o que é que acham que vem por aí? Menino? Menina? Ou alien??? 

domingo, 27 de março de 2016

A todos os rapazes que amei - Opinião

Opinião: Li um livro num dia! UAU ! Sabem há quanto tempo isto não acontecia?? Aos séculos!!! Acho que a ultima vez que li um livro num dia... terá sido com o livro Do céu com amor, se não estou em erro. Tendo em conta que não ando a ler nada de jeito, já estão a ver a minha cara de espanto quando dei por mim ontem à noite a fechar o livro e a dizer em voz alta: Vou já ler o próximo! E foi isso que aconteceu mas já lá vamos.
Sobre este pequeno livro, conta a história de uma adolescente meio taralhouca das ideias, que gosta de escrever cartas de amor a todos os rapazes por quem se apaixona a sério. Cartas essas que obviamente nunca chegam às mãos dos destinatários; são secretas. Até ao dia em que... capuft, tudo acontece e estes rapazes têm oportunidade de ler as ditas cartas. A partir daqui desenrola-se toda uma série de eventos que vão actuar em modo bola de neve. O 2º livro, que também já comecei a ler, começa exactamente do ponto onde termina o 1º, motivo pelo qual lhe peguei logo de seguida.
Gostei muito desta leitura, não tanto pelo seu conteúdo, mas mais porque me fez ler e passar um tarde agarrada a um livro, coisa que não acontecia de todo. No entanto, e vamos direitos ao assunto; o conteúdo deste livro é igual a 0. Os capítulos são praticamente todos de 2 páginas e equivalentes a 1 dia na vida da protagonista e é totalmente cheio de todo o tipo de clichés possíveis e imaginários presentes em young adults. Basicamente é daqueles livros que fala fala fala fala, mas não diz nada. Mas, como todos os livros cujo conteúdo é 0, cumpriu a sua função. Agarrou-me.
Quanto ao 2º livro, confesso que já me está a ser um bocadinho difícil manter-me ali super agarrada a todo aquele drama. É do tipo, uma dose de miúdas aos gritos é suficiente, duas já é demais. Vamos ver onde a coisa irá parar! Entretanto espero que a vossa páscoa tenha sido maravilhosa e cheia de guloseimas. Eu consegui finalmente largar o ovo kinder, mas estava muito difícil e, espero que estejam a lidar com a mudança de horário muito melhor do que eu. Boa semana!!! 




Sinopse: «Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.

Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.

Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

domingo, 20 de março de 2016

A Primavera - Aquela coisa disfarçada de Outono


Olhem para mim, tão catita e primaveril em criança! 
Decidi contrariar um bocadinho a tendência do pessoal, de neste dia publicar uma qualquer foto linda cheia de flores e sol e tudo aquilo que simboliza a primavera. Só que o dia de hoje... não...simplesmente não. Já olharam bem para fora da vossa janela? O que vêem? Nop..não estou a falar da vizinha que está a entender a roupa de pijama, ou da pastelaria que a esta hora está já a rebentar pelas costuras. Como está o tempo para os vossos lados? Por aqui temos um dia de Outono lindo e maravilhoso. Húmido a fugir para o molhado... frio e tal... essas coisas boas. A única coisa que de facto lembra a primavera é o meu nariz e olhos, que há mais de duas semanas que andam a antecipar a chegada da estação. Juro que é verdade. Já não me acontecia há algum tempo acordar toda cheia de comichões e a pingar que nem uma torneira com fugas, mas a verdade, é que este nariz está uma lástima! Enfim... as maravilhas da minha estação preferida. A primavera é a época da Páscoa e portanto, de ovos kinder deliciosos... é a altura dos meus anos! Wooowoooo quase quase nos 30! É a altura em que quase de certeza vou adoptar algumas andorinhas na minha varanda! E é a altura em que vou poder comprar sabrinas novas! Aiii como tenho saudades de calçar sabrinas! É, se ainda não perceberam, a minha estação do ano preferida, com ou sem alergias! Quem me tira a primavera, tira tudo! E agora.. a foto cliché!



Actualizações de leituras * Estado: Paradas, paraditas, paradérrimas

Nunca pensei viver para ver chegar o dia, em que eu diria o seguinte: "Acho que já não gosto de livros". Não só estou super viva, como já me ouvi dizer isto, pelo menos umas 2 a 3 vezes por dia (todos os dias). Eu não consigo ler. Muito resumidamente é isto e, caso queiram parar de ler o post por aqui, podem perfeitamente fazê-lo, porque daqui para a frente vai seguir-se uma enxurrada de queixinhas e choraminguices sobre o porquê de não conseguir ler... e bla bla bla... bla ... ble.
A verdade, é que nem eu sei bem porque é que não consigo ler. Desde que que descobri que estou grávida que a minha cabeça anda em todo o lado menos nos livros. Penso que em Janeiro ainda publiquei um vídeo no meu canal, mas depois apenas silêncio. Fevereiro foi o mês do sono; o mês em que dormi sestas, em que passei um Sábado inteiro a dormir; o mês em que lia 1 página fosse do que fosse, e caía para o lado. Mas e agora... qual é a desculpa? Já não sinto tanto sono, já estou mais focada e menos aluada, portanto, o que raio se passa com este cérebro, que não quer ler? Absolutamente nada, digo-vos eu. Mas nada literalmente. Se o meu crânio fosse transparente, aquilo que vocês poderiam observar bem lá dentro, seriam aqueles rolos de palha que circulam pelos desertos dos filmes de cowboys. Vento... e uma imensidão de absolutamente nada. Deus...isto é deprimente.
Dou por mim a olhar para as estante e não há nada nelas que me cative. Dou por mim a criar pilhas e pilhas de livros dos quais me quero livrar! Sim, leram bem... ando a dar livros! O que raio se passa comigo? Acho que já não gosto de ler. Sempre soube aquilo que me definia. Sempre foram os livros. Pelo menos desde que me considero gente (da adolescência para a frente). O que é que eu gostava? De livros e de ler. Passatempo preferido? Ler. Aquilo que mais gostas no mundo? Livros. Simples assim. Agora receio tornar-me naquelas pessoas que perdem a sua identidade mal se tornam mães. Receio ser aquela mulher que assim que parir, se esquece de quem é e se coloca constantemente em 4º plano. Não quero ser assim. Quero ler caramba, quero gostar de ler! Quero amar ser mãe e ainda assim sentir que sei quem sou. Quero continuar a ser a Neuza pateta!
É normal? É normal passar por esta fase em que a minha cabeça só consegue pensar nas mudanças que estão para chegar fazendo com que me esqueça da pessoa que sou? A realidade é que me sinto um bocadinho apavorada com isto tudo. Toda a minha vida quis ser mãe e acredito que isso também ajudou à escolha na profissão; mas as mulheres que me rodeiam (a grande grande maioria delas) parece focar-se apenas nos aspectos negativos da maternidade. Nenhuma me diz coisas boas e todas parecem sentir um gozo quase macabro em dizer-me que a minha vida vai ser miserável daqui para a frente. Juro-vos que já cheguei até a confrontar uma com a pergunta: "Tu não gostas de ser mãe pois não?". Basicamente é isto... não consigo ler e tenho receio de estar a perder a minha identidade enquanto pessoa e mesmo enquanto blogger e booktuber. Preciso de alguns conselhos sábios de pessoas que não estejam completamente deprimidas com as suas vidas enquanto mães... porque aparentemente, isto é tudo o me rodeia.