sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Livros lidos VS Livros comprados

Sim, façam todos esse ar espantado, porque aqui vou eu outra vez falar sobre a minha necessidade parva de comprar livros mesmo quando não preciso deles (acabei de comprar mais dois, mas não digam a ninguém). 
Estamos em Fevereiro e ainda não fiz um balanço do ano que passou. Quer a nível de números, qualidade daquilo que li e sobretudo, desafios mais específicos a que me propus. A coisa correu bem e mal ao mesmo tempo e sim isto é possível. Li muito no ano que passou. Muito mais do que aquilo que julgava ser capaz de ler. No ano anterior, ou seja 2014, queria ter lido 50 livros e estive quase lá. No ano passado, estabeleci a mesma meta... e ultrapassei-a. Li um total de 57 livros, o que sejamos realistas, é óptimo. Tomara que todos os portugueses lessem pelo menos 30 livros por ano. Mas não faz mal porque nós livrólicos compensamos estes números todos. Compensamos por aqueles que não lêem e por aqueles que não compram. No entanto, não andaremos nós a compensar demais? Eu sei que ando; e sabem como é que sei isso? Quando percorro a minha estante e encontro livros cujo interesse por eles se desvaneceu...foi-se...capuft. Livros caros (porque os livros são muito caros) e que já não quero ler. Ainda hoje estive a percorrer a minha wishlist e a apagar livros que por lá tinha, especialmente de séries.
No inicio deste ano, quando comecei com estas crises sobre gastar dinheiro inutilmente em livros (e acreditem em mim quando vos digo que mais para a frente vão entender o porquê desta crise) decidi fazer uma lista com todos os livros que tinha comprado ao longo do ano anterior. Comprados, atenção, porque nesta lista não constam os livros recebidos de parcerias, caso contrário a coisa seria ainda mais catastrófica. Portanto sem mais demoras, passo a apresentar-vos "A Lista de todos os livros comprados no ano anterior e que estão na estante a ganhar pó, porque possivelmente ainda não li nenhum". 

A Princesa Guerreira 
As instruções da Pitonissa
Diário de uma obsessão
A fada do lar
Sangue oculto
A sociedade literária da tarte de casca de batata
Third grave death ahead
Dias de sangue e glória
Sozinhos na ilha
A linguagem secreta das flores
 Dom Quixote de la mancha
À espera no centeio
O livro das coisas perdidas
O jardim secreto
O primo Basílio
Mensagem
Amor de perdição
O pai Goriot
Os Maias
Contos escolhidos
1984
Kafka à beira mar
Do céu com amor
A rapariga dos olhos azuis
O quinto dia
A música do silêncio
Os anjos morrem das nossas feridas
O indesejado
Memórias de um mestre falsário
A rapariga no comboio
Zoo
um dó li tá
A metamorfose
Crime e castigo
A caixa em forma de coração
Para onde vão os guarda chuvas
Sangue mortífero
Laços de sangue
Presa e predador
Emma
Encontras-me no fim do mundo
Hatchi e Little b
O bicho da seda
Eu dou-te o sol
A única desistência do ano... detestei 
Segredos obscuros
Os muitos nomes do amor
A estirpe
Harry Potter and the chamber of secrets
White Witch black curse
Uma rapariga dos anos 20
Sonhos de deuses e monstros
Estamos todos completamente fora de nós
Alvorada vermelha
Estação onze
Perguntem a sarah gross
Os caçadores de livros
Fusão
Em busca do livro da vida
O inverno de sombras
De amor e sangue
A christmas carol
Um desejo por uma estrela
Endgame - a chave do céu
Valete de copas , dama de espadas
O Principezinho 
Terceira campa em frente
Temos de falar sobre o kevin
Pale demon
Black magic sanction
A prenda de natal
Espero por ti este inverno
Cloe
Sr. Norrel


(a minha contabilista pessoal, a Dona Pantufa)

Estão a ver ... certo? Comprei o total de 73 livros. Destes 73 livros li 8 (sendo que um deles já foi este ano). Houve 1 desistência... e todos os outros ficaram por ler. Portanto já estão a ver como é que a coisa funciona comigo. Compro muitos livros que estou sempre muito ansiosa por ler, mas que raramente passam à frente de livros mais velhos na estante. Li 57 livros e foram praticamente todos comprados no ano de 2013 e 2014. Basicamente a conclusão a que se chega (para além da óbvia que diz que eu tenho um problema) é que tudo aquilo que eu comprar agora, só irei ler daqui a 1 ano ou mais... e isto é triste. Mas a coisa torna-se ainda mais triste se começarmos a fazer contas aos livros e por isso, é melhor nem irmos por aí... mas vá supondo que cada livro foi 10 euros... já calcularam??? ME DO

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Diz-me quem sou - Opinião

Opinião: Estamos aqui e o mês de Fevereiro termina com a minha contagem de livros lidos reduzida a 3 exemplares. Yup... só li 3 livros este ano (acho que já tinha referido isso num post por aqui). 3 livros lidos sendo que 2 foram livros de Sophie Kinsella, o que revela muito acerca da minha disposição para ler ultimamente. Quanto mais leve melhor e quanto mais simples, maiores são as probabilidades de eu lhe pegar. Por este mesmo motivo e, isto pode parecer contraditório, tive algum receio de ler mais um livro da autora tendo passado tão pouco tempo desde a leitura do anterior. Mas não foi só o factor temporal que me causou algum receio; também a sinopse do livro me deixou ligeiramente de pé atrás. Muito basicamente porque a entendi toda mal, mas já lá vamos.
Este livro conta-nos a história de Lexi Smart cuja vida sofre uma reviravolta enorme após uma saída à noite com as suas amigas (ou assim julga ela). Acorda numa cama de hospital sem fazer a mínima ideia de como lá foi parar e sem compreender porque raio está tão diferente fisicamente. Pior que isto tudo é constatar que está casada com um homem que não se lembra sequer de conhecer de vista. Já estão a perceber mais ou menos o porquê dos meus receios com este livro? É que assim que eu li esta sinopse pensei imediatamente no livro Do Céu com Amor, também publicado pela Quinta Essência e cuja premissa é bastante semelhante. Claro que basta continuar a ler o livro para perceber que não houve trocas de corpo sobrenaturais e que a personagem se mantém a mesma do começo ao fim. No entanto, quase que preferia que tivesse sido o contrário e passo a explicar. Durante todo o livro acompanhamos a Lexi nesta sua tentativa de descobrir quem é e no que raio se tornou a sua vida. Basicamente ela acorda apenas para descobrir que não é a mesma pessoa do passado, que se transformou no tipo de pessoa que sempre odiou e não consegue perceber como é que isso aconteceu. O final do livro acaba por ser meio inconclusivo (pelo menos eu senti-o dessa forma) assim como o romance em torno das personagens; no fundo acabou por não me convencer. Acho que se pode dizer que eu precisava de uma conclusão diferente.
Não obstante os meus problemas pessoais com o término da história, Kinsella é sempre Kinsella e eu começo a sentir que me repito nas opiniões dos seus livros. Não li ainda uma única personagem criada por ela, pela qual não tenha sentido empatia ou que não me tenha feito rir. Ela cria personagens que sabe que vão agradar a todo o mundo o que faz com que, todos os pequeninos defeitos que a história possa ter, acabem por passar um bocado ao lado.
Em suma, gostei bastante do livro, acabei por lhe dar 4 estrelas no Goodreads e apesar de não ser o meu livro preferido da autora, continua a ser ela quem neste momento me consegue prender a uma leitura. 


Sinopse: E se acordasses e a tua vida fosse perfeita?


E se um dia abrir os olhos e, de repente, a sua vida for perfeita? Por incrível que pareça, esse sonho tornou-se realmente realidade para Lexi Smart. Tinha um emprego mal pago, dentes tortos e uma vida amorosa horrível quando, uma manhã, acorda numa cama de hospital e descobre que a sua esplêndida dentadura deslumbra como um anúncio de pasta de dentes, as suas unhas têm uma excelente manicura, e as suas roupas e acessórios são os de uma mulher muito rica. E como se isso não bastasse, está casada… com um desconhecido!!! Superada a grande surpresa, Lexi pretende aproveitar o seu novo eu, com o qual poderá comprovar em primeira mão as vantagens e desvantagens que podem resultar de uma inesperada vida perfeita

O Aprendiz de Gutenberg - Divulgação


Podemos por favor tirar 10 segundos para apreciar esta beleza de capa???

Tá? É linda ou é linda??? Quero ler, quero ter, preciso dele!
Sinopse: Um romance extraordinário que retrata a vida no século XV e as mudanças que transformariam para sempre a Europa. 


Peter Schoeffer é um jovem ambicioso à beira de alcançar o sucesso como escriba em Paris quando o seu pai adotivo, o rico mercador Johann Fust, o convoca à cidade de Mainz para conhecer um homem extraordinário.
Gutenberg, inventor de profissão, criou um método revolucionário – há quem diga blasfemo – de produção de livros: uma máquina a que chama de prensa. Fust está a financiar a oficina de Gutenberg e ordena a Peter que se torne o seu aprendiz. Ressentido por ser forçado a abandonar uma carreira tão prestigiante como escriba, Peter inicia a sua aprendizagem na “arte mais negra”.
À medida que as suas habilidades crescem, assim cresce também a admiração por Gutenberg e a dedicação a um projeto ousado: a impressão de cópias da Bíblia Sagrada.
Mas quando forças externas se alinham contra eles, Peter vê-se num dilema entre os velhos costumes e as novas criações que ameaçam transformar o mundo. Conseguirá ele encontrar uma forma de superar os obstáculos numa batalha que poderá mudar a História?

Só eu é que estou em pulgas? 
Está disponível a partir de dia 4 de Março! 

E quando eu digo que não vou comprar mais livros...

...fico de baixa uma semana inteira e sinto um desejo repentino por... livros. Logo agora que eu me andava a gabar que não precisava de mais livros, que tenho muitos por ler, que o foco é outro neste momento...pumbas; acordo, sento-me ao pc (porque o que raio posso fazer de mais útil estando em casa) e começo a pesquisar livros, só assim a título de curiosidade.
E é então que acontece. A pessoa começa a abrir vários sites de compra e a comparar preços e a aproveitar todos os códigos de desconto possíveis e imaginários que há no mundo, ou neste caso, nas nossas contas cliente. Verifica-se também, pelo sim pelo não, as páginas de vendas de livros no facebook, não vá encontrar-se por lá uma super pechincha. E pronto... o resto da história já sabem como é que acaba. Comprei 3 livros novos e ganhei outro de oferta. Estão a caminho de casa os seguintes amores: 

O Filho Dourado; o segundo livro numa trilogia de ficção cientifica e cujo autor é de babar. Todas sabem do que falo certo? Letras Escarlates e Bando de Corvos, os dois primeiros livros naquilo que não faço ideia se é uma série ou trilogia... mas são de fantasia urbana e como nunca li nada da autora, pareceram-me bons para começar. Portanto vejamos... 3 livros dos meus géneros preferidos, todos eles com desconto acima dos descontos que já tinham porque eu tinha dinheiro acumulado. Fiz bem não fiz? Sei que sim, digam-me que sim, caso contrário vou ser consumida pela culpa! Ah e de oferta escolhi o 12º livro na saga Sangue Fresco. Assim já só me fica a faltar um para completar a colecção. Vou ter de começar a bater na minha boquinha de cada vez que disser que não vou comprar mais livros... sou uma mentirosa que passa o tempo a tentar enganar-se... também já disse que este ano não ia comprar nada na feira do livro e, no entanto, já estou a pensar na hora H. Portanto... matem-me já e acabem de uma vez por todas com esta dor! 



domingo, 14 de fevereiro de 2016

O Dia dos Namorados perfeito

É aquela altura do ano outra vez... nop não é Natal (ainda) mas para algumas pessoas é próximo disso. Aquela altura pós Natal em que todo o livrólico que se preze roga à sua cara metade que lhe ofereça livros. Até aqui o chefe Joy, o gatinho da TopSeller, o recomenda!
Mas aqui a Je, livrólica de corpo e alma, teve o dia dos namorados perfeito e por isso tive de vir aqui partilhar com vocês! Então... não sei exactamente em que zona do país se encontram, mas caso não tenham ainda reparado, o tempo hoje está uma perfeita bosta! Tal qual como eu adoro, tirando a parte das cheias claro. Chove sem parar há mais de 3 dias... o vento sopra (soprar é ser simpática, parece que o vento está com uma crise qualquer de tosse em que não para de mandar rajadas cá para fora)...e portanto o tempo perfeito para não fazer nada; o que foi exactamente aquilo que eu e o meu namorido fizemos. Nada. Passámos o dia embrulhados em mantas no sofá, a ver filmes, a ler, a comer... e a ouvir a chuva lá fora. Ok, a verdade é que também estou meio doente, mas mesmo que estivesse bem, nada nem ninguém me conseguiria convencer a sair de casa no dia de hoje e só de pensar que amanhã o tempo vai estar igual só me apetece chorar! Aliás, minto... tive de sair de casa de manhã, porque a minha bata de trabalho, que deixei estendida durante a noite, decidiu voar em direcção ao parque infantil e, lá tive eu de despir o pijama quente e sair para a rua debaixo de um vento e chuva horríveis...
Mas voltando ao dia dos namorados perfeito. Sei que querem desesperadamente saber que livro é que recebi este ano de prenda. A resposta é nenhum. Este ano não quis receber livros, não os pedinchei e nem sequer os cobicei. O chefe Joy vai ficar muito desiludido comigo, mas não preciso realmente de mais livros meu querido gatinho. Não preciso realmente de nada físico que me relembre que o meu namorido me ama (oh deus isto tá a ficar piroso). Por isso este ano, tanto eu como ele, dispensámos as prendas. Para o almoço fiz uma das comidas que ele mais gosta e que eu não consegui comer (tem sido uma constante) ... para o lanche fiz um bolo de côco e iogurte delicioso; os gatos comeram espinafres e também estão felizes. Acabei de tomar aquele banho relaxante de final de dia, vestir um pijama lavado e retomar ao meu buraco no sofá. Perfect.
Como foi o vosso dia dos namorados? O meu foi perfeito e definitivamente à nossa medida. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Uma praça em Antuérpia - Opinião

Opinião: Comecemos a coisa da seguinte forma... nunca, NUNCA um final de um livro me fez chorar tanto! E se calhar termino já a opinião por aqui, obrigada por terem vindo e até à próxima.

Vá agora a sério; não estou a exagerar. Nunca um livro me fez chorar tanto quanto este e devo confessar que ia com algumas reservas para a sua leitura, porque quando ele me foi enviado, a menina da editora disse-me que tinha a certeza que eu o ia adorar. Quando me dizem isto sinto um misto de emoções: ao mesmo tempo que me acelera o coração e as expectativas sobem, eu obrigo-me a acalmar e a olhar o livro com um certo ar de desdém... de superioridade... olho e falo com ele enquanto lhe digo : "tst tst... tu não podes ser assim tãooo bom... quem julgas tu que és... coisa azul com letras... um borrifo de água e morres!".
Yup eu faço isto (não julguem que ando sensível). Portanto eu não sabia bem o que esperar, até porque o comecei a ler com a Cata, que o estava a adorar e que, subitamente foi perdendo a pica toda com o livro. Mas bora lá... sobre esta história...é-nos contada sob o ponto de vista da Clarice e logo nas primeiras páginas levamos com uma revelação bombástica que vai guiar toda a história. Ficamos a conhecer duas irmãs gémeas e o seu começo de vida muito resumido logo no inicio. Quando ambas vêm viver para Lisboa as suas vidas mudam radicalmente e  livro começa a adquirir um novo ritmo. Acompanhamos a vida de Clarice, casada com um judeu comunista e a fuga da família que construíram pela europa nazi. Mas seguimos também Olívia, que fica em portugal e que ansiosamente tenta saber noticias da sua irmã e ajudar de alguma forma ao processo de fuga. E o livro consiste basicamente nisto. Logo no começo, como já referi, é-nos dada uma informação crucial sobre a história e passamos o livro todo a tentar perceber o que é que aconteceu a estas duas irmãs e é de morrer.
Como a própria sinopse refere, Clarice consegue chegar à fronteira portuguesa com a sua família e quando isto acontece, sentimos que tudo vai acabar bem, que este vai ser um daqueles livros com final óbvio e feliz... mas porra... tudo muda numa questão de páginas e o nosso coração vai ficando partido e cheio de dúvidas: porquê e como é que isto aconteceu? Ou melhor ainda... o que raio aconteceu?? Regressamos ao presente e à Clarice dos dias de hoje que toma uma decisão que vai mudar tudo e meter um ponto final na sua história... mas que no fundo vai ser apenas um começo. Aquela ultima página do livro, aquele ultimo paragrafo matou-me. Chorei tanto... desalmadamente, como nunca antes me tinha acontecido com livro nenhum. Chorei, reli e chorei mais um bocado... levantei-me do sofá e fui a correr para o quarto acordar o meu marido só para lhe contar como o livro tinha terminado. Importa referir que é daqueles finais que poderá não agradar a toda a gente como aliás tenho visto em algumas opiniões pelo Goodreads, mas quanto a mim, posso garantidamente dizer que este livro tem o tipo de final que é a minha cara. Super super recomendo a toda a gente que goste do tema que o livro aborda, mas também de finais emotivos! Preparem uma caixinha de lenços que vão definitivamente precisar. 



Sinopse: 
Há uma saga que ainda não foi contada sobre a Segunda Guerra Mundial: a história de duas irmãs portuguesas, Olívia e Clarice. Olívia casa-se com um português e vai para o Brasil. Clarice casa-se com um alemão judeu e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Ambas vivem felizes, com maridos e filhos, até que a guerra começa e a Bélgica é invadida.

Para escapar da sombra nazi que vai devorando a Europa, a família de Clarice conta com a ajuda de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul que salvou milhares de vidas emitindo vistos para Portugal, em 1940, enquanto atuou em Bordéus, França. A família recebe o visto mas, ao chegar à fronteira de Portugal, um destino trágico a espera... Destino que vai mudar e marcar a vida das irmãs para sempre, por causa de um segredo que só será revelado sessenta anos depois.

«Uma história universal, de grandes amores, fatais desamores e intensa fraternidade em tempos de guerra. Arrebatador.»
Carolina Floare em Sidney Rezende 

domingo, 24 de janeiro de 2016

Mil Folhas de Tudo e Nada #9 |Prendas de Natal e o Dilema - O que fazer com prendas que não gostamos?

Para aqueles que não têm por hábito acompanhar o canal, hoje venho mostrar-vos os livros que recebi de prenda durante o mês de Dezembro. Foram muitos os livros novos que me chegaram cá a casa. Organizei-os em 3 pilhas diferentes: A pilha do marido, a das amigas do RudClaus e, os livros comprados por mim.
Todos os livros que o meu marido me deu, fui eu que escolhi, por isso à partida não há erros com os mesmos. Escolhi-os, quero-os muito, donne. O mesmo se passa com os livros que comprei para mim e, por sorte, o mesmo se passou com todos os livros que as minhas amigas me ofereceram. Eram livros que estavam em wishlist (nem todos) e cujo único contra, que não é bem um contra, foi que os adivinhei quase todos, o que acaba por tirar um bocadinho a piada à coisa. Mas adiante... hoje re-organizei as estantes; sacudi o pó ás coisas e acabei por separar um pilha enorme de livros que procuram agora uma nova casa. E foi durante este processo de limpeza e reciclagem que me deparei com duas questões importantes: O que fazer com prendas livrólicas que não gostamos?
A sério que penso muito nisto, especialmente porque (felizmente) as pessoas oferecem-me muitos livros... só que nem sempre acertam na coisa. E o que fazer nesses casos? Já aconteceu darem-me livros com o talão de oferta e dizerem abertamente para trocar o livro caso não goste da coisa. E eu faço-o sem problemas. Mas a maioria das vezes a coisa vem sem talão e portanto, o que fazer nessas alturas? Devemos guardar o livro na estante por respeito à pessoa que o ofereceu? Arranjar-lhe nova casa? Honestamente não sei, mas a coisa fica ainda pior quando a pessoa que nos deu o livro é uma amiga muito próxima. Shit. Nestes casos confesso que acabo por guardar o livro, mesmo que não tenha interesse nenhum em lê-lo. E sim, isto tem acontecido muito. Tenho dado por mim a olhar para a estante e a arrepender-me de algumas aquisições, o que me levou hoje a proferir a seguinte frase: " ...eu não quero mais livros".
Pasmem-se... eu disse isto e estava (e estou, concentra-te Neuza) a falar a sério. Não quero mais livros. Ultimamente o peso dos livros por ler tem mexido comigo. Já não consigo olhar para a estante como uma colecção de livros lindos que um dia vou ler, mas como uma pilha enorme e sem fim de bons livros que não consigo ter tempo de ler, ou pior ainda, de livros nos quais perdi todo o interesse. E é por isto estar a acontecer que eu digo que, não quero mais livros. Estou a lembrar-me que o dia dos namorados vem por aí, passado uns tempos os meus anos e que, não vou querer livros do meu namorido. Já chega... está na hora de começar a ler aquilo que tenho por aqui. Acham que estou doidinha certo?
Mais alguém tem sentido estas coisas ou nem por isso?? Possivelmente não... mas pronto, aqui fica o meu video de aquisições de Natal. Espero que gostem. 


Divulgação * Porto Editora


Sinopse: Em 1871, a Comuna de Paris, a mais nobre revolução que o mundo já conheceu, incendiou os corações e as ruas.

Élisabeth Dmitrieff é a enviada e representante de Karl Marx na capital francesa. Jovem, tão frágil quanto arrebatadora, recusa-se a amar algo ou alguém que não a revolução. Léo Frankel, revolucionário húngaro e também ele membro da Primeira Internacional, tem o sonho de construir um modelo ideal de sociedade sem exploradores nem explorados. Mas poderá o amor nascer na insurreição e sobreviver no coração da barricada?
Numa escrita apaixonada e de ritmo alucinante, combinando personalidades históricas como Louise Michel, Victor Hugo, Karl Marx ou Georges Clemenceau com personagens ficcionadas, Catherine Clément faz o retrato literário destes dias trágicos e gloriosos, «que começaram com a alegria e terminaram com o sangue», oferecendo-nos uma narrativa de esperança e de sonho, numa homenagem a todos cujas vidas foram tocadas pelo Génio da Liberdade.

Reviver a mais apaixonante revolução francesa 

A Porto Editora publica, a 1 de fevereiro, o mais recente romance de Catherine Clément, Amemo-nos uns aos outros, que retrata e desmistifica os tempos agitados da Comuna de Paris e cruza personagens ficcionadas com personalidades históricas como Karl Marx, Victor Hugo ou Louise Michel. No decorrer da narrativa, acompanhamos a emoção das batalhas e motins, a discussão de direitos há muito adiados, a instauração de um novo regime, e uma história de amor marcada pela revolução. Da longa obra de Catherine Clément, que conta com mais de 30 livros publicados, foi no romance histórico que a autora ganhou o seu grande protagonismo. No catálogo da Porto Editora estão já os romances Dez Mil Guitarras e A Rainha dos Sipaios.

Fala-me de um dia Perfeito - Opinião

Opinião: Hoje venho falar-vos de um dos livros que se tornou um favorito de 2015. Fala-me de um dia Perfeito, de Jennifer Niven. 
Favorito porque me marcou profundamente; porque me fez rir à gargalhada e chorar desalmadamente. Sim, é um desses livros.
Penso que falei sobre este livro mais em detalhe no vídeo de leituras do mês de Outubro e Novembro, no entanto, e como prometi actualizar o blog antes do ano novo (ainda estou a tempo), tenho de escrever sobre ele.
Foi um favorito. Não sei quanto a vocês...mas eu sinto que tenho sempre mais dificuldade em falar ou escrever sobre livros que gostei muito, do que todos os outros. As opiniões tornam-se confusas, repetitivas e andam sempre à volta do adorei adorei adorei, pois eu sou aquela pessoa cuja vida se rege pelo 8 ou 80. Mas vamos lá... alerto desde já que a coisa pode ficar confusa, assim como para o facto de todas as informações que vou dar sobre o livro, constarem tanto da sinopse portuguesa, como da original em inglês.
Esta história é-nos contada sob o ponto de vista de duas personagens: a Violet e o Finch. São ambos muito diferentes um do outro. Ele é o típico rapaz sofrido e "renegado" da escola. Giro mas estranho e que, por esse motivo, é posto de parte. Ela a típica menina bonita americana, que é popular e conhecida de todos. Encontram-se no topo da torre mais alta da escola, onde acabam por se ajudar um ao outro. Ambos tinham razões para estar naquela torre, naquele dia e, a partir desse momento, o Finch passa a tentar ajudar a Violet, no sentido de perceber o que é que leva a menina perfeita a querer estar no topo da torre.
Este livro é mais que uma história de amor... é a prova de que quando queremos muito, e independentemente da nossa idade, conseguimos realmente fazer a diferença na vida dos outros. Ainda que o resultado final nem sempre seja aquele que nós esperávamos. Longe de ser o típico YA levezinho e rasca, este livro atinge uma profundidade absolutamente real e tocante, pois lida com problemas muito sérios na adolescência, tais como depressões e outros problemas mentais. Mas é sobretudo um alerta, para que estejamos atentos a vários sinais que os jovens nos dão e que muitas vezes teimamos em ignorar. Quando por vezes achamos que determinado comportamento é típico da idade, vale a pena olhar duas, três vezes, só para ter a certeza e, procurar ajuda nos momentos certos, sem vergonha.
Adorei este livro. É fácil perceber porque é que se tornou um dos favoritos do ano. Agarrou-me sem eu perceber que isso estava a acontecer. Comecei a ler e quando dei por ela, já não havia volta a dar. O meu coração ficou desfeito e isso deixa marcas profundas num leitor. Vale a pena referir que é um livro incrivelmente bem escrito (mas não pretensioso) e que é baseado na própria experiência da autora, o que de facto se nota na história que ela nos conta.
Resta-me terminar dizendo que o recomendo a todos os leitores que se encontram dentro da faixa etária de um young adult, seja adolescentes, mas também a pais e educadores que se preocupam com a temática. Tenho ainda que agradecer à editora pelo envio do livro (aliás por todos aqueles que se estão a acumular)... porque com este, acertaram em cheio! 


Sinopse: Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.





domingo, 10 de janeiro de 2016

Mais Kinsella - Uma Rapariga dos Anos 20 - Opinião * Divulgação | Diz-me quem sou

Sinopse: Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra desaparecido para que Sadie possa descansar em paz. 
Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A sua nova empresa está em declínio, o seu melhor amigo e parceiro de negócios fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida. 
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo especial uma com a outra?

Opinião:
Comecei o ano da melhor forma possível. Desde o Natal (ou até mesmo antes disso) que não me apetecia ler nada. Comecei cerca de 3 ou 4 livros e nenhum me prendeu o suficiente para não querer parar. Acho que todos os leitores passam por situações do género, especialmente perto do final do ano, em que nos sentimos mais cansados e com crises de preguicite aguda.
Mas como forma de combater a letargia que de mim se apoderara, decidi pegar num livro que garantidamente me iria prender. Uma Rapariga dos Anos 20, de Sophie Kinsella, a minha mais que tudo para momentos de crise.  Este livro é talvez um bocadinho diferente de todos os que já li da autora. Segue um registo um bocadinho mais sério, ainda que com enormes pontadas de humor; Foi interessante constatar que a autora também é capaz de ser séria quando necessário e que, consegue criar histórias diferentes do habitual, divertidas mas sem caírem na palermice.
Neste livro acompanhamos a Lara, uma jovem de 28 anos que é obrigada a ir ao funeral de uma tia-avó que praticamente ninguém na família conhece. Paro já aqui a coisa para dizer que a cena do funeral é brutal. Ri-me tanto tanto tanto...mas bom continuando, durante a cerimónia o fantasma da sua avó, decide aparecer à Lara e, obriga-a a parar o funeral, sob o pretexto de que precisa encontrar um colar que desapareceu. E é esta a premissa muito simples desta história. Lara passa então a andar acompanhada de um fantasma dos anos 20, completamente doido e incomodativo, mas que lhe vai ensinar importantes lições de vida.
Não sabia bem o que esperar deste livro. Esperava à partida montes de momentos de gargalhadas... e tive-os. Mas é curioso referir que este livro também me emocionou ao ponto das lágrimas. Sim sim... eu sou uma madalena que chora por tudo e por nada, mas é que há aqui uma cena no livro, relacionada com um lar de 3ª idade, que me fez sentir tantas, mas tantas saudades dos meus avós... que pronto, foi choradeira garantida. As hormonas por este lado andam meio que descontroladas, por isso um descontinho por favor. Sophie Kinsella é simplesmente brilhante e sem dúvida uma das minhas autoras preferidas. Já disse montes de vezes que quero ler tudo tudo dela! Será que ela escreveu algum livro que eu não vou gostar?? 
Espero que não, até porque vai haver livro novo dela! Foi esta semana divulgado que a Quinta Essência, vai publicar mais um livro da autora. Desta feita irá ser o título Diz-me quem sou e eu mal posso esperar por o ter nas minhas mãos! Algo que me diz que este ano vou precisar de muita leitura leve na minha vida e, quem sabe este não será o ano em que leio tudo desta senhora?

Sinopse: 
E se acordasses e a tua vida fosse perfeita?

E se um dia abrir os olhos e, de repente, a sua vida for perfeita? Por incrível que pareça, esse sonho tornou-se realmente realidade para Lexi Smart. Tinha um emprego mal pago, dentes tortos e uma vida amorosa horrível quando, uma manhã, acorda numa cama de hospital e descobre que a sua esplêndida dentadura deslumbra como um anúncio de pasta de dentes, as suas unhas têm uma excelente manicura, e as suas roupas e acessórios são os de uma mulher muito rica. E como se isso não bastasse, está casada… com um desconhecido!!! Superada a grande surpresa, Lexi pretende aproveitar o seu novo eu, com o qual poderá comprovar em primeira mão as vantagens e desvantagens que podem resultar de uma inesperada vida perfeita.

Sophie Kinsella é a genial criadora de Becky Bloomwood, la famosa «louca por las compras», uma das personagens mais simpáticas e perigosas da literatura. Com os seus milhões de fiéis leitores repartidos por meio mundo, Kinsella é uma das autoras mais divertidas e populares dos últimos tempos. Diz-me quem Sou vendeu mais de um milhão de exemplares só em inglês e mais de 250 mil em alemão. Além disso, foi número um em Inglaterra, Estados Unidos e Itália.